Não sei. Às vezes parece que ele vai embora...
Parece que o mundo tem feito de tudo para pará-lo, desestimulá-lo. Não querem alguém pensando em algo maior e melhor. Já tiraram tantos do caminho, não é mesmo? Remover da cabeça de um guri com quase (e apenas) duas décadas de existência ideias que visam uma convivência mais legal com todos não parece ser tão difícil.
E não deveria ser fácil remover desejos assim. São verdadeiros, sinceros e honestos.
Sei lá. Às vezes parece que subo no muro com vontade de olhar tudo de cima sem me meter em nada. Deixar como está. Deixar rolar. "É a vida". Tenho mil desculpas para ficar parado. E pior que dá vontade de desistir.
Sei que não devo nem posso. Sei que este blog, o GURI, respira esperança. Respira sonhos, vontades, lutas, glórias, derrotas e amores. E quando penso em todas as pessoas que amei, amo e que, possivelmente, virei a conhecer e amar, a vontade de mudar algo se renova. E tudo fica claro.
Percebo que tenho uma função. Não é grande nem pequena. Não será vista por todos, mas sei que alguns poucos irão reconhecê-la. Preciso fazer o que tenho de fazer: o meu melhor. Sendo eu mesmo, praticando o que acho certo. Respeitando sempre, tolerando o tolerável e exigindo respostas quando o limite é ultrapassado.
Tenho sede de mudar o mundo, por mais utopia que seja. E não sou um revolucionário. Este foi John Lennon ou Gandhi.
Sou apenas um soldado imerso numa batalha que não parece ter fim. Sou do exército dos sonhadores. Somos milhares! E juntos somos imbatíveis.
A vontade de desistir surge. E surgirá em várias momentos. O segredo é manter a confiança, a esperança. Algo bom tem que estar a caminho.
E descobri a resposta à pergunta do título. O guri sonhador está bem aqui. Talvez ele não esteja sempre tão esperançoso ou disposto a lutar, mas ainda assim estará aqui.
A esperança morre comigo.
A esperança morre comigo.
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