O teu grito silencioso percorre quarteirões, supera os limites do bairro e se espalha pelo ar. Poucos o ouvem. Eu o sinto.
A dor de perder um objeto que quase não há valor comercial, mas precioso do ponto de vista sentimental, extrapola o ato físico de gritar. Quem sofre é a própria alma.
Aos incautos, o meu conselho: não deves tratar a camiseta "velha" (alheia) como se ela fosse a tua vida. Tua existência
talvez não tenha mais valor, mas a camiseta ainda tem um corpo quente para cobrir.
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