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quarta-feira, 29 de julho de 2015

sábado, 17 de novembro de 2012

Não posso aceitar tais condições

Complicado escrever algo sobre a morte de um colega do curso de jornalismo. É estranho lembrar que na última quarta-feira, 14, ele chegou a brincar comigo sobre um texto que fiz juntamente com a minha namorada. O que aconteceu é inexplicável e incompreensível.

Juliano Castro, um cara alegre e fanático pelo Grêmio FBPA, ficava no fundo da sala de aula. Com ele, os seus amigos mais próximos. Estavam sempre rindo e "groselhando", como diziam. Quando chegava à sala de aula, Juliano me cumprimentava com o "E aí, Pedro!" habitual. Um grande companheiro de jornada. Também recordo com alegria das vezes que compartilhamos uma quadra de futebol e da vibração a cada gol feito, como se fosse uma final de campeonato.

É estranho pensar que, em algumas horas, tudo iria mudar. 

A Jéssica Barz abraçou-me enquanto chorava. A lágrima dela ficou e escorregou em meu rosto, como se fosse minha também. Depois precisei amparar os meus outros camaradas. O sofrimento dos meus colegas é o que tortura a minha mente. Não posso aceitar tais condições.

Quando o rever, Juliano, perguntarei sobre o que achastes deste texto. E provavelmente dirás, com aquele bom humor de sempre, o seguinte:

- Ficou uma groselha do caralho, seu filho da puta.

Vá em paz, cara.

sábado, 21 de abril de 2012

O que levamos desta vida?

Tchê! O que levamos daqui? Dizem que nosso maior patrimônio é a nossa mente. Partindo desse princípio, não levaremos o nosso dinheiro, nosso status nem nossa roupa de cama (?) para lugar algum. Então, o que levaremos? Respondo: nossas experiências e memórias.

Digo isso porque, desde a última segunda-feira (16) até ontem (20), participei da I Semana Acadêmica de Ciência e Engenharia de Materiais, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Evento realizado por uma gurizada ensandecida por cerâmica - ouvi muito essa palavra durante os cinco dias. Muitas palestras foram realizadas envolvendo pessoas importantes do ramo, além da quantidade absurda de café consumido pelos presentes durante o coffe break. Sensacional! Para melhorar, ganhei uma camiseta da semana acadêmica dos caras, ingresso para a festa da engenharia e muitas, muitas rodadas de capuccino. Aliás, já sinto saudades dos trinta minutos de intervalo para tomar aquele cafezinho esperto.

Quem não foi, perdeu.
E sei que muitos devem estar pensando que porra é essa? o que um estudante de jornalismo faria numa semana acadêmica de engenharia. Simples: comunicar. Explicando melhor, há algumas semanas chegou um e-mail da Engenharia de Materiais; nele havia o convite para algum interessado do curso de jornalismo da UFPel para participar da semana acadêmica. Logicamente curti a ideia, respondi ao "chamado", fui procurado e fiz parte da turma deles durante cinco dias. Foi demais, gurizada.

Agora faz sentido a introdução que fiz, não? Pois, com a semana acadêmica deles, aprendi muito. O certificado que receberei é muito pouco se comparado às experiências que obtive durante esse tempo. Conheci gente legal, ouvi palestras sensacionais - apesar de não entender muita coisa do que foi dito - e bebi (muito) café. Preciso de mais?

Tenho certeza de que não esquecerei dos dias que passei na turma de engenharia. Como futuro jornalista, preciso aprender um pouco de tudo. Com isso, fica fácil perceber a importância de participar de eventos como esse. Além disso, a organização da gurizada foi algo surpreendente. Teve banners, flyers (com a programação completa), camisetas e crachás personalizados. Também houve a contratação do pessoal do Café da Fazenda - o que é bom tem que ser dito -, além da quantidade incrível de palestras de alto nível, incluindo engenheiros, professores de alto calibre e pesquisadores das mais diversas áreas - todas com alguma relação com a Engenharia de Materiais.

Para verem como aprendi, agora sei um pouco sobre nanotecnologia, revestimentos dos mais diversos tipos, além de tipos de cimento e outras tantas tecnologias. Realmente foi uma aula com duração de cinco dias. Eu, na verdade, não fiz nada. Apenas fui um convidado vip, vestindo a camiseta e o crachá do evento, enquanto me divertia.

São coisas como essa que levarei para a vida toda - e quiçá para depois dela. Não esquecerei dessa experiência e espero, sinceramente, encontrar essa gurizada daqui a algum tempo: eu, como jornalista, entrevistando o mais novo brilhante engenheiro de materiais do Brasil e reportando as novas tecnologias vindas dessa área. Quem sabe? 

Obrigado, rapaziada. Agradeço a vocês pela oportunidade. Sucesso nessa caminhada engenhosa - rá, trocadilho! - e continuem a trabalhar, a crescer e a construir o nosso país.

Um grande abraço,

Pedro Henrique Costa Krüger.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Parabéns, Karen.

No dia 2 de dezembro de 1996 nasceu Karen Costa Krüger.
No dia 2 de dezembro de 2011 Karen Costa Krüger completa 15 anos de existência.

Putz! 15 anos, cara. Nem parece. 
Lembro bem daquela bebezona da família. Bem branquinha com bochechinhas rosadas. Olhos arregalados e atentos. Atualmente, a Karen continua bem branquinha e ainda com bochechas que, por vezes, ficam rosadas. Os olhos verdes-acizentados dão o charme. Minha linda irmãzinha...

Tenho muito orgulho dessa guria. Chamá-la de irmã é uma benção! Não é qualquer um que pode dizer com felicidade nos olhos "eu tenho uma irmã". Eu posso dizer - e digo sempre! Ela possui bom gosto para música (com raras exceções) e sempre tem uma resposta na ponta da língua. Essa é a Karen...

E completa 15 anos! Uma década e meia já se passaram. E foi tudo muito rápido. Ótimas lembranças tenho, e muito vivi com ela. Compartilhamos experiências (boas e ruins), brigamos e nos apoiamos. É o eterno jogo "te xingo, mas te amo". Conflitos normais entre irmãos.

Porém, não brigamos tanto como gostaria muito. É de vez em quando, nada muito preocupante. Na verdade, em muitos casos temos um ao outro, apenas. Precisamos estar unidos. Dois é melhor que um. Um abraço é a melhor ajuda em diversas ocasiões. E eu a amo por ser companheira, ser uma verdadeira irmã.

Posso contar-lhe tudo e sei que minhas palavras estarão seguras. Também sei que quando precisar de um abraço forte ela estará ali, ao meu lado. 

Eu te amo, Karen, minha irmã. E conta com o maninho aqui para o que precisar. Por ti qualquer sacrifício é pequeno. Obrigado por me amar. E por existir.

Do seu irmão, Pedro Henrique Costa Krüger.

domingo, 4 de setembro de 2011

Não dá para acreditar.

Parece mentira. Agora há pouco fui acordado para receber uma notícia daquelas que não queres ouvir nunca: um amigo morreu. E não é qualquer amizade, pois foi, durante toda a minha infância, a melhor amizade.
Ainda não consegui acreditar. O cara tem 18 anos e uma vida toda pela frente, mas preciso aceitar o fato de que ele faleceu num acidente de moto, em SC. É difícil, e muito. Minha infância está totalmente preenchida com tardes inteiras ao lado do grande Guilherme. É meu amigo desde sempre, afinal temos praticamente a mesma idade e eu o via todos os dias. Ele morava ao lado da casa de minha avó materna, por isso sempre estava lá. Após a morte de minha (segunda mãe e) avó, nosso contato ficou mais complicado e passamos a não mais nos ver como antes. Porém, sempre continuou sendo um grande amigo. E sempre será...
Naquelas tardes de verão, éramos os Power Rangers, os Tartarugas Ninjas e os amigos. Sempre estávamos nos divertindo, seja com bonecos, queimando algo, subindo em árvores, jogando futebol ou andando de bicicleta. O Guilherme era aquele cara que estava sempre presente. Estava ali, do lado, pronto para dividir um pouco do seu tempo.
A amizade dele foi, durante muitos anos, a mais importante. Em razão disso, mal consigo parar de pensar nesse acidente de moto. Mais um acidente nestas estradas assassinas. Pessoas boas sempre se vão antes do que deveriam ir. E continuo não acreditando no fato. A ficha não caiu, na verdade. Ainda tenho a impressão que o verei na rua, e conversarei com ele para saber  as novidades e rir um pouco com lembranças da infância.

Guilherme Feijo Meirelles, serás sempre lembrado por mim, meu amigo. E tu sempre soubestes disso. Obrigado por todos aqueles anos. Foram incríveis. Não fosse por tua amizade, minhas lembranças daquela época não seriam tão ricas como são.

Descanse em paz, meu irmão. Um dia, iremos nos rever. Não sei quando, mas iremos.

Guilherme, de azul, à esquerda.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Reviver

Melhor do que relembrar é reviver. Hoje, na casa do Gilberto, o qual é meu amigo há quase dez anos, revivemos o que fazíamos durante horas e horas: jogar Super Nintendo. É verdade que utilizamos, no dia de hoje, um emulador no computador, mas o efeito foi o mesmo.


Disputamos uma partida no clássico Ronaldinho: campeonato brasileiro 98.

Rimos muito e percebemos o quanto jogos como esse fizeram e ainda fazem parte da vida de uma pessoa. Não sei quantas horas "perdi" jogando aquele futebol no SNES. Mas tenho a certeza de que foram muitas, muito mais do que julgo saber. Cada lance que surge no monitor nos remete a alguma lembrança, afinal nós vivemos por muito tempo realizando o que realizamos hoje: jogar até os dedos não aguentarem mais.

Infelizmente, a vida vai passando, compromissos vão surgindo e o tempo vai se esgotando - e faltando, em alguns casos. Porém, reviver algo que nos fez viver com mais prazer há algum tempo tem um valor inestimável. Foram apenas alguns minutos, mas foram suficientes para voltarmos à infância, voltarmos a ser criança. Agradeço ao Giba pelos minutos no (emulador de) Super Nintendo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Quanto vale um bom papo?

Será que tem como medir o valor de uma boa conversa? Creio que não. São muitos números para representar o prazer que é ficar entre os amigos jogando conversa fora na companhia do chimarrão. É bom demais!
Foi o que fiz durante um bom tempo no campus: papear. Com uma temperatura agradável, além da lua cheia que iluminava com imensa beleza os céus de Satolep, ficou praticamente impossível não praticar a boa conversa. Assuntos sérios sobre o curso e objetivos sempres estão presentes, assim como as gargalhadas inocentes por piadas nem tão engraçadas. Os minutos parecem segundos quando estamos com os amigos.
E por que questiono quanto vale um bom papo? Não sei. Bah, talvez porque temos o costume de atribuir valor àquilo que dê mais status. Talvez. Mas daí eu percebo que os momentos mais simples são os melhores - leia-se simples, não simplório -, baita clichê. E é um fato. A vida se torna vida dessa forma.
Então já descobriam quanto vale, afinal, um bom papo? Eu já descobri: vale o suficiente para querer repetir.

Grande abraço!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bárbara, minha prima.

Já compartilhamos tantas coisas nessas (quase) duas décadas de existência, bah! Para ela, sou o Pepê; para mim, ela é a Babá. E assim fomos. Os primos que brincavam, brigavam, riam, choravam, jogavam Super Nintendo e Banco Imobiliário, nadavam na piscina, viajavam, estudavam e que compartilharam tantas experiências, cresceram. Agora, ela caminha rumo à enfermagem, enquanto caminho ao jornalismo. Crescemos, é verdade. Mas mesmo assim, sempre a verei como a minha prima Babá, do tempo de criança, prima que amo tanto.


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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dia do amigo

Mesmo que o dia do amigo já tenha passado, preciso desejar a todos os meus amigos um 'feliz dia do amigo'. Afinal, atráves deles, meus companheiros de jornada, batalho e sigo meu caminho, levando comigo os sonhos de um jovem lutador.
A força que vem da amizade é um dos principais combustíveis que coloca-me em movimento, que empurra-me para ultrapassar as barreiras árduas da vida. E esse apoio fundamental pretendo não perder e sempre buscarei ser o apoio fundamental deles quando mais precisarem.
E todos que estão lendo este post sintam-se abraçados por mim, por um amigo, pelo nosso dia. Pois, como disse Roberto Carlos: Não preciso nem dizer tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber que você é meu amigo.

Em homenagem a todas amizades verdadeiras, dedico esta canção do Milton Nascimento. Grande abraço.


Canção da América

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

terça-feira, 6 de abril de 2010

3ºA - Muito o que contar

Bah, só de pensar já dá saudade. Muita coisa aconteceu naquela pequena sala. Algo que eu percebi desde o início é que a maioria da turma estudava bastante. Isso me surpreendeu positivamente. É algo raro, hoje em dia. Mas além de estudar muito, também nos divertíamos muito. Guerrinhas de bolinhas e aviõezinhos de papel aconteceram, mesmo com a nossa idade. Além das aulas, que já eram uma atração à parte.
Foi um ano legal, com uma turma legal. Papos interessantes e cenas que ficarão na lembrança. Enfim, essa turma, como todas as outras, teve seus momentos. E saberei guardá-los bem, muito bem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Teatro

Fiz teatro espírita de 2004 até 2009. Apresentamos peças em vários locais, inclusive em Porto Alegre e Pedro Osório. Fiz diversos papéis. Desde jornalista até uma idosa que é assaltada. Vivi vários momentos especiais. Aprendi muito com os teatros. É algo que eu fazia porque queria e gostava de fazer. Era de coração. 


Inesquecível

Como esquecer da turma de 2006? A 8ª série? É impossível! Foi um dos melhores anos da minha vida. Aquela turma era demais! Sem palavras. De vez em quando, olho algumas fotos para relembrar daqueles tempos áureos. hehe
Depois que saímos do colégio, tudo ficou mais calmo no P.A. Só nós conseguíamos bagunçar tanto em uma manhã. Era impressionante.
Cenas hilárias que eu vivi, como no dia da prova de filosofia, nunca mais verei algo igual: bem ao ritmo da música "We will rock you", do Queen, a turma cantava batendo na classe "Vaaaamoooos coooolaaar" tum, tum, plaft! HAHAHA [Os efeitos descritos são 'lindos']
A criatividade era algo incrível em nossa turma. Inesquecível. Que saudade!


A saudade daqueles tempos...

 ...de escola. Estudei nove anos no Piratinino de Almeida, da pré-escola até a 8ª série. Depois fui para a escola Monsenhor Queiroz, onde cursei o ensino médio durante três anos. Todos esses doze anos são importantes para mim, pois foi através dessas experiências que conheci muitos amigos que até hoje preservo.
Sinto muita falta das risadas e conversas daquele tempo. As viagens, passeios, festas, aniversários, entre tantas coisas que rolaram, fazem parte da minha lembrança. Só tenho a agradecer por tudo o que vivi nesses doze anos e espero continuar progredindo na vida de estudante e adquirindo novas amizades.

Amizade

Amizade. Às vezes é tão difícil acharmos alguém que seja nosso amigo de verdade, alguém em que confiamos. É bastante raro. Sempre foi, mas mesmo assim é possível encontrarmos. E quando acontece isso, devemos guardar debaixo de sete chaves, como cantava Milton Nascimento. É algo tão bonito, tão raro. Não podemos perder essas poucas e boas amizades. Devemos mantê-las. Elas são a base, o porto seguro onde podemos ancorar. 
Os meus melhores amigos são os meus pais, com certeza. E depois vem os que conheci ao longo de minha trajetória terrena, os quais não deixam de ser importantes em minha vida. E eles sabem que são. E pretendo preservar a amizade deles para sempre, dentro do coração, assim falava a canção que na América ouvi...
"Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração..."