Apenas isso. Eu irei conseguir. Irei vencer.
domingo, 26 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Quantas saudades eu senti
Senti saudades da Honda XLX 250 R, ano 1985. Sim, a moto do meu pai. Desde que adquirimos a Suzuki Intruder 150cc - a minha Janis Joplin - a moto da déc. de 80 ficou um pouco parada. Rotineiramente, eu e meu pai andamos por aí, de moto (ainda estou aprendendo a pilotá-las, mas nestas férias termino o 'treinamento'. haha). Além disso, sou levado à universidade de moto. E sempre com a J.J.
Ontem, por alguma razão, meu pai buscou-me com a XLX. E foi incrível! Do caminho da faculdade até a nossa casa fui sorrindo. Parecia que era a primeira vez que andava naquela moto. E tenho todo esse carinho por ela porque muitos dos momentos que meu pai viveu foram com ela, e alguns meus também. Quanta chuva na saída de um jogo na Baixada pegamos... perdi as contas de quantas vezes fizemos isso. E como não lembrar do som característico dessa moto? É impossível. Reconheço de longe que o pai está chegando. E a força do motor, então? Várias vezes quiseram comprá-la para disputar corridas por aí. Tudo isso porque ela é muito bem cuidada. É quase um membro da família. São mais de 25 anos. É muita coisa.
Como disse uma professora para mim, uma vez, quando ela viu o pai sair com a moto: "Essa é do tempo das motos de verdade". De fato. E a cada ano que passa se valoriza cada vez mais, mesmo envelhecendo.
Foi ótimo vir na XLX. Estava com saudade...
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| Muitos momentos compartilhei |
domingo, 19 de junho de 2011
Passos anônimos
Cheguei mais cedo à sala de aula, a qual está localizada no fim de um corredor que possui diversas salas - todas vazias. Abro a porta e entro. Escolho uma classe perto da janela, por onde eu assistia o São Gonçalo e a ponte que liga Pelotas e Rio Grande.
Tiro minha jaqueta e a coloco no encosto da cadeira. Sento-me e procuro uma posição mais confortável. E permaneço ali, esperando pacientemente o início das atividades. E o silêncio que encontrara era incrível. Poderia ouvir o bater das asas de um beija-flor, caso aparecesse algum.
O silêncio então é quebrado pelo som de sapatos que se aproximavam a cada instante. Seus passos eram curtos e firmes. A sonoridade que exalava era comparável a uma canção, em razão do ritmo forte e sincronizado.
Tlac, tlac, tlac...
Mesmo sem enxergar quem vinha, pude imaginar e criar em minha mente a imagem da mulher que se aproximava. Sim, eu sabia que era uma mulher. Seu caminhar era feminino, pois eram passadas curtas e firmes - como antes revelara -, da mesma forma como elas levam a vida: andam com cautela, mas determinadas.
Percebo, então, que a caminhante seria conhecida a qualquer momento. Eis que surge à porta uma mulher, como presumira anteriormente. "Boa noite", educadamente cumprimenta-me. E entra.
Os passos, finalmente, foram revelados.
