A internet presenciou mais uma pérola dias atrás: a piada com a Luiza, que estava no Canadá. Aliás, nem todos riram com a piada. O jornalista Carlos Nascimento foi um deles, assim como a Luiza, que... deixa pra lá.
Não acho que ele esteja errado ao dizer isso. Infelizmente, outros temas são levados a sério, enquanto barbaridades na política ocorrem, pessoas morrem nos corredores dos hospitais, além da má distribuição de renda de nosso país. São muitos problemas e há muito mais!
Porém, não acho que a piada envolvendo a Luiza seja tão grave assim. Eu sou um defensor ferrenho do bom humor e do sorriso. Uma pessoa não deixa de ser inteligente – ou atenta ao que está ocorrendo ao seu redor – por dar audiência ao ocorrido com a moça em questão, por exemplo.
Muitos brincaram. Muitos riram. É bem verdade, e escrevo novamente, que temas sérios são deixados de lado, muitas vezes sequer são noticiados. Entretanto, não consigo ver na piada da Luiza alguma relação com a inteligência brasileira. Talvez o país nunca tenha tido inteligência – está no Canadá? – e se possui, a piada não destrói. Nem os programas inúteis, desprovidos de conteúdo interessante às massas, podem fazer isso.
Eu brinquei e não deixo de tentar ficar o mais atualizado com o que ocorre em razão disso. William Bonner brincou, assim como tantos outros jornalistas, professores, advogados, estudantes...
Portanto, galera, deixar de rir ou ler alguma bobagem na internet não vai tornar "todos os problemas brasileiros resolvidos". Eu sei, tu sabes, todos sabem que a mudança virá nas URNAS. O problema não é a piada da Luiza nem o Programa do Ratinho, mas a falta de senso crítico da maioria – ou de todos nós?
Riam das piadas, sejam engraçados, brinquem. E também estejam atentos, reflitam, questionem, votem melhor. Humor e responsabilidade podem andar lado a lado, juntos. É o que busco ser, aliás. Um guri que ri e pensa sobre tudo.
Talvez a minha interpretação às palavras do jornalista do SBT não seja a mais correta possível, mas não consegui compreender o que uma coisa impede a outra. (E o humor é, quase sempre, a única válvula de escape aos problemas que enfrentamos. Perdendo-o, puta que pariu, a vida será insuportável).
Ah! E a Luiza voltou do Canadá... (e é um broto)