Olho para trás, de 2009 para cá, e percebo que cresci e amadureci. Sem ter deixado de lado, no entanto, o meu lado guri e brincalhão. Ainda sou rabugento, me estresso com facilidade, o que não é bom para mim nem para ninguém, mas consigo identificar uma evolução na vida profissional e afetiva.
Terminei o ensino médio de uma forma muito bacana. Alcancei notas altas e aproveitei ao máximo as aulas que tive. Não quis curso pré-vestibular. Para poupar dinheiro, claro, mas também porque acreditava em mim e no meu retrospecto recente. Ora, se desbravei com êxito os campos do ensino médio, provavelmente me sairia bem no exame que avaliava justamente essa trajetória escolar. Que nada. No Exame Nacional do Ensino Médio de 2009 me saí mal. Bastante mal.
Foi um soco no estômago. Uma rasteira da realidade. Eu precisava de mais.
No ano seguinte, pedi aos meus pais a inscrição num curso pré-vestibular. Obviamente não foi o mais caro, ainda bem, mas ainda um bom curso. Me joguei de cabeça. Escrevo com orgulho que não faltei a sequer uma aula. Participei de todos os plantões (aulas a mais no fim de tarde) e produzi, no mínimo, de três a quatro redações por mês. Eu queria me vingar, me superar e, claro, honrar o investimento e confiança depositados em mim.
Em 2010, venci. Duas vezes.
No vestibular da Universidade Católica de Pelotas, universidade privada, passei em quarto lugar para jornalismo. Fiquei bastante satisfeito, apesar de ter feito a prova já sabendo as condições (financeiras, principalmente) que me impediriam de realizar o curso. Tudo bem. Era bom, mas não era o meu objetivo principal.
No Enem a história foi outra. Fui incrivelmente bem em português e história, além de ter ido satisfatoriamente em matemática, o meu, até hoje, “calcanhar de Aquiles”. Não entrei, no entanto, na primeira chamada. Sequer na segunda ou na terceira. O número de estudantes era maior do que o número de matriculados. Simplesmente selecionavam a UFPel e o curso de jornalismo, mas não realizavam, de fato, a matrícula. Fui à chamada oral já sabendo que estava dentro. Bastava a matrícula.
Hoje, dia 15 de dezembro de 2014, praticamente me despeço do curso de jornalismo. Afinal, meu Trabalho de Conclusão de Curso foi aprovado, dias atrás, com nota 9. Minha média geral no curso é alta, atualmente 9,1. Aprovado em todas as cadeiras. Realizei, também, inúmeros estágios na área da comunicação, como a televisão, o rádio e o impresso. Saio vitorioso.
No entanto, 2015 marca o novo passo que deve ser dado. Já formado e com o emprego que tenho hoje, como assessor de imprensa na Câmara Municipal de Pelotas, além de outras atividades, preciso me preparar ainda mais. Refazer o desafio desempenhado e superado em 2010.
À minha frente, na estrada do trabalho e crescimento, observo o estudo da língua inglesa, a preparação para concursos que me ajudem a trabalhar com o jornalismo e me deem suporte neste mundo capitalista, além do importante mestrado e mais alguns artigos, que são sempre trabalhosos e enriquecedores.
O ano de 2015 representa o novo passo. Venci até hoje, até aqui, mas preciso saltar novamente. Tenho que prosseguir. Parar agora fará com que boa parte dos muros derrubados no passado recente sejam reconstruídos. Será o ano do trabalho. Talvez o mais importante da minha vida. Nos próximos 365 dias, o meu caminho será construído com os tijolos dos muros derrubados.