Com o meu arco e flecha, miro ao alvo. Não posso errar. Talvez eu possa, mas não devo nem quero. Enquanto respiro e estudo o objetivo, pensamentos circulam velozmente minha mente como carrinhos de autorama. A hora é agora. É preciso disparar, e torcer. Coloco cada vez mais força no arco, almejando dar velocidade à flechada. Vai ser certeira. Eu espero.
Disparei. Naquele curto espaço de tempo o qual a flecha levou para chegar ao seu destino, minha meta poderia estar sendo alcançada, ou não. Todo aquele longo trabalho estava sendo decidido em poucos segundos. Era o Céu ou o Inferno, a vitória ou a derrota, a alegria ou a tristeza.
Errei. Não acertei aonde queria. Merda! E agora? Desisto? É claro que não. Com um olhar desafiador e com sede de vitória, além de um sorriso estampado no rosto demonstrando confiança, pego mais uma flecha, a posiciono, a disparo e acerto.
Foi mais do que uma flechada certeira, objetiva e de imensa responsabilidade. O alvo havia sido atingido: a minha alma.
Guardei minhas coisas, coloquei a mochila nas costas e saí com a certeza de que estava pronto para o que a vida iria preparar para mim.
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