sábado, 24 de dezembro de 2011

Duas décadas. JÁ?!

Quase Natal, leitores fora dos padrões. Mas antes de comemorar o aniversário de Jesus Cristo (e o do meu tio, o grande Béba!), por que não comemorar o meu?

Sim! É isso mesmo. Hoje, véspera de Natal, 24 de dezembro, é o meu aniversário. Nasci há 20 anos, em 1991. Já faz um tempinho, não?

Dos chutes na barriga de minha mãe até agora, fiz muita coisa. Muitas foram boas, outras nem tanto. Porém, é normal. Caso contrário, eu deveria ter nascido um dia depois e há dois mil e onze anos. 

Brincadeiras à parte, o GURI está completando cinco vezes quatro. E estou feliz. Muito feliz. Este ano, 2011, é o ano que ficará positivamente marcado em minha vida! E direi o porquê.
  • Conquistei uma vaga na Universidade Federal de Pelotas, em jornalismo. Quem lê há mais tempo, sabe que era o meu grande objetivo até então. 
  • Depois, na própria faculdade, comecei a lutar pelas melhores notas possíveis. Busquei ganhar o respeito e o reconhecimento dos profissionais que lá trabalham. E o mais importante: cumpri o planejado.
  • Comecei a namorar, gurizada! A conheci na faculdade, nos demos bem e agora somos dois loucos e apaixonados. Beijo, Jéss.
  • Revi antigos amigos e fiz novos. Sempre há a possibilidade de encontrarmos uma nova e grande amizade.
  • Os 15 anos de minha irmã, a Ká. Nunca vou esquecer disso. Porém, ela não quis festa, preferiu o...
  • Ringo Starr! Sim, fomos ao show de um ex-beatle. Foi em novembro, no ginásio do Gigantinho, em Porto Alegre. Lá, vi uma grande apresentação e o baterista da banda que comecei a gostar desde pequeno, mesmo sem entender ainda o que era rock. Além disso, ver o pai quase chorando por ter visto o Ringão... não tem explicação.
  • O Xavante venceu mais um Bra-Pel. Mais uma vez. E não foi um clássico, mas dois. Dá-lhe rubro-negro!
  • Outro fato que considero incrível no ano de 2011, foi de que pude comprar mais alguns livros. Os quais proporcionaram a mim novos conhecimentos. E a cultura (nerd) veio com tudo!
Enfim, não vou listar tudo porque não lembro, fará com que o post fique gigante e ninguém (nem eu) vai ler muito mais do que isso.

Apenas sei que meu aniversário é hoje, amanhã é Natal, logo mais tem a virada do ano e verei a minha namorada! Preciso de mais? Claro que sim! haha 

Melhorar e crescer estarão sempre entre meus objetivos.

Um grande abraço! 

Obs.: Rola um parabéns? :'D

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Refúgio

Tentando afastar-me do comum, busco refúgio em meus fones de ouvido. Com diferentes canções e bandas, consigo livrar-me por um bom tempo dos pensamentos rotineiros e da loucura mundana. Pensar é bom, mas pensar em demasia a todo momento talvez não seja uma boa escolha. Aliás, tenho aguma escolha? 

Se sim, tudo bem. Se não, irei forjá-la.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Aleatoriamente

Enquanto as guitarras choram em minhas músicas, eu sorrio. E o choro de cada guitarra no show de rock and roll é o seu próprio sorriso. Ao seu modo, o instrumento musical faz o seu som e fabrica a sua felicidade. Ao meu modo, escuto e absorvo o som; o choro (e o sorriso) das guitarras, e sorrio. 

Olho para o teto. Com as ondulações do cimento pintado de branco, crio imagens. Aleatórias, vão surgindo sem parar. 
Mudo de música. Com os diferentes sons que minha audição recebe, crio imagens. Aleatórias, vão surgindo sem parar.

A minha vida, por vezes, é assim: totalmente aleatória. As pessoas vão mudando, o tempo passando e as guitarras chorando. Não é de se estranhar que minha playlist está no modo aleatório.

Mas o que este texto louco tem a dizer?!
Sinceramente, eu não sei.

São palavras escolhidas aleatoriamente, pensamentos que vem e vão... aleatoriamente. E não sei se todos irão gostar de ter lido até aqui tantas palavras aleatórias aleatoriamente. Desculpem-me se nada disso tem graça ou é legal, mas nem todos pensam da mesma forma. As pessoas que visitam o GURI buscam algo (ou entraram sem querer!), e, geralmente, seus desejos são bem aleatórios.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Two months

[clique e leia ouvindo]


Em instantes, dois meses serão completados.

Não vou usar clichês nem falar o que todo mundo já sabe. Mas não posso ocultar o fato de que a Jéssica tem sido uma pessoa incrível. Ela tem muita vida, é bem-humorada, gosta de boas músicas e é uma grande gamer. Um sonho de consumo!

Tudo o que escrevi sobre minhas ideias, meu futuro e metas, aqui no blog, estão sendo colocadas em prática. Porém, não imaginava que, em um curto espaço de tempo, alguém iria surgir de modo sutil e mudar tudo. E para melhor, diga-se de passagem.

Tem sido uma vida muito mais valorizada. Muito mais pensada. Antes, eu pensava no que eu poderia fazer num fim de semana. Atualmente, penso no que nós poderíamos fazer no fim de semana. É tão novo, e tão bom tudo isso. 

Não posso afirmar que viveremos juntos para sempre, mas a impressão que temos é a de que iremos. E eu desejo com todas as minhas forças que aconteça o que queremos e sonhamos.

Temos praticamente a mesma idade, gostos parecidos e sentimentos mútuos. O que poderia dar errado? Não vejo margem para erro nesse caso. 

E, sendo sincero, a minha ficha tem caído aos poucos. Eu sou cético a muitas coisas e crente em tantas outras. E eu não estava acreditando que alguma guria iria surgir ainda em 2011. "Quem sabe ano que vem...", pensava. Mas a vida sabe que não faço ninguém esperar e, portanto, desejo o mesmo. E recebi um grande presente. Com o presente, vivo o presente com mais disposição, tecendo grandes planos, planejando o futuro, construindo nosso caminho. Pouco a pouco, a estrada vai ficando pronta.

John Lennon ficaria orgulho caso conhecesse a Jéssica, minha namorada. Love is real, não é mesmo? Lennon estava certo! É real, quente, mágico, apaixonante, viciante... 

Restam poucos minutos para a meia-noite. Dois meses serão completados. E estamos apenas no início...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Eu julgo, tu julgas, ele julga, nós julgamos...

Tu julgas alguém? Eu julgo alguém? Todos julgam o outro? Sim, sim e sim.

Ninguém foge à regra - será? Alguns vivem fazendo isso - talvez seja o seu maior entretenimento - e outros fazem menos, mas fazem.

Sem saber o que se passa, o que ocorre, sem tentar entender todo o contexto existente, as pessoas insistem em tirar conclusões acerca do que não sabem ao certo. Ô ocupação doentia!

A covardia, geralmente, anda lado a lado com pessoas que vivem julgando as outras.

"Vais fazer isso?", diz com desprezo, ao mesmo tempo em que gostaria de ter a coragem de estar fazendo o mesmo.
"Só vive dormindo!", diz e incomoda sempre, e o pior: sem procurar (e tentar) entender o porquê disso.

Exemplos, apenas dois e clássicos exemplos.

Meu post não precisa estender-se mais. Todo mundo sabe o que faz. E tu que julgas nove entre dez, por favor, pare! Não faz bem, incomoda e acaba demonstrando a sua fraqueza.

Agradeço.

Observação: será que vão julgar este post?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Vale a pena conhecer

Mais um motivo para agradecer a dádiva de poder ler: o blog de minha namorada. Visite o Obliviate my Reality e perceba o quão estamos próximos mesmo sem estarmos pertos a todo tempo.

A página está sendo construída e mais textos irão surgir. Todos ótimos, sem dúvidas.
Recomendo mil vezes. Clique aqui e visite.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cadê o guri sonhador?

Não sei. Às vezes parece que ele vai embora...

Parece que o mundo tem feito de tudo para pará-lo, desestimulá-lo. Não querem alguém pensando em algo maior e melhor. Já tiraram tantos do caminho, não é mesmo? Remover da cabeça de um guri com quase (e apenas) duas décadas de existência ideias que visam uma convivência mais legal com todos não parece ser tão difícil.

E não deveria ser fácil remover desejos assim. São verdadeiros, sinceros e honestos. 

Sei lá. Às vezes parece que subo no muro com vontade de olhar tudo de cima sem me meter em nada. Deixar como está. Deixar rolar. "É a vida". Tenho mil desculpas para ficar parado. E pior que dá vontade de desistir.

Sei que não devo nem posso. Sei que este blog, o GURI, respira esperança. Respira sonhos, vontades, lutas, glórias, derrotas e amores. E quando penso em todas as pessoas que amei, amo e que, possivelmente, virei a conhecer e amar, a vontade de mudar algo se renova. E tudo fica claro.

Percebo que tenho uma função. Não é grande nem pequena. Não será vista por todos, mas sei que alguns poucos irão reconhecê-la. Preciso fazer o que tenho de fazer: o meu melhor. Sendo eu mesmo, praticando o que acho certo. Respeitando sempre, tolerando o tolerável e exigindo respostas quando o limite é ultrapassado.

Tenho sede de mudar o mundo, por mais utopia que seja. E não sou um revolucionário. Este foi John Lennon ou Gandhi.  

Sou apenas um soldado imerso numa batalha que não parece ter fim. Sou do exército dos sonhadores. Somos milhares! E juntos somos imbatíveis.

A vontade de desistir surge. E surgirá em várias momentos. O segredo é manter a confiança, a esperança. Algo bom tem que estar a caminho. 
E descobri a resposta à pergunta do título. O guri sonhador está bem aqui. Talvez ele não esteja sempre tão esperançoso ou disposto a lutar, mas ainda assim estará aqui.

A esperança morre comigo.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eu sou Xavante.

por Ivan Holsbach Schuster

Saudações Xavantes.

Ser XAVANTE é uma grande benção. Querer ser XAVANTE e ainda ser campeão, é pedir demais. Ninguém merece tanto.

Ouvi isso neste final de semana. Achei sensacional. É o que penso. Não estou nem aí se somos campeões ou não. Sou XAVANTE, ponto.

Já cruzei o Cabo da Boa Esperança (e da ruim também) e nunca gritei “É Campeão!”. Pelo menos, não um título importante.

E não estou nem aí. Continuo Xavante igual. Feliz por sê-lo.
E depois de mim, muitos outros vieram. Inclusive meu filho, nascido e residente em Porto Alegre durante toda a sua vida.
Sabe o que ele me disse domingo depois do jogo? Não estou nem aí, o bom é ser XAVANTE.

Não é verdade que diminuímos. A cada ano que passa somos mais e melhores. No meu tempo de guri era difícil se encontrar quem fosse só Xavante. No meu bairro todos eram Xavantes (uma minoria era …, deixa para lá) e gre-nal. Sempre foi assim. Isto sem falar nos Flamenguistas, Fluminenses, Vascaínos, Santistas, etc …

Acho até que hoje em dia existem muito mais só Xavante que antigamente. E é até bom que não aconteça de sermos campeões. Ficaríamos insuportáveis.

Pelotense já é soberbo por natureza. Mais cheio que intestino de velho com prisão de ventre. Se for XAVANTE, então, se acha o cara. Imagina ser pelotense, XAVANTE e ainda campeão! O mundo nunca mais seria o mesmo.

Haveria uma nova era. AX e DX. Antes do XAVANTE campeão e Depois do XAVANTE campeão.
É melhor não. Deixa assim. A humanidade não está preparada.

Se a minha preocupação fosse ser campeão, eu torceria para o São Paulo, Barcelona, Inter de Milão …

O que eu gosto é de sentir a alegria na arquibancada, é o “tem que olhar, para aprender …”, ouvir os treme-terras fazendo a chamada, é ver a cara de inveja dos adversários, o cheiro da maconha, a cachaça, a excursão, a chegada no estádio, o acreditar que dá, a expectativa, a ansiedade, a angústia, os jantares da Onda Xavante,a cara dos jogadores ao saírem do vestiário e se depararem com o “BEM VINDO AO INFERNO“…

Enfim, os pequenos detalhes que nos fazem únicos, que geram emoção.

Dos outros, não tenho inveja de seus títulos, tenho pena por terem uma alma tão desnutrida de paixão, por terem sentimentos tão pobres. Somos mais raça. somos mais garra. E isso não tem título que pague.

Eu sou XAVANTE.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Respire

Nada está tão difícil que não possa ser superado.
O muro não é tão alto para não ser alcançado.
A escada não tem tantos degraus como aparenta.
E a estrada não é tão sombria como dizem.

A força de vontade pode mudar tudo.
Vencer deve ser uma meta, e a coragem vai auxiliar nessa tarefa.
Mas para isso precisamos nos levantar, erguer a cabeça e caminhar.
Não importa o que dizem ou o que parece. Acredite!

Não desista nunca, meu amigo.
Evite pensar nas piores possibilidades. Não vai ajudar em nada.
Pare. Pense e respire. Não fuja da luta nem desista.
Porque eu não desistirei.

É clichê, é verdade, mas "a união faz a força". Acredite. 

Nunca, nunca, nunca, nunca desista. (Winston Churchill)

É, sou um guri sonhador. Não mudei e, talvez, nunca mude. E isso é bom! :)

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Algo ocorre - ou ocorrerá.

Parece que algo está acontecendo. E não é legal.

Confio em poucas pessoas. E penso muito nelas. Algumas não vejo há muito tempo. Outras não estão mais aqui. E parece que as últimas e poucas estão indo embora. De alguma forma ou de outra, estão indo. Não sei se continuo a caminhar ou espero pelo inevitável.

Ficarei sozinho? Não adianta estar rodeado de centenas ou milhares de pessoas enquanto quem queremos não está por perto. 

Sinto saudade da minha avó. Sinto saudade daqueles tios que nem conheci, mas que tenho certeza que seriam tão incríveis como alguns que possuo.

Perdi amigos de infância. E perco todo dia a oportunidade de ver outro amigo. 

A vida está passando. E todos nós estamos morrendo aos poucos. Não sei quem irá primeiro ou quem será o último. O certo é que as opções estão diminuindo. As pessoas boas e sinceras comigo também.

Preciso ter coragem para enfrentar estes dias desleais. 

Meu peito está sangrando e minha mente tão agitada que está prestes a parar.

Uma luz!

Preciso de algo que clareie meu caminho. Aliás, preciso de mil refletores brilhando e denunciando o que está por vir. Preciso de ideias criativas e de, principalmente, soluções. Não posso me dar ao luxo de assistir a tudo sentado como se estivesse num teatro decadente, com poltronas velhas, pouco público e uma peça teatral triste e sem final. 

Preciso, urgentemente, de soluções.

Não sei o que farei por ora. Algo farei. Vou tentar alguma alternativa. Preciso ousar, insistir, batalhar e, se possível, alcançar o que preciso. Não posso nem irei ficar parado.

Eu cuido de quem amo. E ela, mesmo que não diga, está gritando por socorro.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma porção de tempo, por favor.

Eu tenho tempo. Na verdade, tenho muito tempo. Apesar de cada vez buscar mais compromissos acadêmicos, tentando crescer, possuo um bom período para curtir fazendo algo. É claro que este final de semestre tem sido bem corrido e com muitas tarefas a mais.

Entretanto, não peço esse tipo de tempo, mas outro: tempo ao lado dela. Passa tudo tão rápido. Mesmo! Parece que, para nós, aquela hora se transforma em minutos. É um sachê de tempo? Pois então eu quero um pote!

Meses parecem dias, dias parecem horas, horas parecem minutos e minutos não duram nada. Um olhar, um aperto de mão, um abraço ou o sussurrar no ouvido consomem uma quantia absurda de tempo, apesar de não precisarem de muito.

O Brasil tem cobrado impostos até no tempo? É uma explicação.
Ou nosso tempo é pré-pago? Só temos bônus, e bem poucos.

O fato é o seguinte: estou ficando frustrado com a escassez de tempo. Preciso de mais. Precisamos de uma porção um pouco maior - muito maior!

Por que tudo o que é bom dura pouco?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Percebe?

No momento em que escrevo, muito do que vejo, ouço, faço, penso ou analiso é levado em conta. Tudo é contextualizado. Tudo é passado para cá por algum motivo. Não ignore clipes musicais ou letras de músicas: elas têm um motivo para estarem aqui.

Geralmente escrevo o que estou gritando e ninguém ouve ou o que faço mas ninguém vê. Escrevo aquilo que não é possível alguém de fora perceber. 

Sabe, às vezes acho que o GURI ajuda nesse processo de auto-conhecimento. John Lennon disse, certa vez, que só se encontrou nele mesmo. E é fato. Busco ser assim. Buscar aceitar-me como sou, ajo, penso, falo... e escrevo.

Percebe o quanto é importante este espaço? Este blog?

E é assim que vivo.
E é assim que penso.
E é assim que viajo, amo, critico, elogio...

Este é o guri que vos escreve no GURI. Os dois são um só. 

Pedro Henrique, muito prazer.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Faz muita falta

John Lennon, fazes muita falta por aqui.


Obrigado por ensinar-me a viver com paz e amor.
Hoje vivo em paz. E vivo com tuas músicas.
E compartilho de tuas ideias.

E o amor? É como compusestes:
Love is real, real is love
Love is feeling, feeling love
Love is wanting to be loved
 
E vivo intensamente o amor que tanto ouvi tua voz cantar em suas canções.
Obrigado pelas lições. E pelas canções...
Todos sabem que continuas vivo em nossos corações.
  
John Lennon 1940 - ∞

Home

Adoro estar em casa. Sempre que posso estou lá. Muito vibrei, chorei, esbravejei, gritei, torci, cantei, ri e xinguei naquelas arquibancadas. Desde sempre, desde pequeno, desde piá, desde guri, aprendi a amar aquela casa. 

E a minha família é a maior, melhor e mais fanática. Bah! Minha família quando se reúne, e enche a nossa casa, ocorre um fenômeno social que exige estudos. Fazemos acontecer! Fazemos valer a nossa voz, o nosso grito, a nossa união! 

Já saí de lá feliz e triste. Cantando, pulando ou cabisbaixo. Mas, por algum motivo irracional, sempre volto. E minha família também volta. Todos nós voltamos porque, de certa forma, nunca saímos de lá.

Home. Minha casa. Bento Freitas.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tudo em poucas linhas

Mas uma certeza eu tenho: desde que esteja contigo, tudo ficará bem. Consegue perceber? Eu te amo e não quero te perder porque minha vida tem sido melhor desde o dia que eu te encontrei. Somos perfeitos um pro outro, "como pode existir alguém tão 'pra mim'?" haha :') Amor assim nunca morre, prevalece. EU TE AMO e quando te vejo me apaixono ainda mais e tu sorri porque sabes que é verdadeiro. 

Forever Yours.

With love, Jéss <3

Há algo mais bonito e verdadeiro? 

Não, não há.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Conversa

Dia cheio, intenso, diferente. Fora do comum, fora dos padrões. Um dia desconhecido mas que conhecemos ao vivenciá-lo. Envolve coração, lágrimas, dor de cabeça, sorrisos, beijos e abraços. E palavras. Muita conversa. Além de demonstrações de afeto e confiança.

E foi assim o dia inteiro: muita conversa.

Ventava forte. E aquele guri caminhava rápido, corria contra o tempo e contra o vento. Precisava de um abraço. Não, precisava mais do que um, mas dois, três, quatro, cinco...

Ele a encontrou alguns minutos depois. Precisavam conversar.

O tempo estava nublado. E foi escurecendo cada vez mais até que o dia deu lugar à noite. E eles continuavam abraçados. Volta e meia tornavam a olhar nos olhos. E depois o abraço continuava. E havia muita conversa até nos minutos de silêncio. 

Os dois conversaram por horas. Precisavam um do outro. Feridas estavam expostas de ambos os lados. Eu fui o socorrista e o paciente ao mesmo tempo. Ela também foi.

Choramos. Rimos. Nos abraçamos. Conversamos.

Precisávamos de um tempo para isso. Hoje vimos a força que possuímos. Estamos cada vez mais unidos. Somos amantes, confidentes e amigos. Somos dois brigando pelos dois. Nos aliamos frente ao mundo. "Vamos vencer!"

O futuro que nos aguarde! Dificuldades estão chegando de todos os lados. E vamos enfrentá-las! Foram feitas para serem ultrapassadas, não é mesmo?

Eu te amo. E isso basta. 

Agora que conversamos e sabemos o que faremos, pegue minha mão porque a luta vai começar...

sábado, 3 de dezembro de 2011

Clima de rock and roll

Ir ao Cavern Club para ver The Beatles não é mais possível, infelizmente. Mas temos alternativas para sentir um pouco daquela mágica e respirar o oxigênio do rock and roll.

Confortavelmente sentado, ao lado de minha namorada e amigos, no Nova York Irish Pub, aqui em Pelotas, ontem à noite, respirei esse ar especial. E foi demais. Enquanto músicas clássicas e mágicas do rock tocavam nas caixas de som, diversas bebidas estavam à disposição dos presentes. Eu não bebo, mas fiz uma exceção àquele curto momento.

Ouvir e cantar "Come Together", dos Beatles, foi uma experiência fantástica, digna de possuir um post só para ela. Guns, Creedence, Bon Jovi e Nirvana também foram lembrados na festa. Pelas paredes, há quadros e imagens referentes a bandas e rockeiros que marcaram época e ainda estão presentes em nossa vida. Janis Joplin, John Lennon (viva Lennon!) e Elvis Presley estão devidamente homenageados no local.

Enfim, todo o ambiente remete ao gênero musical revolucionário e fantástico. O rock and roll nunca morrerá, nunca desaparecerá. É mais do que música, é um estilo de viver a vida. Aperte play em seu aparelho de som e viaje sem sair do lugar. Ou viaje e vá ao pub! O rock está presente em todos os lugares que quisermos, seja no som da sala, num pub ou em nosso peito.

Viva o bom rock and roll!
Viva as amizades!
Viva a música!
Viva The Beatles!

A vida fica mais interessante com ingredientes assim.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Parabéns, Karen.

No dia 2 de dezembro de 1996 nasceu Karen Costa Krüger.
No dia 2 de dezembro de 2011 Karen Costa Krüger completa 15 anos de existência.

Putz! 15 anos, cara. Nem parece. 
Lembro bem daquela bebezona da família. Bem branquinha com bochechinhas rosadas. Olhos arregalados e atentos. Atualmente, a Karen continua bem branquinha e ainda com bochechas que, por vezes, ficam rosadas. Os olhos verdes-acizentados dão o charme. Minha linda irmãzinha...

Tenho muito orgulho dessa guria. Chamá-la de irmã é uma benção! Não é qualquer um que pode dizer com felicidade nos olhos "eu tenho uma irmã". Eu posso dizer - e digo sempre! Ela possui bom gosto para música (com raras exceções) e sempre tem uma resposta na ponta da língua. Essa é a Karen...

E completa 15 anos! Uma década e meia já se passaram. E foi tudo muito rápido. Ótimas lembranças tenho, e muito vivi com ela. Compartilhamos experiências (boas e ruins), brigamos e nos apoiamos. É o eterno jogo "te xingo, mas te amo". Conflitos normais entre irmãos.

Porém, não brigamos tanto como gostaria muito. É de vez em quando, nada muito preocupante. Na verdade, em muitos casos temos um ao outro, apenas. Precisamos estar unidos. Dois é melhor que um. Um abraço é a melhor ajuda em diversas ocasiões. E eu a amo por ser companheira, ser uma verdadeira irmã.

Posso contar-lhe tudo e sei que minhas palavras estarão seguras. Também sei que quando precisar de um abraço forte ela estará ali, ao meu lado. 

Eu te amo, Karen, minha irmã. E conta com o maninho aqui para o que precisar. Por ti qualquer sacrifício é pequeno. Obrigado por me amar. E por existir.

Do seu irmão, Pedro Henrique Costa Krüger.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Preciso de um conselho, pai.

Pai, preciso da tua ajuda.
Preciso falar com o senhor. É urgente!
Sei que posso contar contigo.
Sempre dissestes a mim que eu podia confiar em ti.
E confio. Muito.
E percebo que agora preciso de um dos teus conselhos. Tuas experiências servirão para me ajudar.
Enfim, preciso de um conselho, pai. E obrigado por se dispor a isso.
São razões como essas que me faziam levantar nas manhãs de "dia dos pais" com uma cartinha embaixo do braço.

Estabelecendo ligação

Minha pele ardia com o calor febril enquanto encostava na tua que é lisa e fria. O som de ambas respirações se juntavam e separavam numa frequência de difícil compreensão. A sintonia perfeita transformava aquele abraço de alguns poucos segundos numa arte. As mãos se entrelaçam, se soltam e brincam entre si. Os olhares se cruzam, desviam, atiçam. A risada lenta e baixinha, a mecha de cabelo que cai no rosto como numa cena de filme torna tudo perfeito. Finalmente os lábios se tocam, os corações aceleram e a magia da vida acontece.

Estava sendo feita uma ligação para nunca mais ser desfeita. Ela estará lá permanentemente e blindada de qualquer acontecimento futuro.

Sorria: estamos conectados.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Muito vi

Quando pequenos logo somos colocados para estudar. Normal. Toda criança deve ser alfabetizada e ganhar conhecimento para ser livre. E com o tempo e todo esse aprendizado passamos a perceber algumas características da vida escolar. Sabemos quando o professor é bom ou está com má vontade perante a turma, por exemplo. E isso acontece! Mas também percebemos quando o profissional da educação está desanimado, desapontado, desiludido, desmotivado, enfim, com a profissão ou com os alunos. Muito vi...

Passei nove anos de minha vida estudando na Escola Municipal de Ensino Fundamental Piratinino de Almeida. Era ótima, fiz grandes amigos e minha turma botava para fuder quebrar! E muitos estudavam para caramba. E lá vi alguns professores desmotivados. Entretanto, não parecia que nós éramos os culpados - talvez éramos, mas não os únicos.

Porém, depois de concluído o ensino fundamental, migrei ao Monsenhor Queiroz, escola estadual daqui de Pelotas, que se localiza "em frente" à linda Catedral São Franciso de Paula. Naquelas salas de aula foi onde vi algumas cenas que não esquecerei jamais. Professores que possuíam muito, mas muito conhecimento, mas que demonstravam em seu olhar o cansaço físico e mental. Era evidente a desmotivação, visto que turmas inteiras ignoravam a presença do profissional. E eles queriam passar algo e não podiam. Não conseguiam controlar a sala de aula - ou talvez desistiram e se renderam nessa batalha diária e desleal em que viviam.

E muito vi essas cenas. E não eram dois nem três professores. Foram mais. Não conseguiam dar uma aula como gostariam. Em algumas ocasiões o barulho não existia. Porém, ninguém estava escutando o que o professor dizia. Dormir ou rabiscar o caderno era melhor, apesar do tema da aula ser relevante e com o vestibular cada vez mais próximo. É complicado. 

A vontade de aprender depende de cada um. É uma grande verdade. Mas ninguém gosta de ser ignorado, ainda mais quando é (mal) pago para passar conhecimento aos estudantes. A pergunta que deveriam fazer para eles mesmos naqueles momentos insanos da aula seria "o que ainda faço aqui?".

Galera, essas minhas observações de alguns anos não servem para desmotivar aos que querem começar uma carreira de professor, mas é um alerta. Vocês conviverão com estudantes interessados, esforçados, repugnantes e desinteressados. Haverão aqueles que sofrem com problemas em casa, na rua, ou em ambos. Também existirão os que possuem uma grande facilidade em alguma área e não irão aproveitar-se dela. É a realidade. 

E para tirar esse clima depressivo sobre o texto, digo-lhes que vi os mesmos professores tristes e desapontados na sala, sorrirem fora dela: foi na formatura do ensino médio. Vi o sorriso pelo sucesso dos alunos que mereceram. Eles também sorriem quando nos veem na rua e perguntam "o que estás fazendo da vida?", e respondemos que estamos cursando uma faculdade. Essa é a motivação que os fazem continuar na profissão. Apesar do salário, das más condições e dos trinta alunos trancafiados numa sala gritando feito animais silvestres, eles sorriem ao ver que alguns poucos superaram as suas dificuldades, sejam elas envolvendo problemas familiares, financeiros, emocionais ou de saúde, entre tantos outros. 

Vencer na vida como estudante é valorizar o trabalho realizado para nós. 
Vencer na vida como estudante é conquistar o sorriso no rosto mais triste da vida daquela pessoa desmotivada na profissão. 
Vencer na vida como estudante é demonstrar que o esforço de muita gente valeu a pena.

Ah! e uma ressalva: só porque existem alguns que conseguem ultrapassar barreiras e chegar aos seus objetivos na vida escolar não significa que "tudo está bom", pois não está! Extraordinários, logo poucos alunos, existirão sempre. Mas deve ser a meta número um do Estado formar o restante e transformá-los em excelentes alunos, resultando em excelentes profissionais. Será proveitoso para todos!

E quem sabe, no futuro, alguém possa escrever um post com o mesmo título deste, "Muito vi", mas que relate o seguinte: Muito vi em minha sala de aula boletins com notas altas e professores orgulhosos do nosso esforço...

Com esperança, o GURI.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na madrugada

Pensamentos preenchem minha cabeça. Dúvidas sobre o futuro, avaliação do dia e das palestras que presenciei. Lembro que tenho trabalhos a concluir para a faculdade. Também sinto saudades da Jéssica. E o ponteiro continua a seguir sua cíclica trajetória no relógio branco pendurado na parede. 

Estou sem sono.

Leituras me esperam. Folhas empilhadas também me esperam. Preciso urgentemente iniciar o que já está atrasado, continuar o inacabado e planejar o que está por vir. Planejamento é a palavra do mês. 

Minha vida está mais movimentada do que nunca. Meu dia deveria durar trinta horas. Por isso, talvez, não quero dormir. Preciso estar acordado para pôr em dia o que falta. Preciso de mais tempo com as pessoas que gosto. Necessito escrever no blog. Ouvir música também é essencial.

Quase três horas. Eu deveria estar deitado ao invés de estar escrevendo o óbvio. Perdendo tempo ao escrever sobre o tempo que falta. Aliás, como escrever me faz perder o que não tenho? 

São pensamentos da madrugada. Com nexo ou não. Mas estão aí.
Agora preciso parar de escrever e desligar esta máquina fatigada. Afinal, já é madrugada.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um gênio, músico socorrista e herói

Cara, eu não sou nenhum perito em música. Não sei avaliar se foi bem trabalhada ou se há algum erro no tempo de execução. Apenas sei quando o som faz bem a mim. E as músicas de John Lennon fazem isso.

Quando meu pai mostrou-me os Beatles, eu gostei mais do John. Talvez pelo jeito "maluco". Não sei. Com o passar do tempo essa preferência foi ficando cada vez mais forte. O grande Lennon sempre será o maior beatle para mim. E ele é um gênio, músico socorrista e herói.


Um gênio porque suas letras são impactantes, e a mensagem colocada nelas é muito nobre.
Um músico socorrista pois socorre sempre os admiradores de sua música. O seu trabalho motiva, impulsiona. Faz sorrir, pensar, levantar.
E, por fim, um herói porque deixou sua mensagem de paz e amor. Um herói por ter dedicado a sua vida à música. Um herói por salvar milhares de pessoas há décadas. Um herói por ser John Lennon.

Obrigado, Lennon. Fica em paz.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um ônibus lotado. E vazio.

Estava eu sentado, ouvindo música e com os braços cruzados. Cabisbaixo, olhava ao bóton que está fixado em minha mochila que descansava em minhas pernas. Naquele momento vislumbrei um post ao GURI. Mentalmente, escrevia o que escrevo agora.

E tudo isso porque eu estava num ônibus lotado, mas vazio. Tanta gente e quem eu queria não estava ali. As músicas que tocavam em meus fones eram a trilha sonora daquele momento. Me senti sozinho. Nem o som da bateria de Ringo Starr, acompanhado da maestria de John, Paul e George conseguiram me ajudar. "In my life" tocava. Com isso, mais eu lembrava daquela que ficava mais distante a cada arrancada do veículo recheado de pessoas. Depois The Smiths e mais saudade.

A chuva fraca que caía molhava o vidro, e pequenas gotas d'água escorriam como lágrimas de um coração separado de sua amada. Os braços cruzados demonstravam toda a vontade de abraçar, proteger, envolver. Mais música, mais chuva, mais gente e mais saudade. E tudo tão vazio.

Levantei a cabeça para ver quem estava em pé no corredor do veículo com a esperança de ver quem queria, apesar de saber o quanto utópico aquilo era. Olhei as horas e pareciam não passar os minutos, diferentemente de quando estamos lado a lado. O tempo voa, nem aparece.

Até que sorri: eu acabara de lembrar que tinha alguém pensando em mim. 
Sorri de novo: eu tenho alguém!
Sorri mais: ela também me espera. E ama.

E o ônibus ficou, finalmente, cheio.

sábado, 19 de novembro de 2011

Deveres

Muitos deveres. E que estão sendo cumpridos. Mas os direitos?

Não temos direito a muitas coisas que deveríamos ter. E quando temos são retirados sem dó nem piedade. Cansa demais! Muito fazemos, pouco recebemos. Já virou rotina. Será que ganhamos o direito de não termos direitos? Ou vão nos retirar isso também?

É por isso que não fico calado. Não aceito de primeira. Enquanto não tirarem meu direito de falar e de defender o que penso, irei "incomodar". Posso estar fazendo pouco, mas o pouco que faço funciona de alguma forma. Meu blog, o GURI, está aqui para narrar minha vida. Narrar minha mente. Narrar meu coração. E nada irá me impedir.

Não falo de censura, mas na ausência de direitos. Por exemplo: direito à saúde todos têm no papel. Fora dele...

Enfim, cumprimos nossos deveres. E queremos nossos direitos! Todos eles.
Concorda? Bem-vindo ao time.

Um grande abraço!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Máquina de escrever

O que é uma máquina de escrever

Um ser humano capaz de escrever muito em pouco tempo?
Uma máquina?
Um ser humano capaz de escrever poucos textos, mas estes incomparáveis?
Uma máquina criada por um homem cansado de escrever manualmente?

Não sei. Pode haver várias definições, várias conotações. Entretanto, refiro-me à máquina propriamente dita: a datilógrafa.

Ah! que vontade de possuir uma. E irei ter. É um desejo pessoal.

Eu sei que o computador é muito mais prático, rápido e dinâmico. Mas qualquer um que me conheça minimamente sabe que sou apegado a algumas coisas do passado. E, neste caso, à uma invenção magnífica. E que auxiliou por muito tempo escritores - e jornalistas!

Atualmente, o computador é a minha "máquina de escrever". Mais precisamente, meu netbook de apenas dez polegadas tem servido como a máquina. Aquela que registra o que escrevo. É bem verdade que esta tela que brilha tão forte no quarto escuro às três horas da manhã não é uma folha de papel recebendo tinta de uma fita vermelha e preta. Também não possui o som característico nem as teclas elegantes.

A máquina de escrever de verdade é peça de museu para muitos. Outros nem chegaram a tocar numa. E eu quero ter um exemplar aqui em casa, esperando que suas teclas sejam premidas por dedos ansiosos para reproduzir o que a mente inventa. 

É uma experiência completamente diferente. Eu considero mais "verdadeiro" escrever algo numa máquina de escrever. E os sons de suas teclas são a sua respiração. E para que ela respire é preciso que alguém escreva e a faça viver. Por isso o abandono e a "morte" dessas máquinas. Foram deixadas de lado. Os computadores chegaram e puseram fim ao reinado das datilográficas. Uma pena.

Espero que não pensem que não gosto dos computadores. Também não considero a escrita feita nos teclados negros de um netbook menos importante. Porém, a máquina a qual me refiro é uma máquina de escrever! Preciso dizer mais do que isso?

Enfim, apesar de falar tanto numa máquina dessas, escrevo por meio de um computador. Enquanto isso, espalhadas por sebos, museus, casas de pessoas mais antigas ou amantes de coisas boas do passado, ou até mesmo em lixões, as datilógrafas estão. Sem "vida", sem "respiração" nem teclas pressionadas.

Uma boa noite.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tarde de verão

O asfalto parece vibrar ao longe. Tudo está seco. Cães têm sede. Humanos também. Não há sombra, apenas luz. Muita luz.

O céu limpo, sem nuvens. Completo azul que preenche todo o espaço "vazio" da paisagem. Pássaros se "banham" na terra. Vai chover?

Caminho sobre areia, grama, concreto. Respiro, transpiro, vivo. Penso, ouço e vejo. 

"Que calor", penso. "Está quente", digo. "É mesmo", alguém responde.

Enquanto caminho, crianças correm. Elas seguem um som característico: a corneta do carrinho de sorvetes. Por aqui não vemos caminhões de sorvete, mas carrinhos. Mas vejo pelo lado bom: não polui o ar.

Todos querem sorvetes! Está quente, lembra?
Que tal procurarmos uma sombra para descansar? 

O Sol não cessa. Mesmo na sombra rara, o calor nos atinge. A rua está deserta. Todos estão em casa. Quem está com janelas e portas fechadas tem ar-condicionado. Mas quem está com janelas e portas arregaçadas, não tem. E utiliza de ventiladores - muitos deles - e sorvete!

Algumas crianças saem para correr, jogar, brincar. O calor não é problema. Até legal é. 

"Põe um boné, Pedro Henrique", a mãe grita. "Táááááá, mãe", respondo. 

Tudo igual, nada mudou. Talvez esteja mais calor atualmente, ou tenha menos sombras. Ou ainda menos brincadeiras e sorvetes, e mais ar-condicionados.

O único fato que não mudará nunca é de que isso faz parte de uma tarde de verão. Uma quente tarde iluminada pelo Sol que aquece sem misericórdia toda a superfície terrena, fazendo a alegria do sorveteiro...

200 postagens + 1

Que maravilha! É um sonho realizado. O GURI chegou a 200 postagens! Para mim é uma grande marca. São muitas palavras, opiniões, visões de mundo, reflexões de muito tempo ou feitas em segundos. Análises do que vivi e suposições acerca do que não vi. Há também músicas, que alimentam a alma e acalmam.

Aqui é um espaço para o guri colocar todas as suas ideias: pressionando teclas de plástico negro, e fazendo barulho no silêncio da madrugada em frente à única fonte de luz do quarto. E assim vão surgindo.

Muito tempo dedico ao GURI FORA DOS PADRÕES. Já faz parte da minha vida. Faz parte das minhas tarefas. É um prazer escrever e estar aqui. Espero que vocês que leem e acompanham o blog também sintam a mesma satisfação.

Espero que mais duzentas postagens apareçam. Quem sabe mais mil. Um milhão. Enfim, não há limites a um guri sonhador. E fora dos padrões.

Dedico cada post aos meus amigos.
Um grande abraço.
                                          Pedro Henrique Costa Krüger
 @pedrohckruger

domingo, 13 de novembro de 2011

E tudo começou

Em Rio Grande, na casa de meus primos e tios, aceitei a solicitação de amizade no Facebok de uma guria da minha turma de Jornalismo. E era aniversário do grande John Lennon, mas eu fui o presenteado - obrigado pelo presente, John.
Aceitei. Por que recusaria?

Enviei uma pequena mensagem:
Estás aceita, Jéssica. Att, John Lennon. haha
 
E fui respondido:  
que honra rsrsrsr, valeu colega :)

E saí. Mais tarde, e em Pelotas, resolvi visitar perfis alheios. E um dos que visitei foi o dela. Não entrei direto nos álbuns, preferi ler sobre a pessoa que estaria naquelas imagens. E me surpreendi, principalmente com isto:


"Meu Deus!", pensei. E parti aos álbuns. Após todo esse "estudo", observei mais atentamente alguns dados que antes não tinha analisado com tanta atenção. Onde nasceu?, Quantos anos?, Relacionamento?. E parti em busca do e-mail. Eu tinha duas opções: a) procurar e encontrar o MSN entre as informações de contato, e torcer para ser aceito; ou b) pedir o MSN e torcer para ser aceito.

Encontrei o endereço eletrônico dela! Todos vibram em suas casas, acompanhando atentamente ao reality show que ocorria. Os Deuses faziam isso, é claro. E o ponteiro do relógio se movimentava, o tempo passava, a música tocava e eu a adicionava. E torcia. 

Fui aceito! Havia conseguido as fichas para o fliperama. Fase 1 completa! Avancei. E eu só tinha uma chance, uma "vida". Era jogar e torcer para que nenhuma coceira no nariz acabasse com o meu jogo, obrigando-me a ler a mensagem "game over". De novo. 

"Ah! de novo, não. Por favor!"

Resposta imediata. Um novo nome aparecia em minha lista de contatos. Jéssica Backes Gebhardt era a novidade mais esperada dos últimos dez minutos. "Gebhardt lembra GEB; Grêmio Esportivo Brasil! Foda."

Abri a janela, vi a foto e iniciei os trabalhos. Precisava conhecer, estudar, analisar. Quem é?, como é?, o que faz e o que não faz? Solteira, namorando, ficando, casada, enrolada? Não quer ninguém, quer todos, gosta de doce, odeia café? Games?! Que história é essa, guria?! Me conta mais. Escreva, digite uma mensagem. Converse.

Horas se passaram. A conversa já estava avançada.

PH: E Doom? Conheces, Jéssica?

Jéssica: Mas assim estás de brincadeira comigo!

É claro que ela conhecia. Mas é claro, Pedro Henrique! És um blogueiro desconfiado e um tanto ingênuo, guri. "Será que é real?", perguntava.

Tudo podia mudar. E isso seria bom ou ruim? Não sabia até então. Precisava tentar, ao menos. Tentei e falhei tantas e tantas vezes que fracassar mais uma vez não iria fazer muita diferença. "É tudo experiência", criando desculpas a mim mesmo.

A noite foi longa. Comecei a chamá-la de Jéss. Comecei a chamá-la assim porque parece nome de protagonista de algum jogo viciante. Ela é viciante e um jogo maluco que adoro jogar. "Até amanhã, gamer."

Que fantástico, Pedro Henrique! Uma guria que compartilha os teus gostos. Vocês iriam trocar CD's e DVD's, arquivos e livros. E, quem dera, saliva.

A próxima noite foi tão boa quanto a primeira. E assim foi dia após dia. Até quando perguntei se ela tinha alguém. É claro que foi bem à la Pedro Henrique. "Meu amigo quer saber..."

"Sou solteira, sim."

Fase 2 completa! Obrigado, senhores e senhoras. Os Deuses batiam palmas em frente à TV enquanto comiam pipoca. O programa estava bom demais. Fui dormir.

No outro dia, a revelação. "Meu amigo quer saber se tem alguma chance, Jéss..."

"MAS É CLARO!" (assim mesmo!)

Coração acelera. Mãos suadas. Olhos não acreditam no que leem.
"Pooooooooorra! É isso, guri.", pensei e vibrei.

Os Deuses já choravam a essa altura. Todos choravam. O mundo vibrava. Uma flor nascia em algum lugar. O outro dia nasceu mais feliz. O sol foi mais quente, a luz mais brilhante, os pássaros mais cantantes.

Vem comigo, vai ser divertido... Barão Vermelho - vem comigo.

Vai ser divertido. Ah! se vai. E foi.

Nos encontraríamos na faculdade. Cheguei mais cedo, caminhei devagar. Ray-Ban na face, cabelo ao vento, bandeiras tremulantes e as mãos no bolso. "Ela veio, está lá! Sentada e me esperando. E como é linda, puta que pariu..."

A vi. Fiz que não vi. Lançar um charme: passada de mão no cabelo para trás. É uma arma secreta - nem sempre funciona. "Oi, Jéss".

Tentei beijá-la. O rosto foi desviado. "O que houve, meu Deus?!"

Clima de tensão na sala dos Deuses. Eles ouviram o "Meu Deus" e diziam que não sabiam. 

"Continua, mortal!"

"Vamos para a beira do São Gonçalo?", pergunto. Resposta: vamos.

Tem que ser agora! E o "agora" chega. O primeiro beijo, olhar e abraço.

Os Deuses vibraram. Comemoraram. Eu também vibrei. Eu precisava dela e ela de mim.

E agora estamos juntos. E felizes.

Eu finalizei todas as fases, venci todos os chefões. Recuperei minhas vidas. Agora preciso salvá-la para nunca mais perdê-la...

PEDRO HENRIQUE WINS! (finalmente!)

sábado, 12 de novembro de 2011

O show de um beatle show

Dia 10 de novembro de 2011. Ginásio do Gigantinho, Porto Alegre/RS.

Primeiro show da turnê do ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr, juntamente com a All Starr Band. Eu estava lá! E foi uma experiência incrivelmente surpreendente. A qualidade do som, as letras, o jeito característico do Ringão, o público interagindo e toda a mística que envolve os Beatles mexem com a cabeça de qualquer apreciador de uma boa música, de um bom rock and roll.

As arquibancadas vibravam juntamente com as baterias. Não somente a guitarra chorou. Toda a mescla de instrumentos perfeitamente sincronizados fizeram daquela apresentação uma obra de arte. Os ouvidos, acostumados a buzinas, sirenes, pessoas gritando e músicas ruins no ônibus, puderam, finalmente, gozar de uma qualidade musical mágica.

Um show de qualidade é sempre um show. Agora, um show de um beatle show, Ringo Starr, é algo maior, melhor e incomparável. Com tamanha classe e qualidade presente em apenas um membro da maior banda de todos os tempos, fico na imaginação de como seria o quarteto fantástico tocando atualmente e para um público ensadecido. A sensação deveria ser fantástica. 

Agradeço por ter conhecido e visto de perto Ringo Starr. E espero ver Paul McCartney. 

E gostaria, mesmo sabendo que é impossível, ver John Lennon e George Harrison. Mas não é por ser utopia que vou deixar de desejar vê-los tocar. 


Crítica ao mundo capitalista segregador
Não gosto de ver os preços desses eventos, muito menos do merchandise oficial comercializado. É incrível como conseguem elevar o valor dos produtos. Um ingresso desses não sai por menos de cem reais. Mais a isso, soma-se a alimentação, transporte, estacionamento (custou R$ 50,00!), e um eventual produto do evento. Sai tudo muito caro! E isso afasta muitas pessoas que estariam interessadas no show. Tive condições de ir assistir, mas nunca pagaria os R$ 70,00 cobrados por uma camiseta oficial do Ringo - ou R$ 20,00 por um chaveiro. É quase uma banalização do dinheiro. Sem falar na pista premium ou vip (tanto faz, é caro igual). O valor desses locais deve girar em torno dos R$ 500,00. Um absurdo completo! Não consigo concordar com tais preços.
É óbvio que produções gigantes envolvendo artistas internacionais - e, no caso, envolvendo um beatle! -, elevam o padrão e, por consequência, os preços. Entretanto, não posso deixar de comentar sobre.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Respeite, por favor.

Liberdade. Livre-arbítrio. Responsabilidade. Luta. Vencer. E respeito.

Após ler as palavras acima, pense sobre elas. O que significam? São importantes ou são apenas letras amontoadas?

Para mim são fortes. Importantes. Fundamentais para uma boa convivência. Para uma boa sociedade. E por que escrevo sobre isso? Simples. 

Como muitos já sabem - através do GURI, redes sociais ou pela imprensa -, as duas turmas de Jornalismo da UFPel realizaram uma manifestação pacífica, reivindicando respostas. E atitudes. Tudo correu normalmente. Não houve nenhum tipo de baderna, violência ou qualquer outro ato negativo. Porém, outros alunos não gostaram do som de nossos apitos nem de nossas rimas. E por quê? Eu entendo que há outras salas próximas. Entendo que pessoas foram estudar. Mas pare para pensar: somos todos acadêmicos. Muitos cursos enfrentam problemas de todo o tipo. E eu apoiaria uma manifestação de outro curso, caso fosse legítima, sem fins políticos e pacífica. A nossa foi assim!
Apenas peço, encarecidamente, um pouco mais de solidariedade. Assim como nós estamos precisando de respostas e atitudes, o curso de tal aluna talvez um dia precise. Deus queira que não. Mas caso ela precise protestar, proteste! É o direito dela. Ela tem sua liberdade, seu livre-arbítrio. Desde que tudo seja feito com responsabilidade, a luta será digna. E vencer será uma consequência. Enquanto isso, eu apoiarei e terei respeito por tal manifesto.

Apenas isso.

Um aluno de jornalismo da UFPel, Pedro Henrique Costa Krüger.

Atravesse a rua. E corra!

Quatro garotos corriam ao atravessar a Domingos de Almeida. Com o calor que fazia, estavam todos apenas de calção. E corriam para vencer aqueles metros de asfalto com o objetivo de chegar ao outro lado. Carros, motos, ônibus e caminhões passam em alta velocidade pela via. Portanto, todo cuidado é pouco.
Mas não foi isso que me chamou a atenção ao ver quatro guris "correndo como se não houvesse amanhã" - e há? -, mas o fato de dois deles estarem carregando seus cães. Eles sabiam que seria perigoso demais atravessar a rua com os seus amigos - talvez únicos. O trânsito é impaciente, intolerante e mortal. Não cessa um segundo. Veículos, pessoas, veículos, bicicletas, veículos, e todos rápidos demais. Rápido demais. 
Ironicamente, eu estava numa moto quando passei e presenciei a cena relatada. Eu também fazia parte, naquele momento, do trânsito impiedoso. A moto, a qual me transportava, também serviu de motivo para que aqueles guris carregassem seus cãezinhos. Eu fazia parte da movimentação frenética e motorizada.

E eles atravessaram. E os seus amigos cães? Estão junto dos guris, talvez ainda sendo carregados por aí. Por ruas repletas de máquinas velozes e expelidoras de fumaça. Portanto, cuide-se. Atravesse a rua, e corra! E, se possível, carregue seu amigo.

Um grande abraço!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Valeu a pena, valeu o dia.

Foram horas, é verdade. E o tempo passa rápido contigo, mas rápido mesmo. Sem brincadeiras. Não há chance de comparação com qualquer outra coisa. Aliás, o tempo não passa nem voa. Às vezes acho que ele some e não volta.

Mas mesmo assim, mesmo numa velocidade tão alta e cruel, a tua presença valeu a pena, valeu o dia. Como sempre é, aliás. 

Ah! Volte sempre. E venha rápido: o tempo irá desaparecer novamente.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Precisamos de mais.

É, amigos. O curso de jornalismo UFPel tem proporcionado a mim alguns conteúdos incríveis e importantes. Também vejo alguns profissionais bem intencionados e que nos motivam para estudarmos com mais vigor e paixão. Além disso, busco ser um dos melhores dentre uma turma de, aproximadamente, 40 estudantes.

Mas aliado a tudo isso precisamos de uma estrutura um pouco melhor, com laboratórios e tudo o mais que necessitamos. Está tudo para chegar, mas quando? Buscamos essa resposta. E com o objetivo de mostrarmos que estamos atentos ao curso, e preocupados com o futuro, resolvemos nos manifestar de uma forma muito pacífica. Comunicamos à imprensa sobre isso e fomos à luta.

Eu e minha namorada "construímos" uma câmera e um microfone, ambos feitos de cartolina e muita criatividade. Deu certo. Outros colegas e amigos confeccionaram outros objetos, como faixas, cartazes, uma árvore de natal com materiais jornalísticos de enfeite e até uma carta ao Papai Noel foi escrita. Enfim, fizemos o possível. E conseguimos mostrar que estamos, sim, em busca de um curso cada vez melhor. Com isso, e com nosso esforço, poderemos nos formar grandes jornalistas.

Foto: Moizes Vasconcellos / Diário Popular
E, sim, sou eu no canto esquerdo da foto.
Grande abraço!

Clique aqui e leia no Diário Popular a matéria sobre a manifestação.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Olhos curiosos

Hoje, no ônibus, eu lia o livro-reportagem "A noite que não acabou", que fala sobre o acidente do querido Xavante, escrito por Nauro Jr. e Eduardo Cecconi. É um trabalho incrivelmente detalhado sobre o acontecido. E eu já havia lido na época em que foi lançado, mas releio para fazer um trabalho acadêmico.

Enquanto eu folheava aquelas páginas que narram um fato triste e histórico, uma menina, aparentando ter uns seis anos de idade, sentou-se ao meu lado. Algo normal num transporte coletivo. Mas com o passar do tempo percebi que ela prestava atenção no que eu fazia. Parecia tentar ler (ou lia, de fato) o que estava impresso naquelas folhas. E, ao mesmo tempo, olhava para mim. Dava a impressão que ela queria saber o que os meus olhos diziam, ocultos em razão das lentes escuras do Ray-Ban.

E isso continuou por alguns minutos. Porém, ao ler determinado trecho do livro, todas as memórias daquele janeiro de 2009 vieram e não consegui controlar a minha reação. Fechei o livro e olhei para cima. Uma lágrima tentava cair, mas eu não aceitava. Era uma luta contra o inevitável. Não é possível não sentir toda aquela tristeza ao ler o livro. É impossível não escutar novamente aquele silêncio fúnebre que surgiu em minha casa e na casa de todos os rubro-negros. E a menina, com certeza, percebeu que algo ocorria...

Mas reabri o livro. Preciso relê-lo. E continuei a desafiar as minhas memórias, apesar de saber o que iria ocorrer nas páginas seguintes. E ela continuou a me observar. E foi assim até o ônibus chegar ao meu destino. Eram olhos curiosos àquele livro e ao guri que não queria chorar a morte dos ídolos de toda uma gente.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Um dia perfeito...

Estamos contemplando o pôr-do-sol e as águas calmas. Estamos sob a sombra de uma árvore. Estamos abraçados. Estamos juntos.

É um dia perfeito. Um dia que explicita que os outros dias que já passaram, por mais incríveis que tenham sido, foram "apenas" bons. Dia perfeito é totalmente diferente. Sabemos quando estamos vivendo um. 

Cada mínimo detalhe faz uma enorme diferença. Um aperto de mão, um sorriso ou um olhar enriquecem o dia mais rico já vivido. Lucramos sem gastar nada. Lucramos compartilhando.

E é muito bom viver dias perfeitos num mundo completamente imperfeito...

Cena de cinema

Todos nós já vimos nas telas de cinema imagens que passam esperança, humanidade, bondade, entre outros sentimentos. Mas sabemos que são cenas pensadas previamente ao invés de espontâneas. E nem poderia ser, pois são filmes. São pensadas, gravadas e reproduzidas milhares de vezes.
Entretanto, eu vi uma cena de cinema. E aqui em Pelotas. Foi na segunda-feira passada (31), perto do estádio do segundo time da Princesa do Sul. Sim, ali na avenida Bento Gonçalves. Então, como relatei, foi uma cena de cinema...
Enquanto esperava o ônibus, quatro mulheres passaram por mim. Conversavam e riam. Um grupo de amigas como qualquer outro. Porém, mais adiante, uma delas avistou um cachorro de rua. Parecia um pouco assustado. Uma delas agachou-se e estendeu a mão que segurava uma bolacha. Ele recuou devagar. Mas com uma paciência incrível, ela parecia conversar com ele. Até que, lentamente, o cãozinho aproximou-se. Não mordeu de imediato a bolacha oferecida, mas recebeu o carinho daquela moça. E ela desempenhava o papel principal de uma produção cinematográfica anônima. E os únicos espectadores eram as suas amigas e eu. Foi uma cena linda. Mais lindo ainda foi ver o cachorro perder o medo, sentir confiança e aceitar a oferta. E após isso, elas recomeçaram a caminhar. E o cãozinho? Bem, ele as seguiu. E eu sei por que ele juntou-se a elas: é que nem todo ser humano se agacha, oferece alimento e acaricia gratuitamente um cachorro de rua. Isso, geralmente, só acontece nas telas de cinema.

Mas essa cena, felizmente, foi verídica.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mexam à vontade!

Se vocês, torcedores do clube rival ao meu, querem mexer com a morte do Claudio Milar, "tudo bem". Mas não esqueçam que, antes dele ter sido um jogador do Grêmio Esportivo Brasil, ou ainda, antes dele ter sido um ídolo e agido como tal à nação rubro-negra, ele é um ser humano e um pai. Pai que deixou um guri pequeno. Guri que crescerá sem a sua presença.

Um ser humano que cumpriu com as suas responsabilidades. Um ser humano que fez os olhos de milhares de crianças brilharem com os seus cortes e dribles ao lado da área adversária. Um ser humano que conquistou uma legião de seguidores fiéis. Um ser humano que fez mais de 100 gols pelo Xavante. Um ser humano que morreu trabalhando. Um ser humano que nasceu no Uruguai, mas que com o tempo tornou-se um de nós, tornando-se XAVANTE!

E vocês, "torcedores", brincam com algo sério porque sabem da importância que Claudio Milar tem na Baixada. E de como ele destruiu nos clássicos o seu clube que é, por origem, elitista. Sabem, também, que um ídolo como ele foi não é fácil encontrar. Muitos clubes acreditam possuir ídolos, mas os mesmos saem na primeira proposta tentadora. Milar é Milar, e ele permaneceu no nosso clube por sete temporadas vestindo a camisa 7, marcando gols e provocando a derrota dos adversários.

Milar será sempre lembrado. 
Milar será sempre respeitado. 
É um ídolo, um Xavante, um ser humano. 

 
Fiquem com suas músicas que brincam com o acidente!
Nós, Xavantes, ficamos com as lembranças do nosso ídolo e de tantos clássicos que os vimos saírem cabisbaixos. Normal, é claro. Pois o clube da negrada ou dos macacos - como gostam de nos chamar -, é o portador desse apelo, desse ídolo, dessa história e dessa torcida - que vocês também não têm, aliás.

Um grande abraço.

Parece fácil sorrir?

Por que é difícil acreditar que sorrio de verdade? Tchê, não é nada fácil sorrir. Eu escrevi aqui no blog algumas vezes que "rir é o melhor remédio". É clichê. E é verdade.
Não olhe a mim e pense que meu sorriso é "desespero", pois não é. Sempre me considerei um guri feliz. Um cara de bem com a vida e com os meus amigos. Em dia com as minhas obrigações. Aliás, nesses últimos dias tenho mais um motivo para sorrir: ela.

E você ainda acha que é fácil sorrir? Eu batalho por isso. Ah! e reveja seus conceitos.

Não vou sair dizendo para meio mundo que "estou numa vida ótima". Só se me perguntarem. Não preciso divulgar a minha felicidade. Mas mesmo assim quer saber se estou "numa boa" ou não? Olhe para mim e me veja sorrindo. Estará traduzido em meu rosto toda a minha satisfação em estar vivendo, em estar desempenhando o que quero e batalhando por aquilo que acredito. 

Para sorrir, estudo, ouço música, namoro, leio, rio, converso, penso, escrevo... E essa é minha vida. E este sou eu: um guri sorridente. Que vibra com a vitória de toda uma gente que também estuda, ouve música, namora, lê, ri, conversa, pensa e escreve. 

E quer uma dica? Sorria também.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

No fundo do ônibus

Estou sentado e pensando. O fundo do ônibus está escuro. E seus movimentos ao transitar pela cidade jogam meu corpo de um lado ao outro. O veículo está praticamente vazio. Na rua também não há ninguém. O tempo está chuvoso, frio e escuro. Não há lua, estrelas nem vida. Desço daquele veículo escuro e barulhento, e agora estou numa rua escura e silenciosa. A chuva está mais calma. Alguns pingos solitários, teimosamente, continuam a cair. É melhor correr. E assim corro por alguns metros pela desértica, fria, molhada e escura rua. O som dos meus pés no asfalto e o barulho que a mochila faz quebra todo o silêncio daquela via abandonada. Estou quase chegando em casa. Ainda bem. E apesar de estar muito perto, olho para trás e contemplo as gotas caindo calmamente naquela selva de concreto. Uma após a outra. 

Caminho, giro a chave na porta e, finalmente, chego em casa. E percebo que, do fundo do ônibus até aqui, tudo é uma grande viagem.

Teu cheiro

Não consigo desgrudar do meu moletom. Teu cheiro está impregnado nele. Por toda a parte. E esse perfume de rara beleza faz a imaginação trabalhar. É como se estivesses aqui, ao meu lado. Sinto tua presença. Sinto teu cheiro. Sinto teu coração batendo forte.

Estamos juntos mesmo longe. O cheiro nos aproxima. É uma conexão perfeita. E meu moletom continua a exalar teu corpo pelo ar. Teu olhar acompanha de alguma forma inexplicável todo esse movimento e sensações que acionam meu sistema olfativo, e que ativam todos os outros sentidos e fico sedado, sem reação.

É impossível manter os olhos abertos ao sentir o perfume. Respiro profundamente. Isso é vida! Era isso o que eu esperava encontrar algum dia. E essa é a famosa química de que tanto falavam. Mas aqui há mais do que química, há também a junção de muitos fatores desconhecidos, mas que conhecemos de qualquer forma.

Teu cheiro me comove de uma forma quase irracional. O calor do teu corpo ainda permanece. E o teu olhar ainda ilumina. 

Quero abraçar esse perfume que está sendo exalado a todos os cantos do quarto. Quero guardá-lo num frasco e mantê-lo ali, para sempre senti-lo quando a saudade bater. As tuas mãos que apertaram as minhas deixaram marcas superficiais, mas ainda perceptíveis. 

Teu perfume é efêmero? No tecido da roupa, sim. Mas em minha memória, trancafiado a sete mil chaves, ele será intocável, imutável e "vivo" para todo o sempre. Enquanto não se esgota do moletom cinza, fico aqui com teu cheiro...

sábado, 22 de outubro de 2011

22/10/2011

Guarde bem essa data, amigos. É o dia em que oficializo o meu relacionamento com a guria mais fora dos padrões que já conheci. Jéssica Gebhardt é o nome dela. E Pedro Henrique é o sortudo.

É incrível como a vida pode apresentar surpresas. Há tempos atrás eu não sabia bem o que sentia. Não entendia nada. E não chegava a nenhuma conclusão.

Mas a vida veio de uma forma totalmente inocente e me deu uma oportunidade. Aproveitando-a, sem saber até aí, adicionei no MSN aquela que viria a me contar os seus gostos. Mas parecia que falava dos meus. Crescemos gostando dos mesmos games, filmes e livros. Músicas também fazem parte. Programas de TV idem.

Enfim, é feita sob encomenda. Não pude evitar - mas não iria evitar mesmo -, e tudo ocorreu normalmente. De uma forma rápida e devagar, e totalmente apaixonante. Me sinto sedado. Não sei o que faço, como reajo, se rio ou se choro. Se termino este post ou deixo nos rascunhos para outra hora continuar. Apenas sei que conheci alguém especial. E ela não é qualquer pessoa. E se escrevo um post deste nível porque tudo é muito sério. E gosto que seja assim.

Por fim, que infinitas décadas venham! Como canta Guilherme Arantes, "o melhor da vida vai começar". E, com certeza, é uma reviravolta radical na vida.

Um grande abraço.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Escolhas

Você não precisa ter respostas para tudo. Apenas para suas escolhas.
É nisso que acredito. Essa frase que encontrei na internet - não encontrei o autor -, resume bem. Com grande simplicidade, mostra que precisamos encontrar respostas às nossas escolhas. Certo dia, ao conversar com um conhecido sobre o meu blog, ele me questionou se tenho o desejo de ter uma resposta para tudo. E eu respondi que não, mas ao invés disso, busco respostas sobre mim e minhas atitudes. Minhas escolhas. Minha vida.

E ninguém precisa saber sobre tudo. Que legal que queres saber mais e mais. Incrível! Eu também gostaria de possuir muito mais conhecimento do que possuo. Mas analiso que tenho o suficiente por ora. O suficiente para o que faço e na medida certa para o meu crescimento como ser humano, como homem.

O GURI, o blog que mantenho com dedicação e que classifico como o rascunho de mim na internet, é um exemplo de uma escolha minha. E sei o por que escolhi criá-lo e mantê-lo. E tudo na minha vida vai ser assim.

Não preciso ser o conhecedor de tudo. Não preciso mudar o meu jeito para encontrar alguma resposta mirabolante sobre a vida. Apenas devo ser eu, o mesmo PH de sempre. 

E assim escolhi.

Desafiando os ventos contrários

O vento está forte. Com violência, faz com que as bandeiras do campus tremulem mais rápido do que o normal. Aquele tecido parece uma chama ardente da vela de cera. A terra que é levada por todo aquele vento se choca contra as paredes, carros e pessoas.
Mas essas mesmas pessoas continuam a enfrentar aquele vento contrário. Eu também. Olho ao alto e vejo aquele céu acinzentado. No alto do prédio visualizo aquelas gigantes letras: UFPEL. Mais abaixo, as bandeiras tremulam. E perto do gramado há um guri que caminha a passos largos enfrentando o vento frio. Desafiando o tempo nublado, usa óculos escuros. Pouco importa a ele se o Sol não está brilhando como deveria. O calor que ele persegue está, em forma simbólica, naquela bandeira da universidade que, como relatara, tremula com violência lembrando uma chama ardente. 
E ele a persegue porque a chama produz luz. E aquela bandeira, em especial, simboliza a produção do conhecimento. É de uma universidade. E ele quer os dois: o conhecimento e a luz. A razão disso é a frase que leu durante toda a vida. Frase marcada num pequeno quadro negro na garagem de casa. "O estudo é a luz da vida". E ele crê e busca essa luz, que será derivada de muito esforço e vontade de desafiar o vento contrário e frio que há naquele campus.