terça-feira, 30 de julho de 2013

Atente-se, há anjos sobrevoando!

Não pense que são anjos com rostos infantis, bochechas gordas e avermelhadas, além de asas brancas e delicadas. Não. São anjos, guerreiros de guerra, que nos observam. Analisam a ação do homem nesta terra que foi criada ao próprio homem. 

Será que estamos evoluindo ou apenas aceleramos o embate final? O tempo dirá.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O equilíbrio das cores e sensações

Às vezes ingresso em salas amplas, bem iluminadas e de certa forma melancólicas e não sinto absolutamente nada. Em outras ocasiões, entretanto, pareço capaz de mesclar meu corpo à atmosfera de uma casa comprida e tomada por quadros pintados a mão, através de diferentes técnicas e sentidos, e com cores equilibradas. 

Fotografia: José Pacheco
No dia 17 deste mês, por volta das cinco horas da tarde, talvez menos ou um pouco mais, visitei, juntamente com a equipe da TV Câmara, o ateliê Giane Casaretto, no centro da cidade de Pelotas. Subi os poucos degraus, dei boa tarde e ingressei na sala que se tornaria numa das experiências mais surpreendentes já vividas por mim. Observei um dos talentos da casa, a menina Lorena Cunha (foto ao lado), produzir arte.

Logo um quadro me chamou a atenção, depois outro. Meus olhos se perdiam. Eu tentava dar direção à visão, mas cada um tinha seu dom de sedução. No entanto, uma das maiores telas do lugar, senão a maior, me fez parar tudo. Nela, um gaúcho tocava violão enquanto outro observava à distância dois casais dançando. Por mais abstrato que o rosto do gaúcho que dançava ao longe estivesse, não delimitado em traços, via-se expressão. Observei-o por curtos 10 minutos.

Havia mais! A cor das frutas, dos casarões de Pelotas, da tinta ainda fresca na tela inacabada, tudo transmitia arte. Ao fundo, som calmo. A luz do sol invadia a sala e a tornava aconchegante. Conversei brevemente com a arquiteta que deu seu próprio nome ao ateliê. Ela contou que cerca de 20 pessoas produzem arte por lá, a maioria mulheres (elas ainda dominarão o mundo, para o nosso bem).

Convite a passeio. Fotografia: José Pacheco.
As ondas de cor colocadas naquelas telas desenhavam e produziam paisagens que invadiam e povoavam nossa mente, tornando possível que naquelas paredes que seguravam os quadros existissem janelas para outros mundos, onde enxergávamos outras realidades. Às vezes parecia que eu enxergava memórias de outras pessoas ou ainda nossas lembranças de outras vidas.

Às vezes parece que esta não é a vida real.

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Recomendo a vocês a visita ao ateliê Giane Casaretto, que fica na rua XV de Novembro, 817, no centro da cidade de Pelotas. Por fim, agradeço ao José Pacheco, brilhante fotógrafo da TV Câmara, por liberar as fotografias, e ao Edson Luis Planella, coordenador da mesma tevê, por autorizar o uso do material.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O tempo me dá razão

Sinto sensações difíceis de explicar. 

Gosto de receber aquelas ligações inesperadas que foram feitas para informar que do outro lado da linha há alguém com saudade. Convivo com essa rotina tão leve e diferente desde o dia 22 de outubro de 2011. Sim, e hoje é dia 22.

Sempre classifiquei o tempo como meu aliado. Não há solução melhor. Ele me dá razão. 

Coisas simples ocorrem e a gente só percebe quando vive. Com a menina dos olhos verdes vivi muitas “primeiras vezes”. Primeira vez que eu levei ao cinema, ao parque, ao show, à lancheria, à pizzaria, ao jogo do Xavante, a Santa Cruz, ao meu quarto.

No sábado, logo depois de ver meu time ser campeão, eu a vi linda, incrivelmente linda. Mesmo com o salto alto que me deixa ainda mais baixo, pude olhar para cima e enxergar dois olhos verdes, grandes e brilhantes. A beijei e dancei com ela numa festa de 15 anos. Foi a minha primeira vez. De novo.

Ao fundo tocava uma música que nunca tinha ouvido. O nome da música é Vagalumes e que agora povoa a minha mente enquanto escrevo este post que celebra mais um dia 22. Mais um.

O tempo me dá razão. Viu?

Obrigado por tudo, Jess. Por todas as vezes que tu me destes a primeira vez. O bom é que já estamos na segunda, décima, milésima vez. Milésima dança, milésimo beijo, milésimo abraço, milésimo sorriso, encontro, olhar, carinho e amor.

Love is real.

“Vou caçar mais de um milhão de vagalumes por aí,
Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor,
Eu só quero amar você,
E quando amanhecer eu quero acordar do seu lado”.

domingo, 7 de julho de 2013

Obrigado, Chico

Confie sempre
por Chico Xavier

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. Crê e trabalha. Esforça-te no bem e espera com paciência. Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá. De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha. Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite. Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte. Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.