sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Obrigado, George.

Tuas músicas sempre conseguiram trazer a mim, e a todos, o Sol. Conseguistes traduzir em palavras quando um homem está apaixonado por uma mulher de uma forma única, pois ela tem alguma coisa que mais nenhuma possui.

Obrigado por dizer a todos que devem pensar por si mesmo – é o que devemos fazer. Agradeço, novamente, pelas tuas músicas. É tão bom ouvir a tua guitarra gentilmente chorar...

Não fostes um ser humano fantástico porque ainda o és. Não há como esquecer das tuas letras e das vezes em que pedistes amor e paz na Terra. Ou quando cantastes para socorrer Bangladesh.

Agradeço por nos avisar a ter cuidado com as Trevas. As tuas músicas nos mantêm bem longe de lá.

Meu doce Senhor, meus parabéns. Obrigado por mudar o mundo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Four months

Eu apenas quero sentir o que sinto agora até o fim dos meus dias. Desde que entrastes em minha vida, tudo sofreu uma grande mudança. E quando não estás por perto, sofro. É uma saudade que aperta o peito. E quando finalmente nos encontramos e nossos olhares se cruzam, sinto que toda a espera valeu a pena.

És durona, enfrentas a vida e as adversidades, mas não deixas de ter sentimentos. Com tanta luta, alguns poderiam ter perdido a vontade de amar, mas conseguistes manter aceso este sentimento. Ainda bem.

Jéss, querida e grande Jéssica, te amo tanto.

Todo o dia, antes de dormir, eu rezo. E sempre agradeço a tua presença. És a verdadeira tradução do amor, guria. E que nossos quatro meses se multipliquem por décadas. E durante esse processo, meu amor também se multiplicará. É impossível não estar ao teu lado sem sentir o lado esquerdo do peito vibrar...

Tua mão conforta, teu olhar me liberta e o teu sorriso é perfeito, sua linda. 

Obrigado por ser a estrada que leva a minha existência à plenitude e por ser o Sol nos meus dias nublados.

Com enorme amor e respeito, Pedron.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

(In) Completo

Não estás aqui. Neste jogo, tu és a peça faltante. E a mais importante.

Estou sentado em frente ao São Gonçalo, encostado naquela mesma árvore em que ficávamos observando o Sol se pôr. E, neste momento, ele está indo embora, mas não estás aqui como antes.

Estou só.
E o tempo que antes voava, agora parece não passar.
O som das águas que antes encantava, agora incomoda.
E nem a beleza do local consegue tirar da minha cabeça (prestes a explodir) as lembranças dos finais de tarde, enquanto aproveitávamos os poucos minutos antes das aulas iniciarem.

Por que não chove neste Campus? Não quero mais ver este céu limpo nem o Sol se pondo! Faz lembrar tudo com grande saudade. 

Droga! Eu a quero aqui. Só por uns minutos, por favor, oh! Deuses. Tenham piedade de um guri sonhador e apaixonado.

Sei que estás comigo, independente da distância, mas ainda assim preciso de ti aqui.
Aqui do meu lado.
Aqui, com a cabeça encostada no meu peito.
Aqui, comigo, na árvore.
Aqui, meu amor, observando aquela bola de fogo mergulhar nas águas do São Gonçalo.

Mas sorrio, entretanto, ao lembrar que a tenho permanentemente em um local: nos recantos mais sinceros de meu peito.

Percebo que, na verdade, estou completo. E que agora preciso voltar à aula para continuar a construir o nosso futuro.

See you.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Quando

Quando o muro parecer alto demais, serei tua escada.
Quando todas as portas estiverem fechadas, abrirei a janela e fugiremos.
Quando todos apontarem o dedo em tua direção, dizendo palavras covardes, os calarei.
Quando quiseres falar, ouvirei.
Quando precisares chorar, secarei tuas lágrimas.
Quando estiveres se sentindo sozinha, me abrace.
Quando disserem que o mundo é cruel, direi que podemos mudá-lo.
Quando afirmarem que os teus sonhos são apenas sonhos, ignore-os. Eu confio em ti e em teus objetivos. São sólidos, bonitos e alcançáveis.
E se mesmo assim estiveres triste, saiba que o guri que tentou te ajudar o tempo inteiro também estará.

Não somos desconhecidos, vizinhos nem colegas. Somos mais do que isso: somos irmãos. Porque o sangue que corre nas veias do braço que te levanta é o mesmo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Rindo do passado no futuro

Sente-se! Tome uma xícara de café. Pegue este pedaço de torta também, vá em frente. “Sirva-se sem vergonha”. Sinta-se em casa, meu grande amigo. E que tal conversarmos sobre os nossos 18-20 anos?

Ah! Que tempo bom. Inesquecível, não? A faculdade foi a melhor parte. Até dos longos trabalhos sinto falta. Lembra-se de quando adicionei a minha esposa no MSN? E o mais engraçado é que ninguém mais se lembra do velho Messenger...

E como anda a vida, meu grande amigo? E a aposentadoria? É verdade. Não querem pagar o que devemos receber, de fato. Mas tudo vai melhorar, tenho certeza. Lembro-me de quando não tínhamos carteira de motorista e precisávamos ir a pé ou de ônibus nos lugares divertidos. E íamos mesmo assim, apesar do dinheiro que deixaríamos naquelas catracas. E era muito, meu Deus! E o melhor de tudo é que rimos e sentimos saudade daquelas dificuldades.

E quando fomos à praia, a pé, pela manhã? Chegamos à uma da tarde em casa. Desenhamos nossas roupas no corpo. Hilário! Também eram hilárias as tardes em que passávamos em frente ao computador ou Playstation jogando o nosso velho futebolzinho. E eu era o melhor, sim, não seja teimoso! Aceite a grande verdade. Brincadeira, amigo. Aliás, estes games atuais são um lixo – ainda sinto falta do Super Nintendo, para ser sincero.

Apenas sei que tenho muita saudade de tudo aquilo. Faria tudo de novo. E fico ainda mais feliz por saber que nossa amizade perdura até hoje. E continuamos jovens, não é mesmo? “Se você é jovem ainda...”, mais uma lembrança! Lindo demais.

E sabe de uma coisa legal? Ainda não precisei daqueles remedinhos...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Rápidos comentários #1

# A cidade de Pelotas é linda, apesar do mau cheiro. Dos bairros ao centro, sentimos diversos odores espalhados no ar. Envergonha quem é daqui e causa nojo aos visitantes. É preciso melhorar.

# Ensaios carnavalescos por todo o lugar. São seguros? 

# Poucos dias me separam do terceiro semestre de jornalismo. Vem!

# Quanto mais pensamos para encontrar soluções, mais problemas encontramos e pensamos ainda mais. Comigo é assim.

# O twitter mudou, mas a maioria dos tuítes está a mesma coisa: há bons, irrelevantes e desnecessários.

# Estão esperando o que para comentar? Brincadeira... ou não.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sussurros no papel

Procuras uma folha em branco entre tantas rabiscadas. Outras, do passado, estão amassadas – estas pouco importam agora. Quando finalmente a encontras, com o lápis inicias a escrever o que o coração está gritando. Nas marcas deixadas pelo grafite, os gritos de saudade transformam-se em sussurros apaixonados.

E seus dedos já não têm mais medo de ir em frente porque sentes uma confiança inédita e que acreditavas nem existir.

Linha por linha, verso por verso. Tuas mãos movem a folha, teu rosto abre um sorriso e teus olhos mergulham em lágrimas. Estás amando. E o papel é para quem tu mais desejas neste mundo.

Palavras são apenas palavras, alguém poderia dizer. Mas a expressão facial denuncia o que o peito sente. A vida passa a ser mais viva quando descobrimos, aprendemos e conhecemos o sentimento mais valioso de todos.

Tolos são aqueles que não acreditam. Na verdade, sentem medo. E um amor só pode existir através da coragem. Um amor covarde não perdura, ele se esconde e depois foge.

E o papel que há pouco estava em branco, se encontra preenchido por uma grande mensagem, uma espécie de tributo. E não é só de letras que a folha está repleta. É possível ouvir os sussurros vindos da alma, enxergar as lágrimas e o sorriso sutil ou sentir o calor da mão delicada que trabalhou na folha.

E o papel em si perde importância quando se lê o que está escrito. Uma cópia é impressa involuntariamente no mais profundo recanto de nossa memória para nunca mais esquecermos.

E, de fato, nunca esquecemos do dia em que lemos e ouvimos sussurros num pedaço de papel.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Se ambos acreditarmos

Nós devemos crer que vai dar certo.
Porque o que sinto no meu peito,
Diz que tudo está correto e nada errado.
Não está perfeito, nem poderia, mas chega perto.

Para nós, se quisermos, e iremos de querer,
Não haverá fim, apenas início e meio.
E que irá prolongar-se até nossos corações desejarem.
Basta crer.

Nossas mãos estão entrelaçadas
Como se estas fossem amarras.
E o mais legal é que “amarrados” como estamos
Gozamos da liberdade. Vida engraçada...

Sozinho me sinto preso, sem asas nem vida.
E quando te vejo, mão da liberdade,
A porta é aberta, a gaiola é escancarada,
E posso voar, querida.

E voando pelo céu azul
Vou acreditando no que estamos construindo.
Porque eu te amo e teu abraço é meu abrigo,
E igual ao teu não há nenhum.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A qualquer lugar

Pego meu Ray-Ban, minha camisa Xavante e as chaves da moto. São 125 cilindradas de detalhes cromados enquanto o restante está pintado na cor preta. Uma moto nova com estilo dos anos 80: perfeita!

Giro a chave e saio rumo a qualquer lugar. Quero sentir o vento bater com violência na viseira de meu capacete, enquanto a camisa rubra se agita como uma bandeira hasteada.

Não quero ir a lugares cheios. Prefiro a calmaria, numa via pouco movimentada, rodeado de natureza. O Sol do verão ilumina tudo enquanto o ronco do motor celebra a liberdade e a velocidade rumo a qualquer lugar.

Levo-te em pensamento, meu amor. E carrego meu maior orgulho no lado esquerdo da camisa: o escudo rubro-negro bordado.

E não preciso de mais nada, senhoras e senhores. Afinal, possuo um amor, um sonho, mil objetivos, liberdade, a natureza e um forte Sol de verão, um clube que me orgulha e uma moto linda.

Eu e tu, eu e Deus, eu e meu Ray-Ban. Destino? A qualquer lugar.

Tua presença

Fostes embora, mas ainda estás aqui.

As cobertas sobre a cama ainda estão quentes, o teu cheiro permanece no travesseiro e vejo teu rosto em tudo.

Que saudade, meu grande amor. Saístes há poucos minutos, mas o pouco se torna muito quando estás ausente. Sinto como se não a visse há vida inteira. Por que o tempo passa devagar no momento em que estás longe e rápido quando perto?

Enfim, tua presença ainda é notável. Tuas mãos em meu rosto ainda sinto, teus olhos verdes e reluzentes ainda vejo e tua boca perfumada ainda beijo. Ainda estás aqui.

Estás aqui no meu quarto, no meu peito e em todo lugar. Teu nome carrego na carteira, tuas mensagens em meu aparelho celular e teus olhares em minha mente. Ainda estás aqui.

Sempre estás aqui. Tatuastes em meu coração tuas iniciais, escrevestes teu nome em meu caderno, lestes meus pensamentos, pegastes em minhas mãos quando precisavas de segurança e secastes as tuas lágrimas em minha camisa. Ainda estás aqui.

A vida lá fora é injusta, cruel e impiedosa, muitas vezes. E quero te mostrar que, com um sorriso e um amor sincero, pode-se mudar o teu, o meu e o nosso mundo.

Ainda estás aqui e sempre estarás! Por dias e dias, tardes e noites, meses e meses, estações atrás de estações, anos e anos, semestres após semestres. Rumo ao futuro, à vida nova, ao infinito!

Tua presença está aqui. Está aí. Está em mim.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Tão longe e tão perto

Nem sempre estou presente. Ausente, muitas vezes, me encontro. Há meses que não vejo alguns amigos. Outros não poderei ver tão cedo, infelizmente. Porém, nunca me esqueço do que foi vivido. Não saem da memória aqueles momentos em que tivemos a sensação de ter encontrado alguém que merece a nossa verdadeira amizade, a nossa lealdade.

Posso encher o post com nomes de amigos e amigas que marcaram a minha vida, ensinaram muito e ajudaram a construir o guri que sou hoje. Por isso, companheiros de jornada, estando perto ou longe, afirmo que ainda estou próximo – de alguma forma, estou.

Contem com o meu apoio. Segurem minha mão. Ou apenas façam o que sempre fizeram: continuem sendo os meus grandes amigos.

Com enorme carinho e saudade,
Pedro Henrique.

Títulos

Para um clube de futebol e, principalmente, para uma torcida, conquistar títulos é importantíssimo e proporciona um dos maiores prazeres do esporte. Mexe com a autoestima, enriquece a história do clube e orgulha uma legião de seguidores. Porém, não posso aceitar a ideia de que é essencial.

As conquistas são bonitas, enfeitam o museu do clube e adicionam uma estrela no uniforme. Os seus torcedores ficam orgulhosos, loucos e roucos. O grito de “é campeão!” é mítico. Enfim, ganhar títulos é bom, ou melhor, muito bom!

Título é o objetivo, mas não o fator que faz de mim um torcedor. Um exemplo: um homem se apaixona por uma mulher. Com o passar do tempo, descobre que ela prefere a relação sexual apenas após o casamento. O que ele faz? Se a ama de verdade, irá manter-se fiel e irá aguardar pacientemente para que o “dia D” chegue. Não é a mesma história?

Para mim, no mínimo, são similares. Quando amamos um clube, não o abandonamos porque há cinco, dez ou trinta anos não ganha um grande título. Pelo contrário, torcemos mais ainda para que, enfim, o momento de glória chegue. Manter-se fiel, ignorando possíveis conquistas dos rivais, é ser um verdadeiro torcedor.

Incomoda-me ver essas brigas pelas redes sociais de quem ganhou mais ou menos. Tanto faz, velho! O teu amor pelo clube depende de ti mesmo, não da lista de taças no site oficial. E outra: vivi momentos incríveis nas arquibancadas da Baixada, e em adversárias, que não trocaria por nenhum título. NENHUM MESMO!

Enfim, título é o objetivo, é importante. (Assim como o sexo no casamento!) Mas o que importa mesmo é o amor que depositas no clube. A fidelidade, a paixão e a insanidade.

Por isso, Brasil, quero títulos, sim! Quero vencer, sim! Quero vê-lo erguer taças e mais taças por este imenso país! Mas enquanto este grande momento não chega, eu e a massa Xavante o acompanhamos nas arquibancadas, ano após ano, fracasso após fracasso, porque gritar “GOL!” do fundo da alma junto a ti, Xavante, não há preço. E quando finalmente o campeonato ficar aqui na Baixada, comemoraremos da nossa forma inconfundível. E se não vierem, estaremos lá da mesma forma: entoando cânticos e o próprio hino que, com esperança, sempre nos diz que “nós este ano vamos vencer...”. 
Primeiro campeão gaúcho - 1919.

...SALVE O BRASIL, O CAMPEÃO DO BEM-QUERER!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Caindo sobre tudo

Sentado numa cadeira velha sob a sombra de uma grande árvore, permanece o pensativo rapaz. Com seus olhos grandes, observa a mudança constante das nuvens no céu azul. Ele está refletindo sobre diversas possibilidades. Algumas delas podem mudar sua vida para sempre.

Ele não sabe o porquê que alguns pensamentos vêm e voltam, debatendo-se dentro de sua cabeça. Ele procura explicações lógicas para tudo isso, afinal tem certeza de que seus pensamentos são infundados, visto que tudo foi muito bem feito.

Apesar de estar seguro sobre o que foi feito, ele continua a pensar nessa e em outras possibilidades. Mudanças e mais mudanças num curto espaço de tempo. “Caindo por cima de tudo”, constantemente afirma.

As horas estão passando e a sombra não existe mais porque o Sol se pôs. Mas o rapaz continua ali, sob a árvore, à espera de respostas enquanto pensamentos estão caindo por cima de tudo, feitos pó em móveis velhos.

Ah! Rapaz pensante, por que pensas tanto?

Confia sempre

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e batalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve.

Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte...

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia

Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Imparável

Corte as minhas mãos, tape a minha boca, deixe-me surdo, tire-me a visão, jogue-me aos leões, faça o que bem entenderes! E continue nesta tua batalha covarde.

E eu? Não irei parar de resistir.

Sem minhas mãos, gritarei. Sem minha boca, farei com os outros me vejam. Sem olhos nem ouvidos, ainda assim prosseguirei. Se jogarem-me aos leões, lutarei. Posso não estar sem mãos, boca ou olhos, mas haverá ainda um coração vivo e pulsante.

Grite comigo. Xingue-me! Diga que sou um tolo por lutar tanto. Continue dizendo que sou um sonhador solitário, lutando por uma nação de um só. Fale à vontade. Bata no peito e demonstre seu orgulho doentio, faça o que vier em tua mente decadente. Mas nada, nada mesmo, irá esconder o medo que carregas nos olhos.

Sou imparável, teimoso, com o coração cheio de esperança. Tolo às vezes, tudo bem. Um louco em busca do que ninguém alcançou. Na luta por aquilo que nem ele mesmo sabe traduzir totalmente em palavras. É uma guerra eterna, muitas vezes insuportável. Mas nada, nada mesmo, irá esconder a sua vontade de vencer!

Por isso, reafirmo: GRITE À VONTADE! Encha o caminho de barreiras, exploda os prédios em volta ou contrate um exército. Tanto faz. Afinal, nada irá pará-lo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Encare!

Não tenha medo.
Não fuja.
Não diga que nada irá dar certo.
Não baixe a cabeça.
Não deixe de andar, sonhar, amar.

Encare!

Pode ser o último ano, dia, minuto, suspiro.
O futuro não espera, está ocorrendo.
A vida grita, o coração pulsa, o sangue corre, a lágrima cai e estamos aqui, lado a lado, tentando mudar o que parece impossível.

Encare!

Faça cara feia, aperte a mão.
Não chore nem dê um passo para trás.
É teu direito, teu futuro e tua vida.

Encare!

Se o mundo todo está na sua frente a desafiando, olhe ao lado: estou presente para a luta.
E será até o fim.

Encare!
Encare!
Encare! Porque já estou encarando junto contigo há muito tempo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Vozes silenciosas

Falam muito, pouco dizem. Cochicham mais, pouco ensinam. Analisam todos, menos a si mesmos. E assim caminham.

Suas rodas de conversa nem sempre têm assunto, mas há sempre uma forma de encontrá-lo. Agindo como “juízes celestiais”, julgam e apontam o dedo, dizem e tapam a boca com a mão. São apenas tristes almas tentando sorrir ao transformar o outro, às vezes alguém tão próximo, num ser menor.

Vozes silenciosas. Suas palavras são lançadas ao vento como papéis picados de um jornal do dia anterior. Suas bocas nada produzem, mas transmitem a sua inexpressiva existência. O seu interior é macabro, cheio de falhas. Mas, para tais bocas, seus erros são normais e vivem perdoando a si mesmos. E os outros? Bom, eles não merecem tal perdão e suas falhas serão comentadas por nós, pessoas igualmente recheadas de erros.

Sinto muito dizer a vocês, vozes silenciosas, mas não as escuto. Não preciso nem quero. Eu filtro e seleciono o que desejo ouvir. Se não há nada por perto para distrair-me, basta lembrar-me daquela pessoa que amo ou cantar mentalmente uma bela canção.

Suas bocas sentem fome, mas não têm o que comer. Meu coração também sente fome, mas é alimentado com boas atitudes e olhares verdadeiros de alguém que erra como ele. Um humano ciente de suas falhas, mas que não as esquece para não repeti-las.

E se for para falar, diga algo bom. Trabalhe isso. Caso contrário, continuarão falando muito sem dizer nada.

"Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada"   
(Engenheiros do Hawaii - Toda forma de poder)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Nossa bandeira tremulante

Estamos costurando os momentos em nossa memória. Com linhas resistentes, prendemos o que chamamos de “sonho” para nunca mais o esquecermos. A agulha não fere, apenas fecha as lacunas do passado – as feridas – preenchendo-as com novas experiências.

A linha e a agulha estavam nos esperando há algum tempo. Estavam aguardando a chegada dos costureiros. Nós.

Demoramos? Não, claro que não. Tudo foi necessário. Assim, aprendemos a valorizar o que temos ao invés de jogar fora o que é novo por qualquer motivo. Percebe? Nada foi em vão.

Enquanto isso, pequenos pedaços de tecido estão sendo costurados. Com eles, estamos produzindo algo bem maior, bonito e resistente. Maior porque nunca passamos por algo assim. Bonito porque todo sentimento verídico é belo. E resistente porque tem de ser. Afinal, passaremos muito tempo lado a lado.

Depois de pronto, pegaremos o produto final e o transformaremos numa imensa bandeira. Iremos hasteá-la para todos verem o que podemos fazer. São nossos momentos sendo costurados ao som dos batimentos cardíacos.

tum tum tá, tum tum tá, tum tum tá...

Viu? Não precisamos de uma máquina de costura. Estamos trabalhando manualmente com o nosso peito na produção de nossa bandeira tremulante.

Estrada asfaltada

Asfalto e mais ninguém.
E esburacado.
E rachado.
E sendo aquecido ao meio-dia.

Asfalto e eu.
Enquanto caminho nesta estrada, rumo ao desconhecido, lembro de que estou sozinho.
E ninguém me espera no fim da estrada.
Do início ao fim da caminhada, verei apenas asfalto.

Asfalto.
Marcas da civilização? Duvido.
Por aqui vejo apenas um caminho cinzento sendo tomado pela natureza.
Belo trabalho, aliás, natureza.
Este caminho artificial precisou destruir muito de ti. A vingança está sendo feita.

Asfalto. E plantas.
Entre as rachaduras e buracos, está nascendo vida.
A morte está dando lugar ao nascimento e à esperança.
Esperança: palavra que não ouço há muito tempo.

Asfalto e esperança.
Estou chegando ao fim da estranha estrada. Com o fim dela, encontro ainda mais vida.
Vejo mais natureza. Menos asfalto.
Vida! Justamente o que não tinha.

Fim do asfalto. Início de qualquer coisa - é melhor do que caminhar sozinho por aí.
Adeus, trilha quente.
Adeus, estrada.
Adeus, adeus.
Adeus...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Escute esta canção

Escute os sons de minha alma.
Mil vozes ecoando por todos os cantos.

Mil bocas movimentando-se para cantar...
teu nome.

O violão imaginário participa do concerto
e suas notas são ouvidas por todos.
Mil cantando sem parar.

Sincronia perfeita, vozes impecáveis
És o milagre de uma vida.
Mil batimentos a cada lembrança.

Estamos em pé, lado a lado, reproduzindo com a boca o que a alma ama e o coração sente.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Menos a Luiza...

A internet presenciou mais uma pérola dias atrás: a piada com a Luiza, que estava no Canadá. Aliás, nem todos riram com a piada. O jornalista Carlos Nascimento foi um deles, assim como a Luiza, que... deixa pra lá.


Não acho que ele esteja errado ao dizer isso. Infelizmente, outros temas são levados a sério, enquanto barbaridades na política ocorrem, pessoas morrem nos corredores dos hospitais, além da má distribuição de renda de nosso país. São muitos problemas e há muito mais!

Porém, não acho que a piada envolvendo a Luiza seja tão grave assim. Eu sou um defensor ferrenho do bom humor e do sorriso. Uma pessoa não deixa de ser inteligente – ou atenta ao que está ocorrendo ao seu redor – por dar audiência ao ocorrido com a moça em questão, por exemplo.

Muitos brincaram. Muitos riram. É bem verdade, e escrevo novamente, que temas sérios são deixados de lado, muitas vezes sequer são noticiados. Entretanto, não consigo ver na piada da Luiza alguma relação com a inteligência brasileira. Talvez o país nunca tenha tido inteligência – está no Canadá? – e se possui, a piada não destrói. Nem os programas inúteis, desprovidos de conteúdo interessante às massas, podem fazer isso.

Eu brinquei e não deixo de tentar ficar o mais atualizado com o que ocorre em razão disso. William Bonner brincou, assim como tantos outros jornalistas, professores, advogados, estudantes...

Portanto, galera, deixar de rir ou ler alguma bobagem na internet não vai tornar "todos os problemas brasileiros resolvidos". Eu sei, tu sabes, todos sabem que a mudança virá nas URNAS. O problema não é a piada da Luiza nem o Programa do Ratinho, mas a falta de senso crítico da maioria – ou de todos nós?

Riam das piadas, sejam engraçados, brinquem. E também estejam atentos, reflitam, questionem, votem melhor. Humor e responsabilidade podem andar lado a lado, juntos. É o que busco ser, aliás. Um guri que ri e pensa sobre tudo.

Talvez a minha interpretação às palavras do jornalista do SBT não seja a mais correta possível, mas não consegui compreender o que uma coisa impede a outra. (E o humor é, quase sempre, a única válvula de escape aos problemas que enfrentamos. Perdendo-o, puta que pariu, a vida será insuportável).

Ah! E a Luiza voltou do Canadá... (e é um broto)

Protejam o ENEM

Antes de tudo, não tenho preferência por nenhum partido político. Minhas escolhas baseiam-se no candidato em si. Aliás, não votei na Dilma, mas na Marina Silva. Portanto, minha opinião é sobre o exame em si, independente da gestão atual.

Digo “protejam o ENEM” porque acredito no exame. É verdade que tem apresentado falhas, o que está acarretando numa queda de credibilidade, principalmente quando se fala na correção da redação. Mas mesmo assim, eu insisto: protejam-no. Com o exame, mais pessoas estão tendo a oportunidade de cursar o ensino superior em qualquer lugar do país! Facilita e muito, além de dar mais condições a todos os candidatos.

Estou vendo com frequência pessoas que há tempos deixaram de estudar e que estão retornando aos livros através do exame. Vejo também uma gurizada que tem uma vida sofrida, principalmente na questão financeira, conseguindo vaga nas universidades federais. Mudança de vida! E esperança.

Não fique emocionado com discursos de que o ENEM é ridículo. Há peixes grandes contrariados ao ver os peixes pequenos conquistando vagas, estudando e crescendo na vida com o diploma embaixo do braço.

Eu desejo igualdades. Eu desejo ver todas as escolas públicas num nível alto de educação. Infelizmente, a nossa realidade diz totalmente o contrário. Mas de alguma forma, muitos estão conquistando a universidade!

Por isso, repito: protejam o ENEM! O exame está aprendendo com os erros. E espero, de verdade, que a correção das redações tenha um cuidado especial nas próximas edições. É importante dar credibilidade às provas. Enquanto isso não ocorre, alguns “senhores” aproveitam para tentar acabar com o que tem mudado a vida de muita gente.


Recomendo a leitura:

"Salvem o ENEM", por Guilherme Scalzilli.
[ Clique aqui para ler ]

Não é exagero

Posso viver. Posso sobreviver.
Dependo de alguém agora, mas não será para sempre.
Eu consigo. Confio em minhas capacidades.
Não és o oxigênio, mas és o que quero respirar.
Jornalismo, por exemplo, é o maior objetivo. Porém, não o único.
E a quero pelo tempo que for. Eu anseio por isso.
E, ao mesmo tempo, posso sobreviver sem.
Mas se a felicidade existe agora, eu descobri com a tua ajuda. Obrigado.
Quero compartilhar minha existência contigo. E não é exagero.
Eu sou responsável por tudo o que escolho e faço...

Não é exagero querer o melhor.
Não é exagero amar.
Não é exagero desejar quem eu desejo.
Não é exagero lutar pelos meus estudos, objetivos e por ti.
Não, não e não. Não é!

Levantar-me-ei quantas vezes forem necessárias. Já fiz isso antes.
Caminharei ao meu objetivo, rodeado por ideias e heróis.
Cercado por amigos, os verdadeiros companheiros de jornada.
E nessa longa caminhada, eu te convoco. Porque não é exagero querer-te.

E quando o guri partir, eu irei com a certeza de que fiz o máximo.
Pratiquei o impossível quando busquei o possível.
E não, nada disso é exagero. São possibilidades friamente calculadas com a mente sendo colocadas à prova com o coração.
Corpo e alma, razão e emoção, tudo junto. Tudo por mim. Tudo por ti.

Continuam achando exagero, senhores? Então não sabem o que é amar...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Apenas uma nuvem

Quando noto alguém fechando todas as portas ao meu redor, e escuto o barulho de trincos trancando saídas, percebo que algo está errado. Após entender a situação, sinto que devo procurar alguma porta – a porta certa – e bater. Talvez alguém a abra e deixe-me entrar. Espero.

A vida age, de vez em quando, desta forma: tira do controle o que achávamos estar controlado. Alguns podem dizer que é a nossa capacidade de reação sendo testada. Outros afirmam que são obstáculos benéficos, ou seja, aqueles que nos obrigam a melhorar e crescer. Eu não tenho certeza de nada disso, apenas sei o que posso fazer para manter, novamente, tudo em ordem. E farei o que for necessário.

Perfeição não existe. É fato e todos sabem. Porém, há momentos em que conseguimos chegar bem perto disso. E quando a vida resolve arrancar tudo, dá-nos a impressão de que as coisas não passam de uma montanha-russa. Chegamos ao topo e, de repente, despencamos numa velocidade absurda, deixando-nos atordoados. Quando tudo para, buscamos respostas, mas nem sempre as encontramos. Por quê?

Apesar de tudo, afirmo: eu tenho esperança. Nós temos. We hope! E enquanto olho o céu acinzentado e chuvoso, desafio a vida. Desafio os meus próprios desafios. Não caio sem lutar!

Tudo isso não passa de uma nuvem. Que tal se nós nos abrigarmos em frente a uma casa naquela rua quase deserta? Vamos esperar o mau tempo passar para, enfim, continuarmos o que estávamos fazendo: vivendo uma quase perfeição...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Three months

Jéssica,

Hoje completamos três meses. Nossas vidas mudaram e foram mescladas. E vivemos nossos dias pensando em nós.

E a força do pensamento vai longe. Quando coloco minha cabeça no travesseiro, lembro dos teus sorrisos e olhares. E teu cheiro está impregnado em minha alma.

És o anjo, o porto-seguro, o meu amor, o objetivo, a motivação, a protetora, o sentimento, a luz, a guria, a esperança e a vida.

Jéss, grande Jéss, como podes ser tão especial? Como conseguistes mexer tão rapidamente com uma vida? Qual o teu segredo, menina?

Olhos verdes tens, namorada. Meu coração pulsante também tens, namorada.

Desejo compartilhar contigo a minha vida, caminhando sempre, lado a lado, crescendo e fortalecendo a sensação que sentimos no peito. Porque te amar eternamente é o que preciso.

Parabéns para nós. Que nossa história continue e continue e continue...

Com amor, Pedro Henrique.
 22 de janeiro de 2012.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Aula de vida

Todo dia aprendo algo novo contigo. Algumas opiniões minhas mudei ao ouvir teus argumentos, adquiri conhecimentos e aprendi muito sobre variados assuntos. Vida extraterrestre e as teorias sobre 2012, principalmente, te fascinam. E tua empolgação ao estudar profundamente esses assuntos também me empolga.

Tens objetivos traçados há um bom tempo. Firme, dizes com todas as letras o que desejas conquistar num futuro próximo. Tua coragem, apesar dos desafios que surgem a todo instante, é inspiradora. Olhas ao horizonte com brio e vontade de mudar. Mudar tudo! De casa, bairro, cidade, estado e país.

Futuro promissor tu tens. Mas fique atenta: é preciso trabalho. Faça o que sabes e revele-se ao mundo! Lute, minha irmã. És uma jovem corajosa com fibra de herói.

Aja como uma águia! Observe a tudo atentamente. Espere e depois ataque no momento certo. Com dedicação chegarás lá.

Estarei na arquibancada torcendo por ti, e...
Vibrarei com tuas conquistas, pois serão as minhas também.
Chorarei contigo tuas mágoas, pois são minhas também.
Lutarei contigo porque sou teu irmão e estou aqui para protegê-la.

Obrigado pelas aulas de vida que proporcionas a mim. 
Agora vá, lute e conquiste o teu sonho no Velho Mundo. A tua terra te chama.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cuidado: estão atentos

As redes sociais têm exercido grande importância na vida de milhões de pessoas. Com elas, compartilhamos nossos gostos, publicamos fotos e vídeos, e conversamos. Também é possível saber o que fulano gosta de escutar ou o filme predileto do seu Zé. Bacana! Bacana? Nem sempre.

O que deveria ser algo interessante tornou-se num local repleto de “juízes” de todas as idades e classes sociais. Que tal irmos à locadora alugarmos o filme indicado pelo seu Zé na internet? Ou que tal assistirmos a uma série ou programa de TV sugerido por alguém? Não, claro que não. Não é interessante. O considerado legal e divertido é criticar.

A moda atual é falar mal do Big Brother Brasil. Eu considero interessante analisar o comportamento de pessoas diferentes trancadas numa casa. Porém, não assisto porque o considero um programa desnecessário, repetitivo e sem muitas vantagens a mim. Ponto. Minha opinião está dada. Não me interessa se o fulano vota pelo telefone e recebe um valor bem salgado na conta telefônica no mês seguinte. Ele trabalha, paga as suas contas e faz o que quiser com a vida dele porque é dele. E o controle remoto também.

Por isso afirmo e aconselho a tomarem bastante cuidado: eles estão atentos. Cada movimento e link compartilhado é profundamente analisado. Uma pena que a análise nem sempre tem a intenção de descobrir algo novo ou interessante.

Nessas horas percebo que a maioria das pessoas é hipócrita – talvez eu também seja às vezes – e critica um programa quando assiste a outro do “mesmo nível”. É uma pena que tudo esteja assim.

E outra: eu ainda uso o Orkut. Para mim, ainda há recursos bastante interessantes na rede social considerada “morta” e repleta de favelados. Os quem pensam assim têm (ou tentam ter e manter) o ego inflado quando, na verdade, não passam de pessoas com mente pequena.

Já é difícil cuidarmos de nós mesmos, não é verdade? Imagina cuidar dos outros. Portanto, cuidado! Eles estão atentos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Meu pequeno grande mundo

Viajo sem sair do lugar. Todo dia é assim. Como? Através de fones de ouvido, livros ou simplesmente escrevendo. Neste meu pequeno grande mundo (da imaginação) eu crio o que quero, escuto o que desejo e programo ao meu gosto todas as minhas visões. É quase um mundo paralelo. Porém, transporto todo este “conteúdo” à vida real. Nem sempre é complicado. Afinal, estou vivendo grandes dias. Mas nem vou perder tanto tempo escrevendo sobre isso agora. Neste post é um mero detalhe. 

O que quero dizer é que penso muito. Planejo mais ainda. É o hábito de constantemente criar um roteiro a ser seguido. E funciona! Às vezes considero o verdadeiro mundo – a vida real – algo tão complexo e, ao mesmo tempo, tão limitado. Mas quando mergulho neste meu pequeno grande mundo, torno todos os mundos em grandes compilações de oportunidades. É uma viagem total até para mim – não esquente caso não entenda nada disso. 

Enfim, meu pequeno grande mundo torna o pequeno mundo em grande. O engrandece, o torna mais atrativo e, de certa forma, mais complicado. Mas gosto das coisas duradouras, logo, quanto mais alta for a dificuldade, mais irei valorizá-la e menos chances terei de perdê-la. Este é meu mundo. Esta é minha loucura. Ser normal nem sempre é algo a ser buscado. O objetivo aqui é tornar grande o pequeno mundo real, agindo como um louco ou não.

domingo, 15 de janeiro de 2012

15 de janeiro de 2009


Claudio Milar, Régis e Giovani: eternos heróis da Baixada.

Há três anos tombou um ônibus.
Há três anos tombou um ônibus de um clube de futebol.
Há três anos tombou um ônibus de um clube de futebol: o Grêmio Esportivo Brasil. E com a queda no barranco, ídolos e sonhos tombaram. E vidas foram perdidas.

Há três anos os Xavantes choraram.
Há três anos os Xavantes superam.

Update:
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Água gelada

Tento escrever, mas não consigo.
Sentado nesta cadeira velha cheirando a algo velho, passo os dedos na máquina de escrever.
Ela está fria porque não saem palavras no papel amassado.

Merda!

Vou à cozinha e bebo um pouco d'água gelada da jarra.
O calor me faz suar, mas não mais que essa minha incapacidade momentânea (?) de passar ao papel o que sinto. Maldita máquina de escrever! Talvez a culpa seja dela. 

Procuro na gaveta da escrivaninha uma caneta, um lápis ou uma pena.
Apesar de encontrar uma caneta, ela parece estar sem tinta. Encontro também um lápis, mas não tem ponta. E a pena? Não possuo nenhuma. 

Opa! Tenho uma pena, sim: pena de mim.

Quero escrever! Por que é tão difícil?
E tudo está tão quente com tamanho calor.
Mas nem o verão consegue aquecer a lata fria da máquina de escrever que não escreve.

E não há sentimentos gravados neste papel da mesma forma que há na alma. 
Queria poder escrever tudo o que sinto. Digitar todas as minhas dúvidas e receios sobre o futuro. Mas simplesmente não consigo. Sou incapaz para tal tarefa.

Resta-me ficar bebendo um pouco de água gelada enquanto o Sol queima a grama. 
Resta-me aceitar a condição de escritor que não escreve.
Ou resta-me escrever! Porque escrevendo o que não consigo, acabo rabiscando a folha, marcando páginas, aquecendo a sala, tornando o verão numa brisa quente se comparada à lataria febril da minha máquina de escrever.

Que calor está nesta sala... estou suando.
A máquina está quente, trabalhando muito.
Preciso de uma pausa para beber um pouco mais de água gelada.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

spiritus

Não os vejo. Não os sinto. Onde estão?

No silêncio contemplo o salão vazio. O sol bate nas grandes janelas, iluminando aquele grande espaço que outrora servira de local para as festas das famílias Reais. Dou alguns passos e meus olhos atentos analisam o piso, as paredes e aqueles raios de sol que invadem o local. Estou voltando no tempo?

No silêncio contemplo o salão vazio, mas cheio de spiritus. Sei que estão lá. Não os sinto nem os vejo, mas eu sei que ainda estão dançando. Consigo imaginar a música, as trocas de olhares, as bebidas e as mulheres com seus longos vestidos sendo convidadas para dançar. Um verdadeiro baile Real.

E nada disso existe mais. Agora são apenas spiritus dançando eternamente. Por quê? Porque tudo passa e termina.

De fora, o salão parece ainda maior. Rodeado por grandes e belas árvores, parece uma obra-prima. Um grande quadro pintado por mil mãos a céu aberto. 

Pena que o pessoal da demolidora chegou. Um hipermercado será construído. Por quê? Porque nada disso é mais usado. Tudo passa e termina.

Até logo mais, espíritos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Há uma razão

Não tenho medo de morrer. Tudo é passageiro mesmo. Surgi aqui em 1991 e não sei quando partirei, e também não fico pensando no assunto. Tanto faz quanto tempo ainda tenho. Apenas quero deixar alguma boa lembrança às pessoas que me rodearam durante a vida.

O não temer a morte não quer dizer que eu não faça nada para "atrasá-la". Eu temo fazer sofrer aquela que mais me ama (e amará) neste mundo: minha mãe. Se luto para manter uma boa saúde, ser um bom filho e aluno, é por ela. Ela é a razão.

Sei que ela espera de mim algo grande. E torce, vibra, trabalha e luta por mim. Ela quer me ver vitorioso pois assim será também. E por isso não quero feri-la nem decepcioná-la. Se eu a fizer chorar, que sejam lágrimas de alegria!

E por essa razão, por ela ser a razão, busco ser o melhor. Quero tirar notas altas, ouvir elogios e ser um bom filho. É o meu maior objetivo. 

Por trás de toda essa vontade de mudar o mundo - o que parece cada vez mais impossível com o passar do tempo - há o desejo de torná-la uma mãe orgulhosa do filho que tem. Quero que ela tenha a possibilidade de dizer para alguém "este é o meu filho" com um enorme sorriso no rosto. 

Fica fácil perceber que tudo o que faço de bom tem uma razão. Há uma razão. Tu, mãe, és a razão. E eu a amo.

Tua luta - a nossa luta - será recompensada. Não perdes por esperar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Coração apertado

Algo no meu peito está diferente.
Sinto como se algo o estivesse pressionando.
Não consigo fazer parar. É involuntário. 

Ouço palavras impossíveis de serem entendidas.
Elas vêm do meu peito pressionado.
Meu coração bate forte na tentativa de quebrar o que o aprisiona. 
Em vão.

Coração apertado.
Estou a ponto de sufocar. Onde estás?

Coração apertado. Mente liberta.
E com essa liberdade penso em milhões de coisas.
Tento não pensar, mas não consigo. É involuntário.

Onde estás? Grite!
Meu peito não aguentará por tanto tempo.

Apareça.
Preciso de ti aqui. E agora.

Estou nervoso. Aflito. Pensativo.
Com o peito apertado, fico acordado pensando em ti.

O guri está precisando de ti, guria.
Responda, por favor. O coração dele tem pressa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eu creio

Tudo está sendo iluminado pela Lua. E as ruas estão tomadas por tantas pessoas quanto estrelas na negritude do céu. O ponteiro do relógio corre e o tempo voa. No mesmo céu repleto de pontos luminosos, fogos de artifícios começam a surgir. Nossos ouvidos começam a receber o som das explosões e nossos olhos contemplam a mais uma explosão, desta vez de cores.

A maioria está na beira da praia, afundando os pés na areia fofa. Nós estamos um pouco afastados. Nós estamos com nossos rostos grudados. Estamos unidos. Como uma metáfora sendo feita em tempo real, a multidão está ao longe enquanto permanecemos tão pertos. Não adiantaria estarmos junto daquela falange de pessoas com seus pés na areia se não estívessemos próximos: estaríamos sozinhos em meio à multidão. Sabemos disso.

E enquanto os fogos queimavam e rasgavam os céus, nossos rostos colados compartilhavam as mesmas lágrimas, e sentíamos o peito bater mais forte a cada explosão. Dois apaixonados na estrada de chão. A luz fraca que saía do poste ao lado iluminava a dupla como se estes fossem protagonistas da mais bela peça teatral. Porém, o espetáculo é real e não há roteiro pré-definido. Tudo é espontâneo e verdadeiro.

Após alguns minutos, a queima de fogos continuava e te vi em meus pensamentos. Pensei no futuro, vi uma cena e percebi o quanto é verdadeiro. Foi incrível. E por isso afirmo: eu creio.

Rumo ao infinito!