sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Isto não merece nome


Eu não aguento mais.

A gente acha que venceu, que superou, mas não.

A pior dor é aquela que mata aos poucos, como se fosse causada por uma faca de cozinha, que corta a pele, depois a carne, em movimentos iguais e constantes. Não há como tirar a mão. O braço está amarrado enquanto o metal fere o corpo.

Eu fechei os olhos e acreditei de corpo e alma. Só voltei a abri-los ao sentir a adaga atravessando as minhas costas, a sangue frio, sem piedade. A cabeça então entra em colapso sem entender o que aconteceu.

O corpo não morreu, mas a alma foi despedaçada.

Eu não sei até quando a vida vai apunhalar quem mais luta por ela.

Todo o esforço foi em vão -- por quê?

Eu só queria acordar e perceber que tudo foi um pesadelo. Porém, a dura realidade grita em meus ouvidos.

Não confie em ninguém. Confie em si mesmo.