Tudo está sendo iluminado pela Lua. E as ruas estão tomadas por tantas pessoas quanto estrelas na negritude do céu. O ponteiro do relógio corre e o tempo voa. No mesmo céu repleto de pontos luminosos, fogos de artifícios começam a surgir. Nossos ouvidos começam a receber o som das explosões e nossos olhos contemplam a mais uma explosão, desta vez de cores.
A maioria está na beira da praia, afundando os pés na areia fofa. Nós estamos um pouco afastados. Nós estamos com nossos rostos grudados. Estamos unidos. Como uma metáfora sendo feita em tempo real, a multidão está ao longe enquanto permanecemos tão pertos. Não adiantaria estarmos junto daquela falange de pessoas com seus pés na areia se não estívessemos próximos: estaríamos sozinhos em meio à multidão. Sabemos disso.
E enquanto os fogos queimavam e rasgavam os céus, nossos rostos colados compartilhavam as mesmas lágrimas, e sentíamos o peito bater mais forte a cada explosão. Dois apaixonados na estrada de chão. A luz fraca que saía do poste ao lado iluminava a dupla como se estes fossem protagonistas da mais bela peça teatral. Porém, o espetáculo é real e não há roteiro pré-definido. Tudo é espontâneo e verdadeiro.
Após alguns minutos, a queima de fogos continuava e te vi em meus pensamentos. Pensei no futuro, vi uma cena e percebi o quanto é verdadeiro. Foi incrível. E por isso afirmo: eu creio.
Rumo ao infinito!
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