Corte as minhas mãos, tape a minha boca, deixe-me surdo, tire-me a visão, jogue-me aos leões, faça o que bem entenderes! E continue nesta tua batalha covarde.
E eu? Não irei parar de resistir.
Sem minhas mãos, gritarei. Sem minha boca, farei com os outros me vejam. Sem olhos nem ouvidos, ainda assim prosseguirei. Se jogarem-me aos leões, lutarei. Posso não estar sem mãos, boca ou olhos, mas haverá ainda um coração vivo e pulsante.
Grite comigo. Xingue-me! Diga que sou um tolo por lutar tanto. Continue dizendo que sou um sonhador solitário, lutando por uma nação de um só. Fale à vontade. Bata no peito e demonstre seu orgulho doentio, faça o que vier em tua mente decadente. Mas nada, nada mesmo, irá esconder o medo que carregas nos olhos.
Sou imparável, teimoso, com o coração cheio de esperança. Tolo às vezes, tudo bem. Um louco em busca do que ninguém alcançou. Na luta por aquilo que nem ele mesmo sabe traduzir totalmente em palavras. É uma guerra eterna, muitas vezes insuportável. Mas nada, nada mesmo, irá esconder a sua vontade de vencer!
Por isso, reafirmo: GRITE À VONTADE! Encha o caminho de barreiras, exploda os prédios em volta ou contrate um exército. Tanto faz. Afinal, nada irá pará-lo.
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