quarta-feira, 30 de maio de 2012

Armadilhas da mente

Eu não sei vocês, gurizada, mas a minha mente cria e recria ideias absurdas. Não digo daquelas que nos fazem questões pertinentes, nos alertam do perigo ou à falta de caráter de alguém, por exemplo, mas ideias destrutivas. Por que destrutivas? Porque não há razão para existirem e (quase) nos fazem cometer atos de extrema ignorância.

Às vezes penso que estou ficando louco. Em outros momentos, quando a armadilha está montada - e funcionando -, começo a entender que aquilo que penso pode ser real. Pior: é provável que esteja ocorrendo, que tenha ocorrido ou que vá ocorrer algum dia. Eu não sei como afastar tais ideias, tais pensamentos. Porém, há duas coisas que faço para "deletá-los".

Uma delas é escrever. Escrevo muito. Por isso estou construindo este post, aliás.

A outra é ouvir a música Beware of Darkness, de George Harrison, a qual diz: 

Vigie agora, se cuide
Cuidado com os pensamentos que ficam
Remoendo dentro da sua cabeça.
O desespero te rodeia
No morrer da noite

Funciona. (obrigado, mestre George)
Então, segue a dica: cuidado com os pensamentos que rodeiam a mente!

Um grande abraço.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Seven months

Ontem (22), completei sete meses ao lado da minha linda namorada. Mais um mês ao lado de uma grande pessoa, que me motiva, impulsiona, inspira, fortalece... enfim, que me faz ser alguém melhor.

Te amo, Jess.

Desenho feito por ela.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O $uce$$o capitalista

A música clássica toca ao fundo, proveniente de caixas de som estrategicamente colocadas. Estou em pé. Participo de uma longa fila à espera do atendimento, assim como todo mundo. O caixa para o qual desloquei-me é especial, conhecido como "caixa rápido". De rápido não tem nada, mas não é disso que trato aqui. Mas, sim, do sucesso capitalista.

Carrego em minha mão um produto. É industrializado e dotado de uma chamativa e agradável embalagem. A outra mão está vazia, mas não por muito tempo. 

Eu e as outras pessoas presentes estamos ficando cada vez mais envolvidos pelo clima mercantil e feroz do supermercado. As prateleiras próximas ao caixa estão tomadas de chocolates, refrigerantes, revistas, entre outros produtos (supérfluos). Aos poucos, um após o outro, mão após mão, os clientes iniciam o que chamo de "compra compulsiva". Um pega um bombom; outro, refrigerantes. Tudo isso quando o objetivo de ter ido ao supermercado era a necessidade de comprar salsichas.

Fica evidente que o mundo capitalista soube estudar o comportamento humano. Ou ainda, mais além, conseguiu criar outro comportamento. Compramos e consumimos mais do que precisamos. Enquanto isso, a relaxante música toca e a fila não anda.

sábado, 12 de maio de 2012

O fim e o início


O sino não badala mais. A estação férrea de Pelotas estava - e continua - em ruínas. Enquanto o transporte ferroviário agonizava e morria, um guri estava surgindo. Ignorando o seu futuro, desprezando a possibilidade dele preferir viajar sobre trilhos do que rodas, os trens foram obrigados a parar. O pequeno da foto pouco ouviu o sino badalar. Nas paredes da estação, a tinta que descasca denuncia a falta de interesse dos grandes, também representa os restos mortais do meio de transporte que, por muito tempo, transportou e carregou em seus vagões o futuro. Futuro que se tornou passado. Enquanto isso, o pequeno do presente (na foto) não poderá viver no futuro o que ficou para trás. O seu eventual desejo de trilhar pelo estado foi roubado, assim como os trilhos. 

O guri cresceu e mudou. A realidade, não. O futuro continua no passado e o sino não existe mais...