sábado, 7 de janeiro de 2012

Há uma razão

Não tenho medo de morrer. Tudo é passageiro mesmo. Surgi aqui em 1991 e não sei quando partirei, e também não fico pensando no assunto. Tanto faz quanto tempo ainda tenho. Apenas quero deixar alguma boa lembrança às pessoas que me rodearam durante a vida.

O não temer a morte não quer dizer que eu não faça nada para "atrasá-la". Eu temo fazer sofrer aquela que mais me ama (e amará) neste mundo: minha mãe. Se luto para manter uma boa saúde, ser um bom filho e aluno, é por ela. Ela é a razão.

Sei que ela espera de mim algo grande. E torce, vibra, trabalha e luta por mim. Ela quer me ver vitorioso pois assim será também. E por isso não quero feri-la nem decepcioná-la. Se eu a fizer chorar, que sejam lágrimas de alegria!

E por essa razão, por ela ser a razão, busco ser o melhor. Quero tirar notas altas, ouvir elogios e ser um bom filho. É o meu maior objetivo. 

Por trás de toda essa vontade de mudar o mundo - o que parece cada vez mais impossível com o passar do tempo - há o desejo de torná-la uma mãe orgulhosa do filho que tem. Quero que ela tenha a possibilidade de dizer para alguém "este é o meu filho" com um enorme sorriso no rosto. 

Fica fácil perceber que tudo o que faço de bom tem uma razão. Há uma razão. Tu, mãe, és a razão. E eu a amo.

Tua luta - a nossa luta - será recompensada. Não perdes por esperar.

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