Nesta manhã tão fria acordastes cedo, mas sentes que em teu peito há um calor equivalente a dois verões. Estás sentada, ao lado da janela, enquanto bebes chá. Calmamente aguardas a ligação de um rapaz que jura te amar. E tu acreditas naquelas palavras porque sentes que realmente existe algum sentimento além do comum.
O telefone, enfim, toca. Enquanto conversam, sentes em teu peito dois fortes sentimentos: o de saudade, por estares longe; e o de felicidade, pois ele ainda telefona e se importa contigo. Do outro lado da linha, a sensação é a mesma.
Após um tempo, desligas o telefone e bebes o pouco que ainda resta do chá. Olhas para fora e enxergas o céu limpo. Um azul infinito. Qual a relevância disso? Nenhuma. Porque, na verdade, nem percebestes que não há nuvens no céu. Estás concentrada nele, apenas no que fez teu celular e coração vibrarem ao mesmo tempo.
Distante dali, o rapaz apaixonado também pensa nela. Ainda com o telefone celular na mão, visualiza as fotos da moça que foi inserida em todos os seus planos mais secretos. Num momento extremamente raro e bonito, os dois fecham os olhos. Talvez porque ambos acreditem que, desta forma, ficam mais perto um do outro.
Todo ser humano, quando dominado por um sentimento verídico e tão incontrolável, passa a enxergar mais com os olhos fechados. Porque depois de tomado pelo desejo de compartilhar uma vida com outra pessoa, o coração é quem ganha visão. São olhos que enxergam ainda mais quando fechados, distâncias que não se separam e corações que batem no mesmo ritmo.
Que todos tenham a sorte de vivenciar algo assim pelo menos uma vez na vida. Uma vez é o bastante; é o suficiente para não ser esquecido. Porque depois disso toda janela que mostre o céu azul se tornará irrelevante...
O telefone, enfim, toca. Enquanto conversam, sentes em teu peito dois fortes sentimentos: o de saudade, por estares longe; e o de felicidade, pois ele ainda telefona e se importa contigo. Do outro lado da linha, a sensação é a mesma.
Após um tempo, desligas o telefone e bebes o pouco que ainda resta do chá. Olhas para fora e enxergas o céu limpo. Um azul infinito. Qual a relevância disso? Nenhuma. Porque, na verdade, nem percebestes que não há nuvens no céu. Estás concentrada nele, apenas no que fez teu celular e coração vibrarem ao mesmo tempo.
Distante dali, o rapaz apaixonado também pensa nela. Ainda com o telefone celular na mão, visualiza as fotos da moça que foi inserida em todos os seus planos mais secretos. Num momento extremamente raro e bonito, os dois fecham os olhos. Talvez porque ambos acreditem que, desta forma, ficam mais perto um do outro.
Todo ser humano, quando dominado por um sentimento verídico e tão incontrolável, passa a enxergar mais com os olhos fechados. Porque depois de tomado pelo desejo de compartilhar uma vida com outra pessoa, o coração é quem ganha visão. São olhos que enxergam ainda mais quando fechados, distâncias que não se separam e corações que batem no mesmo ritmo.
Que todos tenham a sorte de vivenciar algo assim pelo menos uma vez na vida. Uma vez é o bastante; é o suficiente para não ser esquecido. Porque depois disso toda janela que mostre o céu azul se tornará irrelevante...