Ler nem sempre é o bastante. Escrever talvez seja uma prática que permite completar o ato falho, mesmo após as dezenas de leituras que, no fim, pouco dizem. Servem apenas como acessório à lamentação.
Ao nosso redor, os quadros pendurados na parede caem como se fossem folhas mortas durante o outono. O inverno anuncia-se. O inferno também pode ser frio.
A frieza como a vida apresenta os novos capítulos do seu filme de terror é quase inacreditável, mas não é, sem dúvidas, surpreendente. Nós sempre esperamos pelo pior – e nunca estamos preparados.
Não há luz. Não há brisa. Não há nada no fim do túnel. A saída é, na verdade, a entrada para o pior. Apenas o monitor ilumina o meu rosto que, mesmo sem estar maquiado, aparenta ser a de um palhaço. Todavia, o circo ruiu.
As manchetes dos jornais impressos e sensacionalistas da cidade estampavam em letras garrafais: ATÉ O CIRCO MAIS BONITO NÃO RESISTIU E DOIS PALHAÇOS FICARAM DESEMPREGADOS!
As soluções não virão. Este texto não se apagará. Tudo é – e sempre será – uma grande palhaçada!
11 de janeiro de 2016 - 02h07min.
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