sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Máquina de escrever

O que é uma máquina de escrever

Um ser humano capaz de escrever muito em pouco tempo?
Uma máquina?
Um ser humano capaz de escrever poucos textos, mas estes incomparáveis?
Uma máquina criada por um homem cansado de escrever manualmente?

Não sei. Pode haver várias definições, várias conotações. Entretanto, refiro-me à máquina propriamente dita: a datilógrafa.

Ah! que vontade de possuir uma. E irei ter. É um desejo pessoal.

Eu sei que o computador é muito mais prático, rápido e dinâmico. Mas qualquer um que me conheça minimamente sabe que sou apegado a algumas coisas do passado. E, neste caso, à uma invenção magnífica. E que auxiliou por muito tempo escritores - e jornalistas!

Atualmente, o computador é a minha "máquina de escrever". Mais precisamente, meu netbook de apenas dez polegadas tem servido como a máquina. Aquela que registra o que escrevo. É bem verdade que esta tela que brilha tão forte no quarto escuro às três horas da manhã não é uma folha de papel recebendo tinta de uma fita vermelha e preta. Também não possui o som característico nem as teclas elegantes.

A máquina de escrever de verdade é peça de museu para muitos. Outros nem chegaram a tocar numa. E eu quero ter um exemplar aqui em casa, esperando que suas teclas sejam premidas por dedos ansiosos para reproduzir o que a mente inventa. 

É uma experiência completamente diferente. Eu considero mais "verdadeiro" escrever algo numa máquina de escrever. E os sons de suas teclas são a sua respiração. E para que ela respire é preciso que alguém escreva e a faça viver. Por isso o abandono e a "morte" dessas máquinas. Foram deixadas de lado. Os computadores chegaram e puseram fim ao reinado das datilográficas. Uma pena.

Espero que não pensem que não gosto dos computadores. Também não considero a escrita feita nos teclados negros de um netbook menos importante. Porém, a máquina a qual me refiro é uma máquina de escrever! Preciso dizer mais do que isso?

Enfim, apesar de falar tanto numa máquina dessas, escrevo por meio de um computador. Enquanto isso, espalhadas por sebos, museus, casas de pessoas mais antigas ou amantes de coisas boas do passado, ou até mesmo em lixões, as datilógrafas estão. Sem "vida", sem "respiração" nem teclas pressionadas.

Uma boa noite.

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