Um bom time, uma grande dupla, um forte exército, são feitos através de atitudes coletivas. Portanto, é importante que todos os envolvidos consigam sincronizar ao máximo as próprias ações. Infelizmente, subestimei as dificuldades e magoei aquela que mais merecia o meu apoio.
Desde então, a minha vida tornou-se cansativa. Os dias duram 36 horas. Não há comida que te mate a fome (que na maioria das vezes não aparece), não há música que te acalme, não há filme que te distraia. Não há o que fazer senão conversar com a própria mente para reconhecer os próprios erros.
Ah, e foram muitos! Quanto mais penso, mais apavorado e triste eu fico com a quantidade deles! É inacreditável.
Fui egoísta por nunca ter ido ao Galpão contigo, meu bem. Ou aos lugares que mais lhe agradavam. Fomos, sim, a inúmeros eventos incríveis, porém em outros tantos eu fui um resmugão ao ouvir a oferta para sair.
Fui arrogante ao pensar que em uma semana conseguiria superar todos os traumas. Por um momento, sim, consegui, mas não o suficiente. E no primeiro fim de semana joguei todo o lixo no teu rosto. Não agi como o PH de sempre.
Depois, mostrei-me dependente. Outro erro. Durante todo o nosso tempo, crescemos juntos. Um levantou o outro. Buscamos incessantemente preencher os nossos próprios vazios. Mesmo assim, no momento de insegurança e incerteza, e apesar dos teus pedidos sinceros de "calma, vai passar, me aguarda", eu fui infantil e medroso. Não confiei nas tuas palavras.
Por fim, chegamos ao próprio fim.
Hoje, após alguns dias, estou correndo atrás do prejuízo mesmo sabendo que nada mais vai resgatar o que se foi. A minha consciência me cobra as atitudes erradas que tomei e as corretas que soneguei.
Hoje, faço exercícios físicos diários, estudo para o mestrado, reduzo os gastos e vou finalmente tirar a minha Carteira Nacional de Habilitação. Além disso, vou comprar roupas novas e jovens, aquelas cujas quais sempre apontastes para mim. Até o meu próprio cabelo demorei a cortar e já o fiz com atraso.
O pior é saber que nada mudará o que eu fiz - ou o que deixei de fazer. Sinto-me culpado, ou melhor, sei que divido a culpa por isso. Joguei o que era bonito no lixo e fiquei de mãos vazias na escuridão. Eu determinei o fim da história - e eu percebi que não sou um bom escritor.
Mesmo assim, digo-te: eu te amo com todas as minhas forças.
E eu sei que o que a gente sente é como o vento. Eu não consigo vê-lo, mas posso senti-lo. Obrigado por tudo.