quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Apunhalado no peito

[ É um texto sobre futebol (e a revolta sobre ele). Caso não se interesse por isso, alerto desde já. ]

Sinto-me exausto. Um cansaço mental e físico. Não sei por onde começar diante de tão grave situação. Parece que perdi alguém da família - mas, de certa forma, perdi. Parece que tenho um punhal cravado em meu peito. Sinto-me traído. Estou desamparado, e resisto - em vão - controlar as lágrimas. É uma dor que aniquila bem devagar. Estou sem chão, sem esperanças. Por fora, aparento estar "normal", o mesmo PH de sempre, mas, na verdade, estou num misto de raiva e tristeza. 
Muitas teorias crio para tentar responder o por que que ocorreu a decisão maldita, a qual culminou no rebaixamento do meu clube. E, de verdade, não consigo explicar. Penso em jogo de interesses ou em mais uma tentativa para derrubar-nos. E conseguiu, por enquanto. Não sei se terei forças para levantar-me. A queda foi feia. Não consigo pensar racionalmente num momento como esse. E quando consigo, torço para que menos pessoas sejam cativadas por esse clube que tanto nos faz bem, mas que machuca e entristece. Sofro nem tanto por mim, mas pelos pequenos que, como eu fui, são apaixonados. E não irão compreender como que, em tão pouco tempo, e através da decisão de algumas dezenas de pessoas, algo assim faz uma falange inteira sofrer.
Durante toda a tarde, sofri calado enquanto meu peito gritava agonizante, questionando mais e mais. Por quê? Por quê? Parece que, mesmo com nossa grande torcida, fazemos parte de uma minoria. Minoria que não será tolerada. Querem apenas alguns clubes em atividade. E se, por acaso, alguma agremiação corajosa de uma cidade com menos de 500 mil pessoas ousar - é a palavra certa - e tentar levar perigo aos mais abastados, o "mal" será cortado pela raíz. Sem chances de reação. Um golpe mortal.
Não tenho mais o que escrever nem o que pensar. Eu não deveria estar tão mal assim. É futebol. Mas nossa insanidade é latente por esse vício mortal chamado Grêmio Esportivo Brasil.

UPDATE: Encontrei um texto sobre esse fato. O título é "O lado obscuro do futebol", escrito por Luciano Coimbra. Clique aqui para lê-lo.

Desenhos animados!

Ah! como era bom. Aliás, ainda é. De vez em quando, me pego assistindo aos desenhos que me divertiam há alguns anos. E não faz tanto tempo assim, na verdade.
Assisti a muitos desenhos animados diferentes, apesar de ganhar cedo o Super Nintendo - o qual era a minha maior fonte de diversão, principalmente quando não podia sair à rua. Quem não lembra de Tom & Jerry, Pokémon ou Timão e Pumba? São muitos desenhos, lembranças e risadas. Bah, tempo maravilhoso. A maioria da gurizada da minha época assistiu ao Dragon Ball Z e/ou Cavalheiros do Zodíaco. Desenhos sagrados e com grande apelo. Mas eu preferi desenhos mais antigos, como Formiga Atômica e Tutubarão. Me divertiam mais, eu ria mais. E desde pequeno valorizando o passado.
Enfim, assisti a muitos e eles preencheram meu tempo. Cumpriram, com êxito, o seu papel. Espero que os desenhos atuais possam proporcionar às crianças o mesmo prazer que tive ao ligar a televisão nos anos 90.

Para fechar com chave de ouro, veja a apresentação de slides com alguns dos desenhos que assistia. Boa nostalgia!

"E ele ainda nas aulinhas de inglês"¹

¹ trecho da música "Eduardo e Mônica", composta por Renato Russo.
É, e recém comecei as "aulinhas de inglês" (não escrevo num tom pejorativo, muito pelo contrário). E estou gostando bastante, essa é a verdade. É pela UFPel mesmo. E está valendo muito a pena. Turma pequena e comprometida com o objetivo, o qual é compartilhado por todos: conquistar uma nova língua. Nem preciso dizer a importância do inglês nos dias atuais, neste mundo globalizado. A "aldeia global", segundo Marshall McLuhan. E menos ainda preciso comentar a importância ao jornalismo, minha futura profissão, a qual tento exercer desde agora. Preciso do inglês. No futuro, espanhol, alemão e, quem sabe, mandarim. O céu não é o limite. Não o meu. Em alguns momentos, duvidamos de nossas capacidades ou menosprezamos nossas forças. Somos muito mais do que imaginamos. 
Mas voltando às aulas de inglês, creio que aprenderei muito com os encontros na Faculdade de Letras. O meu êxito depende de mim quase que exclusivamente, porque competência da profissional, Gabriela Bohlmann, e material de qualidade há de sobra no curso de extensão. E a turma colabora. E muito. 
Para vocês perceberem o quanto o pessoal da classe é bacana, irei contar meu primeiro dia. Comecei mais tarde do que todos. Primeiramente, por só conseguir me inscrever depois. O segundo motivo tem a ver com o falecimento do meu amigo de infância, o qual foi homenageado aqui no GURI. Chegando lá, cada um apresentou-se a mim. Em inglês, é claro. "Hi, Pedro Henrique. My name is Cíntia. Nice to meet you". Foi bacana para baralho.
Para melhorar, o meu pai encontrou três livros que ele comprou para estudar inglês. Na época, ele tinha 19 anos, minha idade, e os adquiriu no dia 4 de setembro. No mesmo mês que iniciei as aulas. Coincidência ou não, a certeza que tenho é que os livros são de muita qualidade. E de 1969! Quase inacreditável. O mais legal de tudo isso é que iniciei mais um curso de extensão. É o meu terceiro. E vamos lá! O tempo não para, e passa depressa à la Ayrton Senna em pistas molhadas. É o GURI tentando cumprir suas metas, as quais estão traçadas há algum tempo e que serão perseguidas ao máximo. Terei êxito? Não sei. Tentarei? Com certeza.


Google translate, seus dias estão contados...
Até mais, gurizada.

My name is dreamer.

domingo, 11 de setembro de 2011

Mantenha-se jovem


Uma saída é tudo que você sempre vai achar
De todos que irão por a mão para não te deixar cair
Porque eles irão por palavras nas nossas bocas, vão nos fazer sentir envergonhado

Nos fazer sentir a culpa
Nos deixando frios na noite
Nos fazendo questionar nossos corações e almas
E eu penso que isso não está nem um pouco certo

Ei! fique jovem e invencível
Porque nós sabemos o que somos
E venha, talvez sejamos impossíveis de parar
Porque nós sabemos o que somos

Alimenta sua cabeça com tudo o que precisa
Quando está com fome
E fique na cama e durma todo dia, quando é domingo
Porque eles irão por palavras na sua boca, te fazendo sentir envergonhado

Me fazendo sentir-me culpado
Me deixando frio na noite
Me fazendo questionar meu coração e minha alma
E eu acho que isso não está nem um pouco certo

Ei! continue jovem e invencível
Porque nós sabemos o que somos
E venha, talvez sejamos impossiveis de parar
Porque nós sabemos o que somos
Sim, nós sabemos o que somos
Sim, nós sabemos o que somos

Vamos

Ei! mantenha-se jovem e invencivel
Porque nós sabemos o que somos
E venha, talvez sejamos impossiveis de parar
Porque nós sabemos o que somos

Ei! mantenha-se jovem e invencivel
Porque nós sabemos o que somos
E venha, talvez minha fé seja inabalável
Porque nós sabemos o que nós somos
Porque nós sabemos o que somos

Internetês

Não sou nenhum estudioso no assunto nem o dono da verdade, mas o fato é que participo do meio no qual o internetês surgiu e, com base nisso, sinto-me com propriedade para escrever sobre tal.
Há alguns anos conheci a internet; no fim de 2006, mais ou menos. Inevitavelmente - ou evitável? - comecei a utilizar de formas reduzidas de palavras e de outras adaptações feitas por algumas kbças mto lokas. Achava legal - até hoje acho, na verdade -, mas "assustei-me" com o fato de que eu estava escrevendo pior do que antes, pois nunca tive tantos problemas com a gramática. Lembro-me do dia no qual percebi que escrevera concerteza ao responder uma questão, no caderno. Foi aí que decidi diminuir o uso do internetês, por medo de perder o bom costume de escrever bem, além de tornar da gramática uma inimiga. E consegui acabar com o vício dessa linguagem rebelde e digital, apesar de gostar da ideia. O problema não é o internetês ou as suas abreviações, mas sua utilização. Trocar o ch por x em algumas palavras, como trouxa que vira trocha, é o erro - veja que a abreviação está presente também. Um erro horroroso, diga-se de passagem. E vemos muitos outros pelas redes sociais. Esse é o problema do internetês. Abreviar para escrever mais depressa ou apenas para ir contra ao "sistema", num sentido mais anárquico, faz parte. Também faço isso, às vezes, mas procuro sempre melhorar minha escrita e não piorá-la. Dependo dela. Muitas vezes é o meu cartão de visita. Eu erro no português? Sim, muitas vezes. Inclusive na internet. E procuro melhorar, reafirmo. Acredito que, em matéria de gramática, evoluí muito nos últimos dois anos. O próprio blog, o nosso GURI, contribuiu para a minha evolução. 
Portanto, gurizada amante das tecnologias, procure usar o internetês com moderação. É mais uma das tantas regras, para o nosso bem, que devemos seguir além de: Se beber, não dirija. E beba com moderação. Não fume. Não use drogas, contando com as anteriores. Sexo só com proteção. E leia, é importante, "também é exercício" (plin plin). E use o internetês moderadamente, blz? :-)

sábado, 10 de setembro de 2011

Nova postagem

Deveria ser a velha. Estou com uma nova ferramenta para continuar meu trabalho aqui no blog: netbook. Mas o teclado diferente tem me causado certos problemas. Há alguns minutos escrevia um texto. Nem lembro mais dele para tentar refazê-lo. Cada texto é feito de forma espontânea. Escrevo na hora, sem enrolação. Voltando ao problema, de alguma forma consegui apagar tudo o que escrevera. Maldito teclado. É um bom teclado, na verdade. A culpa é minha por não ter adaptado-me como deveria. Lembro que digitava algo sobre o meu objetivo de mudar tudo à minha volta. E quem sabe o mundo. Poucos conseguiram. Gandhi, Buda, Jesus Cristo e John Lennon conseguiram. Cada um de uma forma, é verdade. Aliás, você pode discordar dessa pequena lista, mas ela não tem a função de citar os "revolucionários". Não são os únicos. Talvez nem sejam os maiores nesse aspecto. Pode alguém mudar o mundo e não ser conhecido, continuando a ser um ser anônimo para o  resto do planeta? Nem sei. Se existir, esse sou eu. Brincadeira. Já luto demais para tentar mudar em mim o que não gosto. E como é difícil. Imagina modificar a Terra? Sou um sonhador, de fato. Quase louco. Pseudo-normal, talvez. É. Fica mais apresentável assim: pseudo-normal. Acho que já enrolei você demasiadamente - por favor, volte sempre. Enquanto sou o anônimo que tenta mudar o mundo mas não consegue se adaptar a um simples teclado de um computador, escrevo textos sem sentido. Ou com sentido apenas àqueles loucos que acham que escrevem, assim como eu; que acham que mudam algo, assim como o guri aqui. Somos os anônimos da revolução. É complicado ao extremo. Nem os textos xerocados são tão ruins de entender...

É melhor parar por aqui. É preciso manter o anonimato. /haha
Grande abraço, pessoal.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tragédias: qual a maior?

Pergunta ruim de ler, não é mesmo? Mas é justamente isso que tenho lido nas redes sociais, principalmente no Facebook. Há um pequeno texto que relata (e questiona) a perspectiva da Globo sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos da América. A seguir, o texto na sua versão integral:
Se não fosse a Globo e Globo News como fonte de informação, o que nós, reles mortais ignorantes, saberíamos? Hoje, por exemplo, aprendi que o 11/09/2001 foi o maior atentado terrorista da História. E eu que pensava, na minha pouca sabedoria, que o maior eram as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Mas, claro que 220 mil japoneses que morreram na explosão (sem contar os que morreram pela radiação) são menos que os 2.996 americanos que morreram nas Torres Gêmeas!
A questão, pessoal, não é saber qual tragédia foi maior. É claro que quanto mais elevado for o número de pessoas mortas, maior será o infeliz evento. Porém, toda vida é vida e merece ser respeitada. As bombas lançadas sobre o país japonês no fim da segunda guerra, pelos americanos, é um exemplo do quanto o ser humano pode ser cruel e covarde. E vejo nas declarações das pessoas ao falar sobre os eventos de 2001 contra os EUA um "ar" de satisfação, em razão de Hiroshima e Nagasaki, além de tantos outros conflitos. Mas há uma contradição muito grande ao pensar assim, afinal os americanos mortos também eram inocentes da mesma forma que os japoneses.
Você pode estar pensando que o texto viral no Facebook não quer dizer isso, mas que a Globo tenta induzir-nos a pensar que o 11.09 é maior do que as bombas atômicas. É uma interpretação. E, de fato, as duas cidades japonesas foram vítimas de uma das maiores atrocidades de todos os tempos. Entretanto, não gosto de olhar por essa perspectiva. Um ser humano morrer antes do que deveria - outras pessoas poderiam considerar que era a "hora" da pessoa partir, mas envolve religiões e perderei o foco -, por motivos fúteis ou ainda por ser vítima de um ataque terrorista, é uma tragédia. Não importa se é um ou 200 mil. Se começarmos a pensar que a tragédia do ano tal é maior do que a outra, vamos passar a aceitar as tragédias "menores". Iremos desconsiderar a morte de um jovem vitimado pelas drogas ou a de um idoso num corredor do pronto-socorro por serem apenas um? Não vamos, não devemos e não podemos aceitar. 
Portanto, no momento que lerem algo a respeito disso, procurem interpretar de várias maneiras. Eu interpretei assim porque acho prudente acreditar que toda vida perdida é uma tragédia.

Grande abraço!

Tradução

Em que língua escreves esta carta? Eu não compreendo nada do que está escrito.
Em português?! Mas como não consigo lê-la? Então, traduza para mim, por favor.
Não pode? Por quê?
Que bobagem essa história de que "preciso ler com o coração, não com a mente". Sou racional porque se deixar levar pelos sentimentos é o caminho mais curto para a desilusão.
Então não irei ler estas palavras marcadas nestas folhas. Se não posso lê-las, então não são para mim.
"Você está cometendo um erro...", é isso que me diz? Tudo bem, não será o primeiro nem o último.
Isso! Vá embora. E não volte. E pode deixar que não irei ler a tradução agora, porque quando pedi, fui ignorado. Não adianta voltar atrás.

Acha que pode mexer comigo assim. Vou jogar essa carta fora e acabou. Mas o que será que diz?

"Se o conheço, você não terá lido a carta. Mas agora lê porque já fui. Teria sido mais fácil se tivesse me ouvido. Agora estou longe... longe o suficiente para nunca mais voltar. Seu orgulho acabou com a gente. Adeus, PH."

...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

#Xavante100anos

Parabéns, Grêmio Esportivo Brasil. Hoje, dia 7 de setembro, completas 100 ANOS de muitas glórias. Tua torcida inconformada e fiel o segue, há um século, gritando e batendo no peito o amor que sente pelo Xavante.


Tenho muito orgulho de fazer parte dessa nação rubro-negra. Mais 100 anos viveremos. 
Te amo, Xavante!

Texto: Ruy Carlos Ostermann
Locução: Edson Luis
Imagens: TV UCPel
Edição: Vinícius Guerreiro


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Bra-Pel voltou!

Quando escrevi um texto relatando a saudade que sentia pela ausência do maior clássico do interior, coloquei todas as palavras que pudessem traduzir a falta que fazia. E como fez falta! Cinco anos sem um jogo desse nível é tempo demais.
Porém, ontem, no estádio Bento Freitas, minha segunda casa, o clássico voltou. O clássico do centenário do Grêmio Esportivo Brasil. E voltou com estilo. Uma baita festa e uma bela partida de futebol. Além do grande público, principalmente da torcida Xavante, pois todos os ingressos destinados à maior e mais fiel foram vendidos e, mesmo assim, torcedores ficaram do lado de fora. Havia gente demais!
Para melhorar o que já está ótimo, o meu rubro-negro venceu! Um a zero. Desde 2004 não perdemos o clássico. 
 

Depois foi só festa; festa vermelha e preta!

O Bra-Pel voltou, graças a Deus.
Te amo, Xavante!

domingo, 4 de setembro de 2011

Não dá para acreditar.

Parece mentira. Agora há pouco fui acordado para receber uma notícia daquelas que não queres ouvir nunca: um amigo morreu. E não é qualquer amizade, pois foi, durante toda a minha infância, a melhor amizade.
Ainda não consegui acreditar. O cara tem 18 anos e uma vida toda pela frente, mas preciso aceitar o fato de que ele faleceu num acidente de moto, em SC. É difícil, e muito. Minha infância está totalmente preenchida com tardes inteiras ao lado do grande Guilherme. É meu amigo desde sempre, afinal temos praticamente a mesma idade e eu o via todos os dias. Ele morava ao lado da casa de minha avó materna, por isso sempre estava lá. Após a morte de minha (segunda mãe e) avó, nosso contato ficou mais complicado e passamos a não mais nos ver como antes. Porém, sempre continuou sendo um grande amigo. E sempre será...
Naquelas tardes de verão, éramos os Power Rangers, os Tartarugas Ninjas e os amigos. Sempre estávamos nos divertindo, seja com bonecos, queimando algo, subindo em árvores, jogando futebol ou andando de bicicleta. O Guilherme era aquele cara que estava sempre presente. Estava ali, do lado, pronto para dividir um pouco do seu tempo.
A amizade dele foi, durante muitos anos, a mais importante. Em razão disso, mal consigo parar de pensar nesse acidente de moto. Mais um acidente nestas estradas assassinas. Pessoas boas sempre se vão antes do que deveriam ir. E continuo não acreditando no fato. A ficha não caiu, na verdade. Ainda tenho a impressão que o verei na rua, e conversarei com ele para saber  as novidades e rir um pouco com lembranças da infância.

Guilherme Feijo Meirelles, serás sempre lembrado por mim, meu amigo. E tu sempre soubestes disso. Obrigado por todos aqueles anos. Foram incríveis. Não fosse por tua amizade, minhas lembranças daquela época não seriam tão ricas como são.

Descanse em paz, meu irmão. Um dia, iremos nos rever. Não sei quando, mas iremos.

Guilherme, de azul, à esquerda.

sábado, 3 de setembro de 2011

Conte-me os segredos...

...e te direi quem és. 

Provavelmente, um fofoqueiro. hahahaha
 
Mas voltando, todos possuem segredos. Sabe como eu sei? Então, é segredo. Mas quem o guarda? Ninguém sabe ou ninguém quer contar? Surgem mais perguntas do que respostas. Como sairemos deste labirinto? Também não sei, e é mais uma questão. Porém, sair pode ser mais fácil do que se imagina. Basta ir direto ao ponto. Nariz de cera no blog, não, por favor.

Nós possuímos segredos, e vamos acumulando mais e mais durante nossa vida. Alguns nos revelamos aos amigos - ou pelo menos aos que achávamos que eram -, outros tentamos esquecer e alguns ficam sempre presentes na memória, e o levamos até o túmulo. Como explicá-los? Por que armazená-los? Pelo visto, nosso "HD natural" não tem a opção "apagar", salvo raras exceções. 

Segredo. Informação valiosa. Aquela que pode ser revelada, mas é armazenada em sigilo por temer repercussões – geralmente negativas. Aliás, alguns segredos nem deveriam ser classificados dessa forma, mas essa questão é assunto para mais um post. Como escrevia anteriormente, é uma informação valiosa. Devemos revelá-la algum dia? Ou a mantemos trancafiada em nosso local mais protegido que é nossa mente? Cabe a cada um decidir. Resposta simples, aqui, mas difícil de executá-la.

Vamos presumir que nosso segredo está muito bem guardado e, dessa forma, não ocorre problema algum. Revelo, mesmo assim? Teria motivos para isso? Sabe, motivos sempre existem. Num momento difícil, as pessoas buscam desabafar com alguém e acabam revelando mais do que gostariam. Ou quando se está sob o domínio do álcool, sua mente já não responde mais por si. Ou ainda, através de especialistas que conseguem “arrancar” informações, sejam com gente da área médica ou detentoras de “poderes especiais”. NOTA: Leia-se “hipnotizadoras”. 

Enfim, segredos são segredos até que alguém os revele. Se eu soubesse todas as respostas sobre esse tema, os revelaria. Afinal, alguns segredos podem ser revelados. E, se de alguma forma vão ajudar a alguém, não tem problema nenhum nisso. Digo porque já ouvi de muita gente histórias inimagináveis, mas que me ajudaram naquele momento. Sabe, viram que eu precisava de algo e compartilharam suas informações secretas para me socorrer.

Espero ter escrito algo com nexo, pois é difícil acessar nossas ideias num setor onde nosso cérebro mantém tudo tão discreto. 

Quer saber o tema do próximo post? Então, é segredo...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Feliz aniversário, mãe. (2011)

Meus parabéns, mãe. É mais um 2 de setembro; mais um dia feliz. Dia de celebrar com aquela que se dedica 600% àqueles que ama. Antes de escrever como filho, vou (tentar) escrever como um guri sem nenhum parentesco: és uma mulher incrível. Forte, persistente, dedicada e inteligente. Um exemplo de mulher moderna, mas não daquelas cheias de frescuras. És independente e vai à luta, se precisar. Aliás, lutas todos os dias. Ser mãe não é fácil. É uma tarefa árdua que exige dedicação, tempo e amor. És aquela que precisa segurar as barras mais pesadas quando todos os outros não conseguem. Uma mulher fascinante. O mundo seria muito melhor se houvessem mais como você.
Agora, como filho, digo que em nenhum dicionário encontrarei a palavra certa que resumirá o quanto a amo e sou grato. Mãe, não sei até quando tentarei explicar tudo o que representas para mim. É uma batalha infinita e invencível. Não tem como escrever o que não conseguimos explicar. É algo natural. Estamos ligados há mais de 20 anos. Somos mãe e filho. E sempre estarei ao teu lado. Tudo o que fui, sou e serei, devo a ti. Obrigado por tudo. Obrigado por me socorrer nos momentos mais difíceis; obrigado por celebrar comigo as minhas conquistas; obrigado por estender a mão sempre que precisei, e obrigado por ser mãe, no sentido literal da palavra. Obrigado por ser a melhor do mundo em ser a melhor mãe do mundo.

Te amo.
Do seu filho, Pedro Henrique Costa Krüger
 Pelotas, 02 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pelotas cresce comigo

Há um belo e nobre movimento pela Princesa do Sul. São pelotenses - ou não - apaixonados por esta terra que tanto oferece a todos, dispostos a divulgar o crescimento da cidade.
O movimento ao qual me refiro é o Pelotas Cresce Aqui. Desde o início, aprovei a iniciativa e a divulguei aqui no blog e nas minhas redes sociais. Pelotas cresce, e cresce comigo! Tenho orgulho de ser pelotense. É aqui que nasci, vivo e estudo. Além de vibrar com um clube, também daqui, o Grêmio Esportivo Brasil. Nossa cidade sempre será uma referência no estado, seja pela rica história, pelos doces ou pelo futebol. Temos que ter orgulho disso.
E Pelotas continua a crescer. O objetivo do movimento é levar a todos um novo pensamento, tirando da cabeça que Satolep não cresce mais. Estamos todos unidos, sem nenhuma ligação política, para exibir o nosso amor e orgulho por Pelotas.
Participe do movimento. Divulgue-o. Vista a camisa, assim como fiz. É nossa terra, nossa casa, nossa Pelotas.

Agradeço ao Max, que cuida das redes sociais do movimento, e a Milena, que me atendeu e preparou um belo kit com material da campanha, o qual levarei à minha turma de jornalismo da UFPel.

Mais informações: 
@pelotas_cresce | www.pelotascresceaqui.com.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

São Gonçalo

As águas turvas. O vento fraco e úmido. O céu está limpo. O azul claro preenche todo o fundo da paisagem, a qual parece pintada por mil mãos voluntárias.
Há aves que passam sobrevoando. Alguns galhos boiam nas águas do São Gonçalo. O Sol, das cinco horas da tarde, aquece o pescoço exposto, enquanto vislumbro a calmaria proporcionada pela natureza.


Lutando em vão?

Às vezes, cansamos. Doamos muito, não recebemos "nada". De vez em quando, uma vitória, digna de ser lembrada por todo o sempre, aparece. E nos faz mais felizes e confiantes. Lutamos, esbravejamos e amamos. Porém, a cada ano que passa, parece que há algo maior que impede, de todas as maneiras, nosso crescimento. É histórico. Talvez por sermos os últimos a resistir e por sermos inconformados, loucos e apaixonados. Não desistimos mesmo. Sempre estamos junto. Mas cansa. Estamos, há tempos, dando murros em ponta de faca. Vestimos nossa segunda pele e carregamos no coração um sentimento lindo, inconfundível e difícil de ser encontrado por aí. Somos loucos, doentes e fanáticos. Nem eu entendo, às vezes, aquela multidão que surge. Às vezes, nem eu me compreendo. Por que faço isso? Por que meu coração acelera tanto num dia importante? Por que nasci tão fanático? Acho que, na verdade, fazemos parte de uma nação que nasceu para lutar, independente se iremos sair derrotados ou não. Lutar é nossa missão. Defender o que é nosso, também. 
Desde domingo, estou sem motivação. A derrota está sendo difícil de aceitar. Estávamos lá, novamente, mostrando confiança e fidelidade. Não vencemos. Pensei seriamente a tentar deixar de ser tão alucinado por minha religião. Porém, quando estava entrevistando um aluno da UFPel para um trabalho, vi que somos o que somos porque nascemos assim. Sabe o que o aluno, de 40 anos, me disse? Que ser Xavante era a única coisa boa que possuía. Sabe o que aconteceu na Feira do Livro de Pelotas, ano passado? Um pedreiro, homem perto dos 60 anos, da raça negra, com humildade e brio nos olhos, adquiriu o livro sobre o acidente do Brasil, olhou para o fotógrafo da ZH, Nauro Jr., e disse que seria a primeira vez que leria um livro.
Viram? Nós somos loucos. Nós somos únicos. Negros, brancos, amarelos, verdes... não interessa a cor, religião ou sexo. Nós todos somos iguais, temos as mesmas características. O sangue que corre depressa por nossas veias é diferente. Nem eu consigo explicar. Nem sei por que também nasci assim. Apenas sei que lágrimas escorrem enquanto escrevo isto daqui. É um amor divino e sem nenhum nexo. Por que amamos o Brasil dessa forma? Eu não sei. Não sei mesmo. Gostaria de saber. Mas eu sei que não estamos lutando em vão. Mesmo que, um dia, não exista mais nenhum dessa raça, teremos deixado um legado de amor incondicional por mais de 100 anos, onde sofremos derrotas, humilhações e algumas alegrias. Não conseguirei parar de segui-lo. Já desisti de desistir do rubro-negro. Eu o amo, e assim será por todo o sempre.
@pedrohckruger
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(imagem: Colecionador Xavante)
"É difícil definir a torcida do Brasil de Pelotas. O espetáculo por ela patrocinado, a cada jogo de seu time, é impressionante. A começar pela multidão que vai ao estádio. Segue pela sua alegria. É contagiante. Pulam durante toda tarde. Fazem festa. Extravasam alegria. De um jeito ultrabrasileiro. Dançando, cantando, pulando. A bateria show é fantástica. Tem 50 componentes, aproximadamente, traz consigo todos os instrumentos normais de uma bateria de escola de samba, mais instrumentos de sopro.
A torcida Xavante é, sem dúvida, um fenômeno social. Merece um apurado estudo antropológico. É gente da gente. É povo. Trabalhadores humildes, sofridos, vítimas das barbaridades sociais de nosso País. Na maioria são negros. Bebem um monte. O consumo de cachaça no estádio é enorme. O futebol, para eles, é lazer. O único, talvez. Afinal, neste País de desigualdades, lazer é privilégio de poucos.
Fiquei extasiado com o que vi, domingo, no Bento Freitas. Vibrei com aquela gente. Senti a alegria de todos pela vitória do Brasil sobre o Grêmio. Falei com muitos. Fui assediado por eles. Queriam chegar perto de nós. Muitos maltrapilhos. Alguns desdentados. Outros embriagados, dizendo coisas sem nexo. No meio da alegria geral não faltaram reclamações. Uma professora chegou junto à nossa cabine e se identificou ao Rui Ostermann. Lembrou seu salário humilhante.
Lembrou a briga do magistério em busca de salário dignos. Mas a senhora professora falou, também, em futebol. Ela estava enrolada em um pano vermelho, identificando seu amor pelo Brasil de Pelotas. É assim a torcida do Brasil. É assim o futebol. Feito de povo, de alma, de amor".
Pedro Ernesto Denardin

sábado, 27 de agosto de 2011

Uma literal viagem

Por volta das 10 horas e 15 minutos.

Estou, confortavelmente, sentado na poltrona do ônibus rumo à Noiva do Mar para o IV Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação. Além do conforto, estou desfrutando das músicas de Paul McCartney presentes no meu aparelho celular. Maravilha!
O tempo está fechado, escuro. Neste momento, gotas d'água atingem a lataria do ônibus como uma chuva de meteoritos. Felizmente, a água é bem mais "pacífica". Não sei dizer se estamos na metade do caminho, apesar de ser uma viagem curta - e divertida. A cidade vizinha é "logo ali", não é mesmo? Eu poderia passar horas desta forma: escrevendo, ouvindo música e curtindo o trajeto até Rio Grande. Aliás, escrever não está tão fácil - quando é fácil? -, visto que estamos na estrada. 
Continua chovendo. E bastante. Através da janela vejo uma bela paisagem, afinal o tempo fechado e chuvoso também tem sua beleza. Dentro do ônibus, tudo tranquilo. Uns conversam, outros aproveitam para cochilar e há um guri que escreve. Acho que ele é viciado nisso.
Não sei se tenho algo mais a relatar, mas o farei, se houver chance. É, chega de escrever por enquanto. Vou curtir as músicas e a tranquilidade encontrada. 
Me desejem uma boa viagem, hein?!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por quê?

Muito do que escrevo são apenas palavras jogadas por aqui. São ideias quase sempre abstratas. O que escrevo? Por que escrevo? Eu não sei. Simplesmente vou escrevendo, com direção ou não, por estas linhas imaginárias. O GURI já possui quase 150 postagens, e não sei como escrevi tanto. Não sou um cara com um grande talento para as palavras. Provavelmente escrevo por hobby, e por vontade de mudar algo e/ou passar alguma mensagem. Escrevo por escrever, assim como respiro por respirar. É automático. Nem percebo e já estou escrevendo. E as palavras vão surgindo formando as frases e parágrafos, recheando a página. É, chega de filosofar. Escrevo por alguma razão, a qual não deve despertar meu interesse. Escrever é o motivo, não a causa.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Reviver

Melhor do que relembrar é reviver. Hoje, na casa do Gilberto, o qual é meu amigo há quase dez anos, revivemos o que fazíamos durante horas e horas: jogar Super Nintendo. É verdade que utilizamos, no dia de hoje, um emulador no computador, mas o efeito foi o mesmo.


Disputamos uma partida no clássico Ronaldinho: campeonato brasileiro 98.

Rimos muito e percebemos o quanto jogos como esse fizeram e ainda fazem parte da vida de uma pessoa. Não sei quantas horas "perdi" jogando aquele futebol no SNES. Mas tenho a certeza de que foram muitas, muito mais do que julgo saber. Cada lance que surge no monitor nos remete a alguma lembrança, afinal nós vivemos por muito tempo realizando o que realizamos hoje: jogar até os dedos não aguentarem mais.

Infelizmente, a vida vai passando, compromissos vão surgindo e o tempo vai se esgotando - e faltando, em alguns casos. Porém, reviver algo que nos fez viver com mais prazer há algum tempo tem um valor inestimável. Foram apenas alguns minutos, mas foram suficientes para voltarmos à infância, voltarmos a ser criança. Agradeço ao Giba pelos minutos no (emulador de) Super Nintendo.

Flechada em minh'alma

Com o meu arco e flecha, miro ao alvo. Não posso errar. Talvez eu possa, mas não devo nem quero. Enquanto respiro e estudo o objetivo, pensamentos circulam velozmente minha mente como carrinhos de autorama. A hora é agora. É preciso disparar, e torcer. Coloco cada vez mais força no arco, almejando dar velocidade à flechada. Vai ser certeira. Eu espero. 

Disparei. Naquele curto espaço de tempo o qual a flecha levou para chegar ao seu destino, minha meta poderia estar sendo alcançada, ou não. Todo aquele longo trabalho estava sendo decidido em poucos segundos. Era o Céu ou o Inferno, a vitória ou a derrota, a alegria ou a tristeza. 

Errei. Não acertei aonde queria. Merda! E agora? Desisto? É claro que não. Com um olhar desafiador e com sede de vitória, além de um sorriso estampado no rosto demonstrando confiança, pego mais uma flecha, a posiciono, a disparo e acerto.

Foi mais do que uma flechada certeira, objetiva e de imensa responsabilidade. O alvo havia sido atingido: a minha alma.

Guardei minhas coisas, coloquei a mochila nas costas e saí com a certeza de que estava pronto para o que a vida iria preparar para mim.

domingo, 21 de agosto de 2011

I Just Died In Your Arms

 (Eu apenas morreria nos seus braços)

Eu continuo procurando por alguma coisa que eu não posso ter
Corações partidos, mentiras em todo o meu redor
e eu não vejo uma solução fácil para sair fora disso
O diário dela está sobre a mesa de cabeceira
As cortinas estão fechadas, os gatos estão no berço
Quem poderia pensar que um garoto como eu poderia chegar a isso

Oh, eu apenas morreria nos seus braços hoje à noite
Dever ter sido alguma coisa que você falou
Oh, eu apenas morreria nos seus braços hoje à noite
Eu apenas morreria nos seus braços hoje à noite
Dever ter sido alguma coisa que você falou
Eu deveria ter me afastado

Existe alguma causa para me sentir assim?
Sobre a superfície eu sou um nome em uma lista
Eu tento ser discreto, mas então sopram novamente
Eu fui perdido e encontrado, esse é o meu último erro
Ela ama por mandato, nada dado e tudo tirado
Eu tenho fantasiado muitas vezes
Foi uma noite quente e longa
Ela fez tão fácil, ela me fez sentir bem
Mas está acabado, o momento se foi
Eu segui minhas mãos, não minha cabeça
Eu sei, eu estava errado

I Just Died In Your Arms, interpretada pela banda Northern Kings

sábado, 20 de agosto de 2011

Você pode ser mais do que isso

És inteligente, interessada e esforçada. Uma aluna perfeita. Lê livros interessantes, presta atenção em aula, realiza os trabalhos e estuda. Nada a reclamar. 
Porém, o que fazes aqui, fora da sala? A quem tens dado ouvidos? Um amigo?! Que espécie de amizade é essa? Não precisa zangar-se, apenas peço que faças o de sempre: ser brilhante. 
Haverão muitos fins de semana, festas e risadas. Mas não agora. Tens tudo para crescer e tornar-se uma profissional de sucesso. Não deixe que aquelas piadinhas e tapinhas nas costas a contagiem. Não permita, por favor. Muitos jovens perderam-se dessa forma. 
Vais voltar? Ótimo, assim está melhor. O mundo precisa de ti. Não o deixe na mão.

Poça d'água

Chove demais. Enquanto caminho por esta estrada, a água escorre pelo meu rosto. Amassando barro, continuo a caminhada. Não sei por que estou andando no meio de uma tempestade. O vento frio sopra forte. Folhas das árvores estão sendo arrancadas com violência de seus galhos. Não há ninguém. Minha roupa já está encharcada, meu tênis coberto de lama e a água da chuva continua a escorrer pelo meu rosto. Está frio. Chove tanto que poderia ver passar a Arca de Noé. Mas essa tempestade furiosa não está na Bíblia nem em nenhum lugar do mundo, senão aqui. Logo aqui. 
Tento caminhar mais rápido. Procuro abrigo. Não há nada por perto. Piso em poças d'água a todo momento. Apesar de estar encharcado e com frio, pisar numa dessas nunca é bom. Parece que a água é mais gelada. Mas tanto faz.
Não tem ninguém aqui para dizer a mim que estamos todos no mesmo barco, mas se houvesse, eu estaria fora dele. E lutando contra o vento, a chuva e o frio, enquanto piso em poças d'água.

Algo ocorre na sala 12

Certo dia, no mês de abril de 2011, escrevi um texto (clique aqui para lê-lo) relatando como foi a minha chegada ao campus Porto da UFPel. Era meu primeiro dia. Nossa sala foi a número 12. E neste dia, pela ação do vento (será?) a porta fechou com violência, despedaçando em muitos pedaços o vidro existente. Algumas semanas depois, a porta foi reparada.
Agora, no segundo semestre, estamos na 15, há poucos metros da antiga sala de aula. Para nossa surpresa, nesta última semana, ouvimos um estrondo e o barulho de vidro chocando-se com o chão. Estávamos na rua. Tentando imaginar o que poderia ter acontecido, brincamos que poderia ter sido aquela porta da sala 12. Para nosso espanto, realmente era.
Após termos constatado o estrago, começamos a bolar "teorias". Claro, era apenas mais um motivo para rir. Houveram muitas. A que mais agradou, e arrancou risadas, é a de que existem espíritos de bovinos presos àquelas paredes, as quais antes funcionavam como um frigorífico. Quanta bobagem, haha, mas é o suficiente para rirmos um pouco. É claro que tudo não passa de uma (engraçada) coincidência. Bom, até o momento. Vai que a porta invente de quebrar mais um vidro? Se ocorrer, pode ter certeza que um post estará reservado aqui no GURI. 
Enquanto não ocorre nada novo, estaremos atentos às ações da porta da sala 12.

Grande abraço.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Blogs recomendados por mim

Fala, galera! Quem gosta de escrever, gosta de ler. Sendo assim, sempre estou lendo blogs alheios, de pessoas conhecidas ou não, a fim de entender o que se passa na cabeça de cada um, além de avaliar seus textos. Podemos conhecer alguém pelas palavras, porque para muitos deles a escrita é o caminho mais fácil para desabafar, ou expor suas opiniões. Baseado nisso, colocarei a seguir uma lista de alguns blogs, os quais proporcionam prazer ao lê-los.

Clique no nome do blog para ser redirecionado!
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Márcio Pereira
Blog mantido por um Xavante fiel (qual rubro-negro não é?). O Márcio é um cara que escreve muito bem. Além de suas análises sobre a vida, podemos perceber que a música está presente na confecção dos textos. Vale o clique.

Just go ahead...
Ariadne Siqueira
Essa guria também cursa jornalismo na UFPel. Seu blog conta com textos excelentes. Recomendo, moçada.

Giovani M. Sequeira
Blog do meu primo rio-grandino, o incrível Giovani. Ele não posta nada há meses, uma pena. Porém, com base nos textos publicados, podemos perceber o nível do craque. Esse é seleção! Recomendo demais.

Eduarda Schneider e André Kabke
É mantido por um casal de namorados! Legal, não? Os dois escrevem textos variados, e muito bons! Gosto muito das postagens. Vale a pena conhecer. Ah, e a Eduarda também é da minha turma de jornalismo. Clica aí, tchê.

Karen Costa Krüger
Blog da minha irmã(zinha). Não poderia faltar nesta lista. A Ka vem escrevendo cada vez mais e melhor. A evolução na qualidade dos textos é nítida, e tem agrado a gregos e troianos. Prova disso são os mais de 40 seguidores. É mole? Vale o clique. Beijão do mano, uou.

Leon Saguiné
Mais um blogueiro Xavante! Apesar de não conhecê-lo, seus textos são muito, mas muito bons. Conheci seu blog através de um texto o qual explicava a razão de amar o nosso rubro-negro dos pampas. Clica e conheça.

Camila Costa 
É escrito pela minha colega de faculdade. Eu já escrevi num post dela o quanto a acho talentosa na arte de escrever, e a considero a melhor nisso. Escreve demais! Apesar de escrever mais ao universo feminino, há textos para ambos os sexos. Para melhorar ainda mais, há sempre textos novos! Sem dúvidas, é um blog tão bom quanto pintar com Lukscolor. haha


Galera, esses são os recomendados por mim. Com o tempo, estarei conhecendo novos e brilhantes blogs, e os colocarei aqui. Portanto, este é um post que receberá updates. 

Grande abraço, e boas leituras.

Tudo melhora

Depois de quase duas décadas já possuímos uma boa experiência com as relações sociais. Estamos sempre em contato com outras pessoas, e isso começa desde cedo, na escola. Ao passar dos anos, continuamos a conhecer mais e mais gente. Baseado nisso, afirmo que conseguimos perceber quando alguém não está num dia bom, ou está preocupada com algo/alguém. E como podemos ajudá-la? É bastante simples: com um sorriso. 
Quem me conhece, sabe que estou sempre tentando fazer uma piada. Ela nem sempre é boa, mas já é um motivo para rir. E busco isso porque sorrir é sempre o melhor remédio. Muitos podem estar cansados do dia cheio ou, simplesmente, não possuem motivos para estar feliz. E ninguém sempre está de bem com a vida. É fato. 
Eu posso aparentar estar sempre legal com tudo, mas não é assim. Sorrio, mesmo quando não estou sorrindo, de fato, para ajudar a mim mesmo. É o melhor remédio, lembra? E funciona. O que faço é rir dos meus próprios erros, mas aprender com eles. Não preciso, e nem devo, levar a vida tão a sério. Preciso sê-lo, em alguns momentos, pois não estou aqui para passeio. Porém, posso brincar com a minha vivência terrena, tornando-a mais divertida. Dessa forma, consigo retardar o aparecimento dos cabelos brancos! haha
Então, gurizada, o segredo é sorrir um pouco mais. Tudo melhora dessa forma. Funciona. Acredite.

Abração, e boa sexta-feira!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Sob o céu azul

O coqueiro balança sob o céu azul da Noiva do Mar. O Sol ilumina toda a cidade, mas parece menos intenso em razão de um acidente, o qual vitimou duas pessoas. Em pleno dia dos pais, o clima alegre transformou-se num sentimento de luto. Apesar de estarmos contentes por almoçar com a família rio-grandina, grandes companheiros de jornada, inevitavelmente o acidente sempre está presente nas conversas. O assunto fica naquele vai-e-vem infinito seguido de um barulhento silêncio. No olhar, uma lágrima escorre devido a perda; no rosto, um sorriso por tê-la conhecido.

Minha homenagem a Maria de Lourdes Nunes Massia. 

Dia dos Pais

Dia de dar um abraço no "velho". Aliás, não é só nesse dia, mas em todos. Obrigado por tudo, sr. Adair Krüger.


Bom domingo, galera!

sábado, 13 de agosto de 2011

Cada ser escolhe o que escutar

O restante deve respeitar.

A cada dia lemos e escutamos muitos depoimentos de pessoas revoltadas com a forma a qual a música está atualmente. E ficam cultivando uma intolerância aos que não compartilham das mesmas ideias. Já encheu isso.
Todo mundo sabe que sou um admirador por bandas antigas, principalmente do rock and roll. Já publiquei muitos posts aqui no blog sobre isso. E também acho que a qualidade musical atual não é das melhores, principalmente em nosso país. Porém, é minha opinião e não irei sair xingando quem curte as bandas atuais. 
Sinto pelos fãs. Em minha visão, as bandas as quais eles veneram são ruins, mas isso é minha concepção. Se os caras curtem o trabalho deles, beleza. Não vou deixar de ouvir Supertramp por causa disso. E muitos que ficam "lavando" sobre as bandas, além de desrespeitar seus respectivos fãs, estão fazendo o mesmo o que muitas outras pessoas em décadas passadas fizeram com o rock and roll - não estou fazendo comparações! Deixem os caras curtirem seu pagode, funk ou qualquer estilo musical que quiserem. Somos livres, certo? Em outros tempos, os fãs de rock sofreram também. E note: não faço nenhuma comparação, é apenas uma análise do que as pessoas sofrem/sofreram por gostar de algo o qual vá contra a maioria.
Eu também rio das piadas feitas com as bandas, mesmo que sejam sobre os Beatles. Não podemos levar tudo tão a sério. Porém, o preocupante de tudo isso é a intolerância existente. E a própria intolerância faz crescer a vontade de espalhar sua música pelo mundo. Outra semelhança com o rock, não? E já não basta a intolerância religiosa, sexual e racial, entre tantas outras, no mundo?
Então, gurizada, vocês poderão me ver rindo em razão das piadas sobre as bandas, mas paro por aí. Não irei deixar de falar com alguém que curta uma banda a qual eu não goste.

Para finalizar, acho a maioria das bandas atuais um lixo, mas respeito o trabalho dos caras. Cada um com suas ideias. Já preciso de muito tempo para cuidar de mim mesmo, imagina tentar "converter" os outros?! Cada ser escolhe o que escutar, e o restante respeita. Combinado? 

Grande abraço.

Quanto vale um bom papo?

Será que tem como medir o valor de uma boa conversa? Creio que não. São muitos números para representar o prazer que é ficar entre os amigos jogando conversa fora na companhia do chimarrão. É bom demais!
Foi o que fiz durante um bom tempo no campus: papear. Com uma temperatura agradável, além da lua cheia que iluminava com imensa beleza os céus de Satolep, ficou praticamente impossível não praticar a boa conversa. Assuntos sérios sobre o curso e objetivos sempres estão presentes, assim como as gargalhadas inocentes por piadas nem tão engraçadas. Os minutos parecem segundos quando estamos com os amigos.
E por que questiono quanto vale um bom papo? Não sei. Bah, talvez porque temos o costume de atribuir valor àquilo que dê mais status. Talvez. Mas daí eu percebo que os momentos mais simples são os melhores - leia-se simples, não simplório -, baita clichê. E é um fato. A vida se torna vida dessa forma.
Então já descobriam quanto vale, afinal, um bom papo? Eu já descobri: vale o suficiente para querer repetir.

Grande abraço!

O sino

Não é o sino de Belém nem nenhum sino que você conheça. Nem eu sei que sino é esse. Talvez seja obra de minha imaginação, mas o fato é que ele existe e faz muito barulho. Na verdade, acredito que todos tenham seus "sinos" na cabeça. Sabe por quê? Acabo de descobrir que "sino" é apenas uma analogia à consciência.

Sabe quando ficamos com um peso enorme na consciência? Alguns dizem que fica martelando e outros dizem que parece um sino freneticamente agitado. É, amigos, a consciência está sempre atenta. O arrependimento por um ato feito (ou não feito) fica por tempos preso e nos atormentando. Talvez por algumas horas ou dias, alguns anos ou até para sempre.

Sinos. Como fazemos para pará-los? E eu sei?! Também gostaria de saber. O fato é que tenho boas notícias: ele está cada vez mais silencioso. Como fiz isso? Não sei bem ao certo. Acho que estou agindo corretamente. É a única resposta lógica. Sim! Talvez seja a chave, o segredo, a receita ou o nome que quiser dar. Agir de acordo com as regras implícitas e que todos sabemos é a solução. Eu espero.

Então, meus amigos, cuidem de suas atitudes. O sino não perdoa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O som dos teus passos

Ouça o som que seus passos fazem ao pisar em cima de areia e pedras. 
Estás ouvindo?
Cada passo dado reproduz o som. E quanto mais caminhas, mais passos e mais sons. Daí escutas de novo, de novo e de novo.
É o som do progresso.
Continue!
Não "cale" esse som. O silêncio representa a desistência, o fim da caminhada ou o encerramento de uma jornada.
Não olhe para trás. Continue. E prossiga ouvindo seus passos.
O som é tão bom quanto uma canção dos Beatles. 
Prossiga!
Siga em frente!
Caminhe!
Faça barulho!
Respire fundo, continue e olhe sempre à frente.
E caminhe, caminhe e caminhe. O som dos teus passos devem ser ouvidos.

Pessoas

A humanidade está perdida. Quantas vezes ouvimos (e dizemos) isso? Uma vez, outra vez e outras vezes. Dependendo do contexto, a frase não é nada exagerada. Preocupante, não? 

Porém - graças a Deus há um "porém" nisso tudo -, ao analisarmos todas as pessoas que nos circundam no trabalho, na faculdade e nas ruas, vemos que há muita gente boa. Sempre há aquele que sempre está com um sorriso no rosto mesmo quando não sorri internamente. E isso é falsidade? É e não é, meus amigos. É sempre bom ser recebido com um sorriso. Um sorriso abre portas. Sempre há também aquela pessoa que ajuda sempre que pode. Ou há aquele morador de rua que divide o pouco de seu alimento - quando tem - a algum animal que o acompanha, pois é seu único amigo. Quantas vezes deixamos de estender a mão a alguém que precisa ou não paramos para ouvir aquele músico de rua que solta a voz para sustentar a família? Diversas vezes ou quase sempre. Claro, não temos tanto tempo. E é fato. O mundo atual é assim. Por isso, não podemos dizer que "a humanidade está perdida". Vejo cada vez mais pessoas boas e que nos fazem bem, mesmo sem nos conhecer. Sempre houveram e haverão os bons. Basta olhar com mais cuidado. Eles estão por aí. Talvez nem todos se manifestam por achar que também não há mais ninguém "decente", ou ao menos esforçado.

Não, a humanidade não está perdida. Pode crer nisso.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia do estudante (2011)


Feliz dia do estudante!

Assim como fiz ano passado no dia do estudante, faço agora uma homenagem a todos que estudam em busca da realização dos seus sonhos.

O estudo é fundamental. A educação é fundamental. Esforcem-se nos seus trabalhos, nas suas avaliações, afinal teu nome aparece na identificação. Não vai querer passar vergonha, vai? Então...

Gurizada, estudem! Aproveitem a oportunidade. Muitas pessoas não aproveitaram quando puderam e depois passam a vida convivendo com o arrependimento. Não façam isso com vocês.

Estudar é a luz no fim do túnel, o segredo, a chave e o caminho. Estudar é crescer.

Grande abraço.

Postando, pensando e vivendo.

Enquanto o ponteiro do relógio segue sua trajetória da mesma forma que a Lua faz nos céus, estou em frente ao monitor que quebra um pouco da escuridão. E não me refiro à escuridão da noite, mas dos pensamentos. Não que sejam ruins. Na verdade, acontece de não haver reflexões às vezes. E utilizo essa fonte de luz como se ela estivesse no fim do túnel. Preciso utilizar sua claridade, por mais distante que esteja, para pensar e produzir. Depois de concluir alguma ideia ou um texto qualquer, publico neste espaço que é, talvez, pouco lido. Mas isso não importa tanto como deveria. Apenas a publicação das ideias já é uma forma de tentar espalhar a mais pessoas o que penso, almejo e sou.

Já há mais de uma centena de postagens, e esse número só tende a crescer cada vez mais rápido.

E mesmo quando houver dez mil postagens, não estarei totalmente "traduzido" nestas páginas. Estou em constante movimento de ideias. Posso concordar agora mas discordar amanhã. Nunca se sabe.

Enfim, amigos e leitores, o GURI vive. E continuará vivendo enquanto houver postagens novas aparecendo por aqui.

Supertramp

É uma baita banda, cambada. Para variar, é britânica - que celeiro de grupos incríveis, não? -, e fez muito sucesso nos anos 70 e no início dos anos 80. A banda possuiu muitos membros durante sua trajetória. E ainda existe, faz turnês e tudo mais, mas com uma formação diferente.

E, segundo o Wikipédia, venderam mais de 70 milhões de cópias pelo mundo. É muita coisa.

(Se quiser mais detalhes, clique aqui e seja redirecionado à página da banda no Wikipédia) 


Mas não vim aqui para falar da história da banda, mas da qualidade. O som dos caras é incrível. As letras são belíssimas. Enfim, tudo o que uma banda boa tem que possuir. Se não fosse The Beatles e Legião Urbana, Supertramp seria a banda mais ouvida por mim. Aliás, todas as três recebem uma "atenção especial", pois cada uma possui suas características. 

Para variar, conheci através do pai. Numa noite, eu estava no Terra Sonora (site da Terra para ouvir música), e mostrei a ele o acervo do site e relatei como era de qualidade. Foi quando ele perguntou-me se havia a banda Supertramp. Achei bem diferente o nome e pesquisei, e touché: Eu acabara de conhecer uma das bandas que mais chamariam a minha atenção. E que até hoje escuto.

Um fato engraçado sobre a banda foi quando respondi uma questão feita por uma colega de cursinho sobre "quais bandas eu ouço". Citei algumas e falei da Supertramp. Foi quando ouvi a seguinte frase: Ah, meu pai ouve essa banda. Ri na hora, é claro! Sou um guri bem velho. haha

Enfim, Supertramp é uma banda que recomendo. Se quiser conhecer as melhores músicas, busca por CD's que tragam os maiores sucessos. Foi o que fiz quando não conhecia. Depois que conheci, busquei mais e agora tenho toda a discografia e um show. Acontece.
Grande abraço.

GURI de cara nova!

Como vocês já devem ter percebido, mudei, mais uma vez, a aparência do blog. Espero que esteja mais prático, detalhado e bonito. O GURI merece estar sempre com uma aparência jovem... haha

Com o tempo, talvez, mude novamente a aparência. Mas até lá espero que esta "face" atual seja útil a todos. Particularmente, gostei bastante.

Grande abraço.

Entrevistando Clarice Lispector.

No semestre passado, recebemos a tarefa de realizar uma entrevista. Não era qualquer entrevista, pois deveríamos buscar pessoas ligadas à cultura. Escritores, jornalistas, professores e pessoas conhecidas no ramo eram as melhores opções. Além disso, poderíamos entrevistar personagens de obras literárias. Visivelmente, tínhamos um leque enorme de alternativas interessantes e criativas. 

Num primeiro momento, pensei na Clarice Lispector, mas como havia muito tempo para realizar o trabalho, resolvi esperar e ver se surgia alguma oportunidade legal. Até que num determinado momento percebi que seria interessante entrevistar a Clarice. 

Mas como ela poderia responder às minhas perguntas? Com textos dela, é claro! 

Após aceitar a ideia, busquei dedicar-me ao projeto. Busquei nos dois livros dela que possuo em casa textos que fossem bons - todos eram, na verdade - e que pudessem servir como respostas. Conversei com o professor sobre o trabalho e, posteriormente, troquei emails para sanar algumas dúvidas que surgiam. Assisti a uma entrevista dela concedida à TV Cultura, em 1977. Depois pesquisei sobre sua vida e suas obras, além de buscar livros que pudessem ajudar-me em todo o processo. E encontrei-os. Comprei dois livros: A descoberta do mundo e o Aprendendo a viver. Ambos são coletâneas de textos escritos por ela ao Jornal do Brasil. Com todo esse material em mão, comecei a trabalhar nas perguntas.

E foi incrível, galera! Da mesma forma que relatei aos meus colegas na sala de aula, na apresentação da entrevista, relato aqui: Eu tinha a sensação de a ter entrevistado de verdade. Depois de concluída a entrevista, li e reli o trabalho. Estava, na minha concepção, uma beleza! Além disso, me senti perdidamente apaixonado por ela. Que mulher! haha

Parece até coisa de louco, mas se isso for algum tipo de loucura, não quero voltar a ser normal nunca mais. Aliás, acho que nunca fui normal. Mas isso daria um post enorme...

Enfim, meu trabalho foi bem recebido pelos meus amigos e colegas do curso. E, modéstia à parte, ganhei nota máxima. A nota foi ótima, mas melhor do que isso foi a sensação de ter conhecido a grande escritora Clarice Lispector. Espero que todos tenham a chance de conhecê-la, seja pelos livros ou por suas entrevistas concedidas aos loucos espalhados por este Brasil. 

Se quiser ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Depois da entrevista, ainda fiz uma resenha no semestre. O livro escolhido foi A hora da estrela. Escrito por quem? Ela mesmo! :)

Boa semana. Grande abraço!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O primeiro dia de aula pela segunda vez no ano

Hoje retornei às aulas da faculdade. O jornalismo está de volta. Ainda bem.

No caminho de casa até o Campus, eu e meu pai conversamos. O assunto foi o futebol, como de costume. Ao chegarmos, abri a porta do (lindo) Monza, peguei minha mochila, me despedi, saí e senti o ar úmido característico da cidade - por essa razão, precisei me movimentar rápido antes de mofar. haha
Segui em frente. Passei pelo portão e caminhei por mais alguns metros. Um colega passou de moto, rumo ao estacionamento, e gritou meu nome: - E aí, Pedro! 
Acenei e continuei até chegar à entrada envidraçada da UFPel. Parti em direção à sala de aula - a qual não é mais a 12, mas a 15 -, e no meio do caminho encontrei alguns colegas. Conversamos durante um tempo. Perto das 19:00h, entramos na sala, e revi mais alguns companheiros de jornada. Ao passar dos minutos, a professora chegou assim como outros colegas. E deu-se início ao primeiro dia do segundo semestre.

Espero que eu consiga manter as boas notas e aumentá-las, se for possível, e continuar nadando nessa piscina que me levará ao outro lado, onde lá se encontra meu diploma e a certeza do dever cumprido. 

Até logo mais, amigos.

Atitudes contraditórias

Acredito que a maioria de vocês têm acompanhado os tumultos na Inglaterra. Tudo começou no sábado, em Londres, após a polícia ter baleado um homem. Até aí, tudo bem. As pessoas saíram às ruas para protestar contra toda aquela violência. O que está certo. Chega um momento em que não tem como ficar de braços cruzados. 
Mas - por que sempre tem um "mas" em tudo? -, os protestos, até então pacíficos, transformaram-se numa violência impressionante. E o mais estranho de tudo é o fato das pessoas terem saído às ruas da cidade para combater a mesma violência. E agora, José?
Segundo a Globo.com, os tumultos se espalharam pela Inglaterra. Birmigham e Liverpool já estão na mesma situação: quebra-quebra, saques ao comércio e carros queimados. Está claro que o objetivo principal foi esquecido. Muitos "espertos" estão se aproveitando da situação para fazer baderna e saques. Além disso, pessoas estão sendo feridas.
Galera, sempre defendi as manifestações em busca de melhorias. Porém, não aceito atitudes desse tipo. Querer o fim da violência agindo com violência é tão antagônico quanto o céu e o inferno. Com isso, torço para que a polícia inglesa consiga parar essas ações, e que muitos desses criminosos sejam presos e punidos. 
 
Fica aqui a minha opinião sobre a situação dos tumultos na Inglaterra. Que tudo acabe na melhor forma possível.

Até logo mais.

Leia a notícia na Globo.com

sábado, 6 de agosto de 2011

Num sonho comum.

Numa noite qualquer, num sonho qualquer. Um sonho daqueles em que lembramos apenas alguns segundos. "Apenas".

Não tenho sonhado muito, ultimamente. Não sei se é em razão de querer viver mais a realidade. Ou se, simplesmente, tenho dormido mal. haha

Mas sonhei. Nem lembro direito quando ou em que parte da noite. Alguém falou comigo. Não lembro do rosto, mas sei que não a conhecia. Ela apenas disse-me algumas palavras:

"Continue escrevendo"

Eu poderia perguntar o que significa, mas está tão óbvio. Era para ser assim? O fato mais estranho é que estou escrevendo/criando algumas coisas. Não tenho publicado porque quero escrever ainda mais. E mais estranho ainda é que eu já estava pensando em deletar tudo e deixar para lá.

Se tem algo a ver ou não, vou continuar escrevendo. Talvez o que escrevo tenha um final feliz...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Guri fora dos padrões?

Em parte. 
"Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também..."
Eu sei 
Legião Urbana

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ventania

Para chegar até você estou pedalando. E venta demais.
Estou cansando. Eu sei que preciso chegar aí. Eu quero.
Mas o vento está cada vez mais forte. Pedalo cada vez mais e ando cada vez menos.
Minha razão diz para parar, mas não quero.

E agora?

Não sei o que faço. O vento gelado bate com violência em minha jaqueta. E a rua está deserta.
Só há eu, minha bicicleta, vento e sacolas plásticas voando.
Tenho dificuldades, mas continuo. Preciso chegar. Mas será que consigo?
Começo a achar que não. Parece que tudo tenta evitar. Por quê? É um aviso?

Talvez.

Os fios nos postes vibram com a força dos ventos. As árvores também estão agitadas. Começo forçar para pedalar mais rápido, mas já não tenho tanta energia. Estou cansando.
Aliás, cansado já estou há algum tempo. Estive pedalando, investindo contra o vento. E para quê? Começo a achar que você é o vento.

Ventania.

É. Pelo jeito não irei a lugar algum. Por quê? Porque parei de pedalar. Pela primeira vez, freiei.
Foi um momento tão frio quanto o vento. Foi possível ouvir o atrito entre a borracha do pneu com o asfalto.

Parei. Vou seguir o que a vida - ou o vento - quer. Darei meia-volta. De agora em diante, os ventos estarão ao meu favor.
Adeus. Não! É um até logo. Daqui a um tempo, quem sabe, a ventania passe. Talvez.

Até logo...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Escrever já foi mais fácil

Tudo o que vivemos vai sendo escrito em pedaços de papel enormes. Dureza é quando a vida decide vir e apagar algo daquelas folhas maltratadas. E aí que você vê que escrever já foi mais fácil. Bem mais fácil.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Seja você mesmo... E analise tudo.

Ser diferente, seja na forma de se vestir, de agir, de pensar, enfim, ser algo que vá contra ao que a maioria considera "normal", é mal visto. Estou cansado de encontrar isso na sociedade: Não bebe? Estranho. Tua roupa não é da moda? Ridículo. Teu celular não tem wifi? Pobre. Tu tirou nota 10? CDF. Esses exemplos são apenas alguns entre tantos outros que estão presentes por aí. Atualmente ter personalidade ou ter um pensamento diferente é ser um completo estranho. O certo é sair por aí usando as mesmas roupas (atuais!), as mesmas músicas, beber as mesmas bebidas e, claro, não pensar diferente dos demais. Isso enche o saco!
Que mundo é esse? O legal não é sermos todos diferentes? Cada um com suas características, suas ideias (suas próprias ideias, e não a dos outros!). Isso é o que deixa tudo mais interessante. Talvez o mundo tenha sido sempre assim, não sei, não vivo desde sempre, mas acredito que está num grau alarmante. Na política isso é visível. "Ah, não vou votar na fulana porque ninguém vai, e ela não vai ganhar". Parabéns, "campeão". Tua ideia para ser válida precisa do apoio da maior fatia da população ou você será um tolo. "Legal". Tolo é agir assim.
Cambada, temos que ser o que somos de fato! Não adianta se "agredir" para poder participar desse grupinho. Azar que falem! Azar que julguem! Azar que lhe achem careta! É você. O ruim é não ser quem você é para agradar terceiros. Faça suas escolhas. Interprete tudo à sua volta. Tente enxergar além da película superficial de tudo. Não acredite no primeiro sorriso ou no tapinha nas costas. Talvez não seja o que aparenta ser.

E se você tem medo de agir como é achando que não irá conseguir muitos amigos/companhias, aja do seu jeito, mesmo assim. Os que irão aparecer serão os melhores que você poderá encontrar, pois há muitos "diferentes" por aí. Eles apenas estão camuflados pela maioria feita por atacado. Dica: procure no varejo.

Boa semana.

sábado, 16 de julho de 2011

Não me arrependo deste amor!


quarta-feira, 13 de julho de 2011

#diamundialdorock

Quem me vê passando na rua nem imagina que eu goste (muito) de Rock and Roll. Afinal, não me visto como um rockeiro. Até tenho algumas coisas que remetem ao estilo musical revolucionário, mas nada que os façam pensar que eu sou um rockeiro.
Felizmente, rock não é simplesmente roupas. Elas são papel importante nessa magia musical, e algumas delas são incríveis. Mas rock é música, "simplesmente" isso. 
Considero-me um sortudo por ter muita coisa relacionada ao estilo musical que sempre chamou-me a atenção - valeu, pai! - e é ótimo tudo isso. Poder colocar um fone de ouvido e curtir o "choro" da guitarra de Jimi Hendrix ou Carlos Santana é mágico. Nem preciso comentar sobre os Beatles. Janis Joplin é outra fera, e por isso foi homenageada na minha Intruder. É, o rock faz parte da minha vida. Em razão disso, hoje também é meu dia. É o único aniversário que tenho bem antes do Natal - afinal, nasci na véspera. Ah! rock and roll. Deus deu rock and roll para você, pôs em sua alma¹. Aproveite. Aumente esse volume e mergulhe nesse mar gélido que aquece, numa loucura musical. Escute a batida do coração e ouça a bateria que toca dentro do teu peito. Bem, torça para que essa bateria esteja calma ou vais ter um problema grave - qual o número da SAMU? Só para garantir...
Brincadeiras e analogias à parte, parabéns a todos rockeiros - caracterizados ou não - que encontram nesse estilo musical louco e talentoso uma válvula de escape deste mundo ainda mais louco mas nem tanto talentoso.

Um grande abraço. 

¹ God Gave Rock 'n' Roll To You II - KISS


Time machine

É, e o semestre chega ao fim. Na minha avaliação, fui bem. Na faculdade obtive notas boas, conquistei amizades novas, recebi novos conhecimentos e elaborei trabalhos muito bons (alguns até surpreendentes). Agora nestas férias de quase um mês, ou perto disso, terei mais tempo para colocar em dia as leituras de meus livros - que não são poucos. Além de assistir filmes, séries e documentários que juntei durante esse tempo. Nem sei se terei tempo para tanto, afinal ainda preciso escutar música - é preciso! - além de visitar alguns amigos e amigas por Satolep.
É, a palavra do momento é tempo. Não que eu sofra com falta de tempo durante a faculdade, afinal não trabalho, apenas estudo - o que não deixa de ser um trabalho - mas não é a mesma coisa. Até fiz algumas coisas naqueles dias em que não havia nenhuma tarefa pendente. Foram dias raros. Mas como cantava Renato Russo: temos todo o tempo do mundo. Quem sou eu para discordar?
Mas gostaria de possuir uma máquina do tempo, às vezes. Não aquelas que nos fazem avançar ou retroceder - tá bem, também quero uma dessas! - mas uma que aumente ou diminua a duração de um dia, por exemplo. Entretanto, parando para pensar melhor, eu sou a máquina do tempo, pois eu o controlo e o organizo - tento. E vocês sabem como é, o trabalho mais demorado é aquele que nunca se inicia. Ah, é muita filosofia num post totalmente "bagunçado". Ando de um lado para o outro e não chego em nenhuma conclusão. Se bem que, neste momento, tenho tempo para isso. Aliás, há muitos "tempo's" nesta postagem. Nem vou me atrever a contá-los, pois poderia apertar o botão del sem dó nem piedade. Vamos mudar para time, ok? É, não soa tão bem. Na verdade, soa, mas não estou nenhum pouco a fim de colocar time com itálico toda hora. Entende? Leva tempo demais.
Enfim, jovens apressados e ensandecidos, meu post poderia se resumir a: tentarei fazer um milhão de coisas em um espaço de tempo um tanto reduzido. Simples, prático e rápido. Ficaria bom, não é? É quase um tweet, seria rapidinho escrevê-lo dessa forma. Mas para que, se sou a máquina do tempo, e digo que agora tenho todo o tempo do mundo? Tá, agora fui mesmo, chega de filosofar e tirar a paciência e o tempo de vocês. 

Até logo mais...