terça-feira, 30 de agosto de 2011

Lutando em vão?

Às vezes, cansamos. Doamos muito, não recebemos "nada". De vez em quando, uma vitória, digna de ser lembrada por todo o sempre, aparece. E nos faz mais felizes e confiantes. Lutamos, esbravejamos e amamos. Porém, a cada ano que passa, parece que há algo maior que impede, de todas as maneiras, nosso crescimento. É histórico. Talvez por sermos os últimos a resistir e por sermos inconformados, loucos e apaixonados. Não desistimos mesmo. Sempre estamos junto. Mas cansa. Estamos, há tempos, dando murros em ponta de faca. Vestimos nossa segunda pele e carregamos no coração um sentimento lindo, inconfundível e difícil de ser encontrado por aí. Somos loucos, doentes e fanáticos. Nem eu entendo, às vezes, aquela multidão que surge. Às vezes, nem eu me compreendo. Por que faço isso? Por que meu coração acelera tanto num dia importante? Por que nasci tão fanático? Acho que, na verdade, fazemos parte de uma nação que nasceu para lutar, independente se iremos sair derrotados ou não. Lutar é nossa missão. Defender o que é nosso, também. 
Desde domingo, estou sem motivação. A derrota está sendo difícil de aceitar. Estávamos lá, novamente, mostrando confiança e fidelidade. Não vencemos. Pensei seriamente a tentar deixar de ser tão alucinado por minha religião. Porém, quando estava entrevistando um aluno da UFPel para um trabalho, vi que somos o que somos porque nascemos assim. Sabe o que o aluno, de 40 anos, me disse? Que ser Xavante era a única coisa boa que possuía. Sabe o que aconteceu na Feira do Livro de Pelotas, ano passado? Um pedreiro, homem perto dos 60 anos, da raça negra, com humildade e brio nos olhos, adquiriu o livro sobre o acidente do Brasil, olhou para o fotógrafo da ZH, Nauro Jr., e disse que seria a primeira vez que leria um livro.
Viram? Nós somos loucos. Nós somos únicos. Negros, brancos, amarelos, verdes... não interessa a cor, religião ou sexo. Nós todos somos iguais, temos as mesmas características. O sangue que corre depressa por nossas veias é diferente. Nem eu consigo explicar. Nem sei por que também nasci assim. Apenas sei que lágrimas escorrem enquanto escrevo isto daqui. É um amor divino e sem nenhum nexo. Por que amamos o Brasil dessa forma? Eu não sei. Não sei mesmo. Gostaria de saber. Mas eu sei que não estamos lutando em vão. Mesmo que, um dia, não exista mais nenhum dessa raça, teremos deixado um legado de amor incondicional por mais de 100 anos, onde sofremos derrotas, humilhações e algumas alegrias. Não conseguirei parar de segui-lo. Já desisti de desistir do rubro-negro. Eu o amo, e assim será por todo o sempre.
@pedrohckruger
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(imagem: Colecionador Xavante)
"É difícil definir a torcida do Brasil de Pelotas. O espetáculo por ela patrocinado, a cada jogo de seu time, é impressionante. A começar pela multidão que vai ao estádio. Segue pela sua alegria. É contagiante. Pulam durante toda tarde. Fazem festa. Extravasam alegria. De um jeito ultrabrasileiro. Dançando, cantando, pulando. A bateria show é fantástica. Tem 50 componentes, aproximadamente, traz consigo todos os instrumentos normais de uma bateria de escola de samba, mais instrumentos de sopro.
A torcida Xavante é, sem dúvida, um fenômeno social. Merece um apurado estudo antropológico. É gente da gente. É povo. Trabalhadores humildes, sofridos, vítimas das barbaridades sociais de nosso País. Na maioria são negros. Bebem um monte. O consumo de cachaça no estádio é enorme. O futebol, para eles, é lazer. O único, talvez. Afinal, neste País de desigualdades, lazer é privilégio de poucos.
Fiquei extasiado com o que vi, domingo, no Bento Freitas. Vibrei com aquela gente. Senti a alegria de todos pela vitória do Brasil sobre o Grêmio. Falei com muitos. Fui assediado por eles. Queriam chegar perto de nós. Muitos maltrapilhos. Alguns desdentados. Outros embriagados, dizendo coisas sem nexo. No meio da alegria geral não faltaram reclamações. Uma professora chegou junto à nossa cabine e se identificou ao Rui Ostermann. Lembrou seu salário humilhante.
Lembrou a briga do magistério em busca de salário dignos. Mas a senhora professora falou, também, em futebol. Ela estava enrolada em um pano vermelho, identificando seu amor pelo Brasil de Pelotas. É assim a torcida do Brasil. É assim o futebol. Feito de povo, de alma, de amor".
Pedro Ernesto Denardin

sábado, 27 de agosto de 2011

Uma literal viagem

Por volta das 10 horas e 15 minutos.

Estou, confortavelmente, sentado na poltrona do ônibus rumo à Noiva do Mar para o IV Encontro Estadual de Jornalistas em Assessoria de Comunicação. Além do conforto, estou desfrutando das músicas de Paul McCartney presentes no meu aparelho celular. Maravilha!
O tempo está fechado, escuro. Neste momento, gotas d'água atingem a lataria do ônibus como uma chuva de meteoritos. Felizmente, a água é bem mais "pacífica". Não sei dizer se estamos na metade do caminho, apesar de ser uma viagem curta - e divertida. A cidade vizinha é "logo ali", não é mesmo? Eu poderia passar horas desta forma: escrevendo, ouvindo música e curtindo o trajeto até Rio Grande. Aliás, escrever não está tão fácil - quando é fácil? -, visto que estamos na estrada. 
Continua chovendo. E bastante. Através da janela vejo uma bela paisagem, afinal o tempo fechado e chuvoso também tem sua beleza. Dentro do ônibus, tudo tranquilo. Uns conversam, outros aproveitam para cochilar e há um guri que escreve. Acho que ele é viciado nisso.
Não sei se tenho algo mais a relatar, mas o farei, se houver chance. É, chega de escrever por enquanto. Vou curtir as músicas e a tranquilidade encontrada. 
Me desejem uma boa viagem, hein?!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por quê?

Muito do que escrevo são apenas palavras jogadas por aqui. São ideias quase sempre abstratas. O que escrevo? Por que escrevo? Eu não sei. Simplesmente vou escrevendo, com direção ou não, por estas linhas imaginárias. O GURI já possui quase 150 postagens, e não sei como escrevi tanto. Não sou um cara com um grande talento para as palavras. Provavelmente escrevo por hobby, e por vontade de mudar algo e/ou passar alguma mensagem. Escrevo por escrever, assim como respiro por respirar. É automático. Nem percebo e já estou escrevendo. E as palavras vão surgindo formando as frases e parágrafos, recheando a página. É, chega de filosofar. Escrevo por alguma razão, a qual não deve despertar meu interesse. Escrever é o motivo, não a causa.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Reviver

Melhor do que relembrar é reviver. Hoje, na casa do Gilberto, o qual é meu amigo há quase dez anos, revivemos o que fazíamos durante horas e horas: jogar Super Nintendo. É verdade que utilizamos, no dia de hoje, um emulador no computador, mas o efeito foi o mesmo.


Disputamos uma partida no clássico Ronaldinho: campeonato brasileiro 98.

Rimos muito e percebemos o quanto jogos como esse fizeram e ainda fazem parte da vida de uma pessoa. Não sei quantas horas "perdi" jogando aquele futebol no SNES. Mas tenho a certeza de que foram muitas, muito mais do que julgo saber. Cada lance que surge no monitor nos remete a alguma lembrança, afinal nós vivemos por muito tempo realizando o que realizamos hoje: jogar até os dedos não aguentarem mais.

Infelizmente, a vida vai passando, compromissos vão surgindo e o tempo vai se esgotando - e faltando, em alguns casos. Porém, reviver algo que nos fez viver com mais prazer há algum tempo tem um valor inestimável. Foram apenas alguns minutos, mas foram suficientes para voltarmos à infância, voltarmos a ser criança. Agradeço ao Giba pelos minutos no (emulador de) Super Nintendo.

Flechada em minh'alma

Com o meu arco e flecha, miro ao alvo. Não posso errar. Talvez eu possa, mas não devo nem quero. Enquanto respiro e estudo o objetivo, pensamentos circulam velozmente minha mente como carrinhos de autorama. A hora é agora. É preciso disparar, e torcer. Coloco cada vez mais força no arco, almejando dar velocidade à flechada. Vai ser certeira. Eu espero. 

Disparei. Naquele curto espaço de tempo o qual a flecha levou para chegar ao seu destino, minha meta poderia estar sendo alcançada, ou não. Todo aquele longo trabalho estava sendo decidido em poucos segundos. Era o Céu ou o Inferno, a vitória ou a derrota, a alegria ou a tristeza. 

Errei. Não acertei aonde queria. Merda! E agora? Desisto? É claro que não. Com um olhar desafiador e com sede de vitória, além de um sorriso estampado no rosto demonstrando confiança, pego mais uma flecha, a posiciono, a disparo e acerto.

Foi mais do que uma flechada certeira, objetiva e de imensa responsabilidade. O alvo havia sido atingido: a minha alma.

Guardei minhas coisas, coloquei a mochila nas costas e saí com a certeza de que estava pronto para o que a vida iria preparar para mim.

domingo, 21 de agosto de 2011

I Just Died In Your Arms

 (Eu apenas morreria nos seus braços)

Eu continuo procurando por alguma coisa que eu não posso ter
Corações partidos, mentiras em todo o meu redor
e eu não vejo uma solução fácil para sair fora disso
O diário dela está sobre a mesa de cabeceira
As cortinas estão fechadas, os gatos estão no berço
Quem poderia pensar que um garoto como eu poderia chegar a isso

Oh, eu apenas morreria nos seus braços hoje à noite
Dever ter sido alguma coisa que você falou
Oh, eu apenas morreria nos seus braços hoje à noite
Eu apenas morreria nos seus braços hoje à noite
Dever ter sido alguma coisa que você falou
Eu deveria ter me afastado

Existe alguma causa para me sentir assim?
Sobre a superfície eu sou um nome em uma lista
Eu tento ser discreto, mas então sopram novamente
Eu fui perdido e encontrado, esse é o meu último erro
Ela ama por mandato, nada dado e tudo tirado
Eu tenho fantasiado muitas vezes
Foi uma noite quente e longa
Ela fez tão fácil, ela me fez sentir bem
Mas está acabado, o momento se foi
Eu segui minhas mãos, não minha cabeça
Eu sei, eu estava errado

I Just Died In Your Arms, interpretada pela banda Northern Kings

sábado, 20 de agosto de 2011

Você pode ser mais do que isso

És inteligente, interessada e esforçada. Uma aluna perfeita. Lê livros interessantes, presta atenção em aula, realiza os trabalhos e estuda. Nada a reclamar. 
Porém, o que fazes aqui, fora da sala? A quem tens dado ouvidos? Um amigo?! Que espécie de amizade é essa? Não precisa zangar-se, apenas peço que faças o de sempre: ser brilhante. 
Haverão muitos fins de semana, festas e risadas. Mas não agora. Tens tudo para crescer e tornar-se uma profissional de sucesso. Não deixe que aquelas piadinhas e tapinhas nas costas a contagiem. Não permita, por favor. Muitos jovens perderam-se dessa forma. 
Vais voltar? Ótimo, assim está melhor. O mundo precisa de ti. Não o deixe na mão.

Poça d'água

Chove demais. Enquanto caminho por esta estrada, a água escorre pelo meu rosto. Amassando barro, continuo a caminhada. Não sei por que estou andando no meio de uma tempestade. O vento frio sopra forte. Folhas das árvores estão sendo arrancadas com violência de seus galhos. Não há ninguém. Minha roupa já está encharcada, meu tênis coberto de lama e a água da chuva continua a escorrer pelo meu rosto. Está frio. Chove tanto que poderia ver passar a Arca de Noé. Mas essa tempestade furiosa não está na Bíblia nem em nenhum lugar do mundo, senão aqui. Logo aqui. 
Tento caminhar mais rápido. Procuro abrigo. Não há nada por perto. Piso em poças d'água a todo momento. Apesar de estar encharcado e com frio, pisar numa dessas nunca é bom. Parece que a água é mais gelada. Mas tanto faz.
Não tem ninguém aqui para dizer a mim que estamos todos no mesmo barco, mas se houvesse, eu estaria fora dele. E lutando contra o vento, a chuva e o frio, enquanto piso em poças d'água.

Algo ocorre na sala 12

Certo dia, no mês de abril de 2011, escrevi um texto (clique aqui para lê-lo) relatando como foi a minha chegada ao campus Porto da UFPel. Era meu primeiro dia. Nossa sala foi a número 12. E neste dia, pela ação do vento (será?) a porta fechou com violência, despedaçando em muitos pedaços o vidro existente. Algumas semanas depois, a porta foi reparada.
Agora, no segundo semestre, estamos na 15, há poucos metros da antiga sala de aula. Para nossa surpresa, nesta última semana, ouvimos um estrondo e o barulho de vidro chocando-se com o chão. Estávamos na rua. Tentando imaginar o que poderia ter acontecido, brincamos que poderia ter sido aquela porta da sala 12. Para nosso espanto, realmente era.
Após termos constatado o estrago, começamos a bolar "teorias". Claro, era apenas mais um motivo para rir. Houveram muitas. A que mais agradou, e arrancou risadas, é a de que existem espíritos de bovinos presos àquelas paredes, as quais antes funcionavam como um frigorífico. Quanta bobagem, haha, mas é o suficiente para rirmos um pouco. É claro que tudo não passa de uma (engraçada) coincidência. Bom, até o momento. Vai que a porta invente de quebrar mais um vidro? Se ocorrer, pode ter certeza que um post estará reservado aqui no GURI. 
Enquanto não ocorre nada novo, estaremos atentos às ações da porta da sala 12.

Grande abraço.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Blogs recomendados por mim

Fala, galera! Quem gosta de escrever, gosta de ler. Sendo assim, sempre estou lendo blogs alheios, de pessoas conhecidas ou não, a fim de entender o que se passa na cabeça de cada um, além de avaliar seus textos. Podemos conhecer alguém pelas palavras, porque para muitos deles a escrita é o caminho mais fácil para desabafar, ou expor suas opiniões. Baseado nisso, colocarei a seguir uma lista de alguns blogs, os quais proporcionam prazer ao lê-los.

Clique no nome do blog para ser redirecionado!
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Márcio Pereira
Blog mantido por um Xavante fiel (qual rubro-negro não é?). O Márcio é um cara que escreve muito bem. Além de suas análises sobre a vida, podemos perceber que a música está presente na confecção dos textos. Vale o clique.

Just go ahead...
Ariadne Siqueira
Essa guria também cursa jornalismo na UFPel. Seu blog conta com textos excelentes. Recomendo, moçada.

Giovani M. Sequeira
Blog do meu primo rio-grandino, o incrível Giovani. Ele não posta nada há meses, uma pena. Porém, com base nos textos publicados, podemos perceber o nível do craque. Esse é seleção! Recomendo demais.

Eduarda Schneider e André Kabke
É mantido por um casal de namorados! Legal, não? Os dois escrevem textos variados, e muito bons! Gosto muito das postagens. Vale a pena conhecer. Ah, e a Eduarda também é da minha turma de jornalismo. Clica aí, tchê.

Karen Costa Krüger
Blog da minha irmã(zinha). Não poderia faltar nesta lista. A Ka vem escrevendo cada vez mais e melhor. A evolução na qualidade dos textos é nítida, e tem agrado a gregos e troianos. Prova disso são os mais de 40 seguidores. É mole? Vale o clique. Beijão do mano, uou.

Leon Saguiné
Mais um blogueiro Xavante! Apesar de não conhecê-lo, seus textos são muito, mas muito bons. Conheci seu blog através de um texto o qual explicava a razão de amar o nosso rubro-negro dos pampas. Clica e conheça.

Camila Costa 
É escrito pela minha colega de faculdade. Eu já escrevi num post dela o quanto a acho talentosa na arte de escrever, e a considero a melhor nisso. Escreve demais! Apesar de escrever mais ao universo feminino, há textos para ambos os sexos. Para melhorar ainda mais, há sempre textos novos! Sem dúvidas, é um blog tão bom quanto pintar com Lukscolor. haha


Galera, esses são os recomendados por mim. Com o tempo, estarei conhecendo novos e brilhantes blogs, e os colocarei aqui. Portanto, este é um post que receberá updates. 

Grande abraço, e boas leituras.

Tudo melhora

Depois de quase duas décadas já possuímos uma boa experiência com as relações sociais. Estamos sempre em contato com outras pessoas, e isso começa desde cedo, na escola. Ao passar dos anos, continuamos a conhecer mais e mais gente. Baseado nisso, afirmo que conseguimos perceber quando alguém não está num dia bom, ou está preocupada com algo/alguém. E como podemos ajudá-la? É bastante simples: com um sorriso. 
Quem me conhece, sabe que estou sempre tentando fazer uma piada. Ela nem sempre é boa, mas já é um motivo para rir. E busco isso porque sorrir é sempre o melhor remédio. Muitos podem estar cansados do dia cheio ou, simplesmente, não possuem motivos para estar feliz. E ninguém sempre está de bem com a vida. É fato. 
Eu posso aparentar estar sempre legal com tudo, mas não é assim. Sorrio, mesmo quando não estou sorrindo, de fato, para ajudar a mim mesmo. É o melhor remédio, lembra? E funciona. O que faço é rir dos meus próprios erros, mas aprender com eles. Não preciso, e nem devo, levar a vida tão a sério. Preciso sê-lo, em alguns momentos, pois não estou aqui para passeio. Porém, posso brincar com a minha vivência terrena, tornando-a mais divertida. Dessa forma, consigo retardar o aparecimento dos cabelos brancos! haha
Então, gurizada, o segredo é sorrir um pouco mais. Tudo melhora dessa forma. Funciona. Acredite.

Abração, e boa sexta-feira!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

Sob o céu azul

O coqueiro balança sob o céu azul da Noiva do Mar. O Sol ilumina toda a cidade, mas parece menos intenso em razão de um acidente, o qual vitimou duas pessoas. Em pleno dia dos pais, o clima alegre transformou-se num sentimento de luto. Apesar de estarmos contentes por almoçar com a família rio-grandina, grandes companheiros de jornada, inevitavelmente o acidente sempre está presente nas conversas. O assunto fica naquele vai-e-vem infinito seguido de um barulhento silêncio. No olhar, uma lágrima escorre devido a perda; no rosto, um sorriso por tê-la conhecido.

Minha homenagem a Maria de Lourdes Nunes Massia. 

Dia dos Pais

Dia de dar um abraço no "velho". Aliás, não é só nesse dia, mas em todos. Obrigado por tudo, sr. Adair Krüger.


Bom domingo, galera!

sábado, 13 de agosto de 2011

Cada ser escolhe o que escutar

O restante deve respeitar.

A cada dia lemos e escutamos muitos depoimentos de pessoas revoltadas com a forma a qual a música está atualmente. E ficam cultivando uma intolerância aos que não compartilham das mesmas ideias. Já encheu isso.
Todo mundo sabe que sou um admirador por bandas antigas, principalmente do rock and roll. Já publiquei muitos posts aqui no blog sobre isso. E também acho que a qualidade musical atual não é das melhores, principalmente em nosso país. Porém, é minha opinião e não irei sair xingando quem curte as bandas atuais. 
Sinto pelos fãs. Em minha visão, as bandas as quais eles veneram são ruins, mas isso é minha concepção. Se os caras curtem o trabalho deles, beleza. Não vou deixar de ouvir Supertramp por causa disso. E muitos que ficam "lavando" sobre as bandas, além de desrespeitar seus respectivos fãs, estão fazendo o mesmo o que muitas outras pessoas em décadas passadas fizeram com o rock and roll - não estou fazendo comparações! Deixem os caras curtirem seu pagode, funk ou qualquer estilo musical que quiserem. Somos livres, certo? Em outros tempos, os fãs de rock sofreram também. E note: não faço nenhuma comparação, é apenas uma análise do que as pessoas sofrem/sofreram por gostar de algo o qual vá contra a maioria.
Eu também rio das piadas feitas com as bandas, mesmo que sejam sobre os Beatles. Não podemos levar tudo tão a sério. Porém, o preocupante de tudo isso é a intolerância existente. E a própria intolerância faz crescer a vontade de espalhar sua música pelo mundo. Outra semelhança com o rock, não? E já não basta a intolerância religiosa, sexual e racial, entre tantas outras, no mundo?
Então, gurizada, vocês poderão me ver rindo em razão das piadas sobre as bandas, mas paro por aí. Não irei deixar de falar com alguém que curta uma banda a qual eu não goste.

Para finalizar, acho a maioria das bandas atuais um lixo, mas respeito o trabalho dos caras. Cada um com suas ideias. Já preciso de muito tempo para cuidar de mim mesmo, imagina tentar "converter" os outros?! Cada ser escolhe o que escutar, e o restante respeita. Combinado? 

Grande abraço.

Quanto vale um bom papo?

Será que tem como medir o valor de uma boa conversa? Creio que não. São muitos números para representar o prazer que é ficar entre os amigos jogando conversa fora na companhia do chimarrão. É bom demais!
Foi o que fiz durante um bom tempo no campus: papear. Com uma temperatura agradável, além da lua cheia que iluminava com imensa beleza os céus de Satolep, ficou praticamente impossível não praticar a boa conversa. Assuntos sérios sobre o curso e objetivos sempres estão presentes, assim como as gargalhadas inocentes por piadas nem tão engraçadas. Os minutos parecem segundos quando estamos com os amigos.
E por que questiono quanto vale um bom papo? Não sei. Bah, talvez porque temos o costume de atribuir valor àquilo que dê mais status. Talvez. Mas daí eu percebo que os momentos mais simples são os melhores - leia-se simples, não simplório -, baita clichê. E é um fato. A vida se torna vida dessa forma.
Então já descobriam quanto vale, afinal, um bom papo? Eu já descobri: vale o suficiente para querer repetir.

Grande abraço!

O sino

Não é o sino de Belém nem nenhum sino que você conheça. Nem eu sei que sino é esse. Talvez seja obra de minha imaginação, mas o fato é que ele existe e faz muito barulho. Na verdade, acredito que todos tenham seus "sinos" na cabeça. Sabe por quê? Acabo de descobrir que "sino" é apenas uma analogia à consciência.

Sabe quando ficamos com um peso enorme na consciência? Alguns dizem que fica martelando e outros dizem que parece um sino freneticamente agitado. É, amigos, a consciência está sempre atenta. O arrependimento por um ato feito (ou não feito) fica por tempos preso e nos atormentando. Talvez por algumas horas ou dias, alguns anos ou até para sempre.

Sinos. Como fazemos para pará-los? E eu sei?! Também gostaria de saber. O fato é que tenho boas notícias: ele está cada vez mais silencioso. Como fiz isso? Não sei bem ao certo. Acho que estou agindo corretamente. É a única resposta lógica. Sim! Talvez seja a chave, o segredo, a receita ou o nome que quiser dar. Agir de acordo com as regras implícitas e que todos sabemos é a solução. Eu espero.

Então, meus amigos, cuidem de suas atitudes. O sino não perdoa.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O som dos teus passos

Ouça o som que seus passos fazem ao pisar em cima de areia e pedras. 
Estás ouvindo?
Cada passo dado reproduz o som. E quanto mais caminhas, mais passos e mais sons. Daí escutas de novo, de novo e de novo.
É o som do progresso.
Continue!
Não "cale" esse som. O silêncio representa a desistência, o fim da caminhada ou o encerramento de uma jornada.
Não olhe para trás. Continue. E prossiga ouvindo seus passos.
O som é tão bom quanto uma canção dos Beatles. 
Prossiga!
Siga em frente!
Caminhe!
Faça barulho!
Respire fundo, continue e olhe sempre à frente.
E caminhe, caminhe e caminhe. O som dos teus passos devem ser ouvidos.

Pessoas

A humanidade está perdida. Quantas vezes ouvimos (e dizemos) isso? Uma vez, outra vez e outras vezes. Dependendo do contexto, a frase não é nada exagerada. Preocupante, não? 

Porém - graças a Deus há um "porém" nisso tudo -, ao analisarmos todas as pessoas que nos circundam no trabalho, na faculdade e nas ruas, vemos que há muita gente boa. Sempre há aquele que sempre está com um sorriso no rosto mesmo quando não sorri internamente. E isso é falsidade? É e não é, meus amigos. É sempre bom ser recebido com um sorriso. Um sorriso abre portas. Sempre há também aquela pessoa que ajuda sempre que pode. Ou há aquele morador de rua que divide o pouco de seu alimento - quando tem - a algum animal que o acompanha, pois é seu único amigo. Quantas vezes deixamos de estender a mão a alguém que precisa ou não paramos para ouvir aquele músico de rua que solta a voz para sustentar a família? Diversas vezes ou quase sempre. Claro, não temos tanto tempo. E é fato. O mundo atual é assim. Por isso, não podemos dizer que "a humanidade está perdida". Vejo cada vez mais pessoas boas e que nos fazem bem, mesmo sem nos conhecer. Sempre houveram e haverão os bons. Basta olhar com mais cuidado. Eles estão por aí. Talvez nem todos se manifestam por achar que também não há mais ninguém "decente", ou ao menos esforçado.

Não, a humanidade não está perdida. Pode crer nisso.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia do estudante (2011)


Feliz dia do estudante!

Assim como fiz ano passado no dia do estudante, faço agora uma homenagem a todos que estudam em busca da realização dos seus sonhos.

O estudo é fundamental. A educação é fundamental. Esforcem-se nos seus trabalhos, nas suas avaliações, afinal teu nome aparece na identificação. Não vai querer passar vergonha, vai? Então...

Gurizada, estudem! Aproveitem a oportunidade. Muitas pessoas não aproveitaram quando puderam e depois passam a vida convivendo com o arrependimento. Não façam isso com vocês.

Estudar é a luz no fim do túnel, o segredo, a chave e o caminho. Estudar é crescer.

Grande abraço.

Postando, pensando e vivendo.

Enquanto o ponteiro do relógio segue sua trajetória da mesma forma que a Lua faz nos céus, estou em frente ao monitor que quebra um pouco da escuridão. E não me refiro à escuridão da noite, mas dos pensamentos. Não que sejam ruins. Na verdade, acontece de não haver reflexões às vezes. E utilizo essa fonte de luz como se ela estivesse no fim do túnel. Preciso utilizar sua claridade, por mais distante que esteja, para pensar e produzir. Depois de concluir alguma ideia ou um texto qualquer, publico neste espaço que é, talvez, pouco lido. Mas isso não importa tanto como deveria. Apenas a publicação das ideias já é uma forma de tentar espalhar a mais pessoas o que penso, almejo e sou.

Já há mais de uma centena de postagens, e esse número só tende a crescer cada vez mais rápido.

E mesmo quando houver dez mil postagens, não estarei totalmente "traduzido" nestas páginas. Estou em constante movimento de ideias. Posso concordar agora mas discordar amanhã. Nunca se sabe.

Enfim, amigos e leitores, o GURI vive. E continuará vivendo enquanto houver postagens novas aparecendo por aqui.

Supertramp

É uma baita banda, cambada. Para variar, é britânica - que celeiro de grupos incríveis, não? -, e fez muito sucesso nos anos 70 e no início dos anos 80. A banda possuiu muitos membros durante sua trajetória. E ainda existe, faz turnês e tudo mais, mas com uma formação diferente.

E, segundo o Wikipédia, venderam mais de 70 milhões de cópias pelo mundo. É muita coisa.

(Se quiser mais detalhes, clique aqui e seja redirecionado à página da banda no Wikipédia) 


Mas não vim aqui para falar da história da banda, mas da qualidade. O som dos caras é incrível. As letras são belíssimas. Enfim, tudo o que uma banda boa tem que possuir. Se não fosse The Beatles e Legião Urbana, Supertramp seria a banda mais ouvida por mim. Aliás, todas as três recebem uma "atenção especial", pois cada uma possui suas características. 

Para variar, conheci através do pai. Numa noite, eu estava no Terra Sonora (site da Terra para ouvir música), e mostrei a ele o acervo do site e relatei como era de qualidade. Foi quando ele perguntou-me se havia a banda Supertramp. Achei bem diferente o nome e pesquisei, e touché: Eu acabara de conhecer uma das bandas que mais chamariam a minha atenção. E que até hoje escuto.

Um fato engraçado sobre a banda foi quando respondi uma questão feita por uma colega de cursinho sobre "quais bandas eu ouço". Citei algumas e falei da Supertramp. Foi quando ouvi a seguinte frase: Ah, meu pai ouve essa banda. Ri na hora, é claro! Sou um guri bem velho. haha

Enfim, Supertramp é uma banda que recomendo. Se quiser conhecer as melhores músicas, busca por CD's que tragam os maiores sucessos. Foi o que fiz quando não conhecia. Depois que conheci, busquei mais e agora tenho toda a discografia e um show. Acontece.
Grande abraço.

GURI de cara nova!

Como vocês já devem ter percebido, mudei, mais uma vez, a aparência do blog. Espero que esteja mais prático, detalhado e bonito. O GURI merece estar sempre com uma aparência jovem... haha

Com o tempo, talvez, mude novamente a aparência. Mas até lá espero que esta "face" atual seja útil a todos. Particularmente, gostei bastante.

Grande abraço.

Entrevistando Clarice Lispector.

No semestre passado, recebemos a tarefa de realizar uma entrevista. Não era qualquer entrevista, pois deveríamos buscar pessoas ligadas à cultura. Escritores, jornalistas, professores e pessoas conhecidas no ramo eram as melhores opções. Além disso, poderíamos entrevistar personagens de obras literárias. Visivelmente, tínhamos um leque enorme de alternativas interessantes e criativas. 

Num primeiro momento, pensei na Clarice Lispector, mas como havia muito tempo para realizar o trabalho, resolvi esperar e ver se surgia alguma oportunidade legal. Até que num determinado momento percebi que seria interessante entrevistar a Clarice. 

Mas como ela poderia responder às minhas perguntas? Com textos dela, é claro! 

Após aceitar a ideia, busquei dedicar-me ao projeto. Busquei nos dois livros dela que possuo em casa textos que fossem bons - todos eram, na verdade - e que pudessem servir como respostas. Conversei com o professor sobre o trabalho e, posteriormente, troquei emails para sanar algumas dúvidas que surgiam. Assisti a uma entrevista dela concedida à TV Cultura, em 1977. Depois pesquisei sobre sua vida e suas obras, além de buscar livros que pudessem ajudar-me em todo o processo. E encontrei-os. Comprei dois livros: A descoberta do mundo e o Aprendendo a viver. Ambos são coletâneas de textos escritos por ela ao Jornal do Brasil. Com todo esse material em mão, comecei a trabalhar nas perguntas.

E foi incrível, galera! Da mesma forma que relatei aos meus colegas na sala de aula, na apresentação da entrevista, relato aqui: Eu tinha a sensação de a ter entrevistado de verdade. Depois de concluída a entrevista, li e reli o trabalho. Estava, na minha concepção, uma beleza! Além disso, me senti perdidamente apaixonado por ela. Que mulher! haha

Parece até coisa de louco, mas se isso for algum tipo de loucura, não quero voltar a ser normal nunca mais. Aliás, acho que nunca fui normal. Mas isso daria um post enorme...

Enfim, meu trabalho foi bem recebido pelos meus amigos e colegas do curso. E, modéstia à parte, ganhei nota máxima. A nota foi ótima, mas melhor do que isso foi a sensação de ter conhecido a grande escritora Clarice Lispector. Espero que todos tenham a chance de conhecê-la, seja pelos livros ou por suas entrevistas concedidas aos loucos espalhados por este Brasil. 

Se quiser ler a entrevista na íntegra, clique aqui.

Depois da entrevista, ainda fiz uma resenha no semestre. O livro escolhido foi A hora da estrela. Escrito por quem? Ela mesmo! :)

Boa semana. Grande abraço!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O primeiro dia de aula pela segunda vez no ano

Hoje retornei às aulas da faculdade. O jornalismo está de volta. Ainda bem.

No caminho de casa até o Campus, eu e meu pai conversamos. O assunto foi o futebol, como de costume. Ao chegarmos, abri a porta do (lindo) Monza, peguei minha mochila, me despedi, saí e senti o ar úmido característico da cidade - por essa razão, precisei me movimentar rápido antes de mofar. haha
Segui em frente. Passei pelo portão e caminhei por mais alguns metros. Um colega passou de moto, rumo ao estacionamento, e gritou meu nome: - E aí, Pedro! 
Acenei e continuei até chegar à entrada envidraçada da UFPel. Parti em direção à sala de aula - a qual não é mais a 12, mas a 15 -, e no meio do caminho encontrei alguns colegas. Conversamos durante um tempo. Perto das 19:00h, entramos na sala, e revi mais alguns companheiros de jornada. Ao passar dos minutos, a professora chegou assim como outros colegas. E deu-se início ao primeiro dia do segundo semestre.

Espero que eu consiga manter as boas notas e aumentá-las, se for possível, e continuar nadando nessa piscina que me levará ao outro lado, onde lá se encontra meu diploma e a certeza do dever cumprido. 

Até logo mais, amigos.

Atitudes contraditórias

Acredito que a maioria de vocês têm acompanhado os tumultos na Inglaterra. Tudo começou no sábado, em Londres, após a polícia ter baleado um homem. Até aí, tudo bem. As pessoas saíram às ruas para protestar contra toda aquela violência. O que está certo. Chega um momento em que não tem como ficar de braços cruzados. 
Mas - por que sempre tem um "mas" em tudo? -, os protestos, até então pacíficos, transformaram-se numa violência impressionante. E o mais estranho de tudo é o fato das pessoas terem saído às ruas da cidade para combater a mesma violência. E agora, José?
Segundo a Globo.com, os tumultos se espalharam pela Inglaterra. Birmigham e Liverpool já estão na mesma situação: quebra-quebra, saques ao comércio e carros queimados. Está claro que o objetivo principal foi esquecido. Muitos "espertos" estão se aproveitando da situação para fazer baderna e saques. Além disso, pessoas estão sendo feridas.
Galera, sempre defendi as manifestações em busca de melhorias. Porém, não aceito atitudes desse tipo. Querer o fim da violência agindo com violência é tão antagônico quanto o céu e o inferno. Com isso, torço para que a polícia inglesa consiga parar essas ações, e que muitos desses criminosos sejam presos e punidos. 
 
Fica aqui a minha opinião sobre a situação dos tumultos na Inglaterra. Que tudo acabe na melhor forma possível.

Até logo mais.

Leia a notícia na Globo.com

sábado, 6 de agosto de 2011

Num sonho comum.

Numa noite qualquer, num sonho qualquer. Um sonho daqueles em que lembramos apenas alguns segundos. "Apenas".

Não tenho sonhado muito, ultimamente. Não sei se é em razão de querer viver mais a realidade. Ou se, simplesmente, tenho dormido mal. haha

Mas sonhei. Nem lembro direito quando ou em que parte da noite. Alguém falou comigo. Não lembro do rosto, mas sei que não a conhecia. Ela apenas disse-me algumas palavras:

"Continue escrevendo"

Eu poderia perguntar o que significa, mas está tão óbvio. Era para ser assim? O fato mais estranho é que estou escrevendo/criando algumas coisas. Não tenho publicado porque quero escrever ainda mais. E mais estranho ainda é que eu já estava pensando em deletar tudo e deixar para lá.

Se tem algo a ver ou não, vou continuar escrevendo. Talvez o que escrevo tenha um final feliz...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Guri fora dos padrões?

Em parte. 
"Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também..."
Eu sei 
Legião Urbana

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ventania

Para chegar até você estou pedalando. E venta demais.
Estou cansando. Eu sei que preciso chegar aí. Eu quero.
Mas o vento está cada vez mais forte. Pedalo cada vez mais e ando cada vez menos.
Minha razão diz para parar, mas não quero.

E agora?

Não sei o que faço. O vento gelado bate com violência em minha jaqueta. E a rua está deserta.
Só há eu, minha bicicleta, vento e sacolas plásticas voando.
Tenho dificuldades, mas continuo. Preciso chegar. Mas será que consigo?
Começo a achar que não. Parece que tudo tenta evitar. Por quê? É um aviso?

Talvez.

Os fios nos postes vibram com a força dos ventos. As árvores também estão agitadas. Começo forçar para pedalar mais rápido, mas já não tenho tanta energia. Estou cansando.
Aliás, cansado já estou há algum tempo. Estive pedalando, investindo contra o vento. E para quê? Começo a achar que você é o vento.

Ventania.

É. Pelo jeito não irei a lugar algum. Por quê? Porque parei de pedalar. Pela primeira vez, freiei.
Foi um momento tão frio quanto o vento. Foi possível ouvir o atrito entre a borracha do pneu com o asfalto.

Parei. Vou seguir o que a vida - ou o vento - quer. Darei meia-volta. De agora em diante, os ventos estarão ao meu favor.
Adeus. Não! É um até logo. Daqui a um tempo, quem sabe, a ventania passe. Talvez.

Até logo...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Escrever já foi mais fácil

Tudo o que vivemos vai sendo escrito em pedaços de papel enormes. Dureza é quando a vida decide vir e apagar algo daquelas folhas maltratadas. E aí que você vê que escrever já foi mais fácil. Bem mais fácil.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Seja você mesmo... E analise tudo.

Ser diferente, seja na forma de se vestir, de agir, de pensar, enfim, ser algo que vá contra ao que a maioria considera "normal", é mal visto. Estou cansado de encontrar isso na sociedade: Não bebe? Estranho. Tua roupa não é da moda? Ridículo. Teu celular não tem wifi? Pobre. Tu tirou nota 10? CDF. Esses exemplos são apenas alguns entre tantos outros que estão presentes por aí. Atualmente ter personalidade ou ter um pensamento diferente é ser um completo estranho. O certo é sair por aí usando as mesmas roupas (atuais!), as mesmas músicas, beber as mesmas bebidas e, claro, não pensar diferente dos demais. Isso enche o saco!
Que mundo é esse? O legal não é sermos todos diferentes? Cada um com suas características, suas ideias (suas próprias ideias, e não a dos outros!). Isso é o que deixa tudo mais interessante. Talvez o mundo tenha sido sempre assim, não sei, não vivo desde sempre, mas acredito que está num grau alarmante. Na política isso é visível. "Ah, não vou votar na fulana porque ninguém vai, e ela não vai ganhar". Parabéns, "campeão". Tua ideia para ser válida precisa do apoio da maior fatia da população ou você será um tolo. "Legal". Tolo é agir assim.
Cambada, temos que ser o que somos de fato! Não adianta se "agredir" para poder participar desse grupinho. Azar que falem! Azar que julguem! Azar que lhe achem careta! É você. O ruim é não ser quem você é para agradar terceiros. Faça suas escolhas. Interprete tudo à sua volta. Tente enxergar além da película superficial de tudo. Não acredite no primeiro sorriso ou no tapinha nas costas. Talvez não seja o que aparenta ser.

E se você tem medo de agir como é achando que não irá conseguir muitos amigos/companhias, aja do seu jeito, mesmo assim. Os que irão aparecer serão os melhores que você poderá encontrar, pois há muitos "diferentes" por aí. Eles apenas estão camuflados pela maioria feita por atacado. Dica: procure no varejo.

Boa semana.

sábado, 16 de julho de 2011

Não me arrependo deste amor!


quarta-feira, 13 de julho de 2011

#diamundialdorock

Quem me vê passando na rua nem imagina que eu goste (muito) de Rock and Roll. Afinal, não me visto como um rockeiro. Até tenho algumas coisas que remetem ao estilo musical revolucionário, mas nada que os façam pensar que eu sou um rockeiro.
Felizmente, rock não é simplesmente roupas. Elas são papel importante nessa magia musical, e algumas delas são incríveis. Mas rock é música, "simplesmente" isso. 
Considero-me um sortudo por ter muita coisa relacionada ao estilo musical que sempre chamou-me a atenção - valeu, pai! - e é ótimo tudo isso. Poder colocar um fone de ouvido e curtir o "choro" da guitarra de Jimi Hendrix ou Carlos Santana é mágico. Nem preciso comentar sobre os Beatles. Janis Joplin é outra fera, e por isso foi homenageada na minha Intruder. É, o rock faz parte da minha vida. Em razão disso, hoje também é meu dia. É o único aniversário que tenho bem antes do Natal - afinal, nasci na véspera. Ah! rock and roll. Deus deu rock and roll para você, pôs em sua alma¹. Aproveite. Aumente esse volume e mergulhe nesse mar gélido que aquece, numa loucura musical. Escute a batida do coração e ouça a bateria que toca dentro do teu peito. Bem, torça para que essa bateria esteja calma ou vais ter um problema grave - qual o número da SAMU? Só para garantir...
Brincadeiras e analogias à parte, parabéns a todos rockeiros - caracterizados ou não - que encontram nesse estilo musical louco e talentoso uma válvula de escape deste mundo ainda mais louco mas nem tanto talentoso.

Um grande abraço. 

¹ God Gave Rock 'n' Roll To You II - KISS


Time machine

É, e o semestre chega ao fim. Na minha avaliação, fui bem. Na faculdade obtive notas boas, conquistei amizades novas, recebi novos conhecimentos e elaborei trabalhos muito bons (alguns até surpreendentes). Agora nestas férias de quase um mês, ou perto disso, terei mais tempo para colocar em dia as leituras de meus livros - que não são poucos. Além de assistir filmes, séries e documentários que juntei durante esse tempo. Nem sei se terei tempo para tanto, afinal ainda preciso escutar música - é preciso! - além de visitar alguns amigos e amigas por Satolep.
É, a palavra do momento é tempo. Não que eu sofra com falta de tempo durante a faculdade, afinal não trabalho, apenas estudo - o que não deixa de ser um trabalho - mas não é a mesma coisa. Até fiz algumas coisas naqueles dias em que não havia nenhuma tarefa pendente. Foram dias raros. Mas como cantava Renato Russo: temos todo o tempo do mundo. Quem sou eu para discordar?
Mas gostaria de possuir uma máquina do tempo, às vezes. Não aquelas que nos fazem avançar ou retroceder - tá bem, também quero uma dessas! - mas uma que aumente ou diminua a duração de um dia, por exemplo. Entretanto, parando para pensar melhor, eu sou a máquina do tempo, pois eu o controlo e o organizo - tento. E vocês sabem como é, o trabalho mais demorado é aquele que nunca se inicia. Ah, é muita filosofia num post totalmente "bagunçado". Ando de um lado para o outro e não chego em nenhuma conclusão. Se bem que, neste momento, tenho tempo para isso. Aliás, há muitos "tempo's" nesta postagem. Nem vou me atrever a contá-los, pois poderia apertar o botão del sem dó nem piedade. Vamos mudar para time, ok? É, não soa tão bem. Na verdade, soa, mas não estou nenhum pouco a fim de colocar time com itálico toda hora. Entende? Leva tempo demais.
Enfim, jovens apressados e ensandecidos, meu post poderia se resumir a: tentarei fazer um milhão de coisas em um espaço de tempo um tanto reduzido. Simples, prático e rápido. Ficaria bom, não é? É quase um tweet, seria rapidinho escrevê-lo dessa forma. Mas para que, se sou a máquina do tempo, e digo que agora tenho todo o tempo do mundo? Tá, agora fui mesmo, chega de filosofar e tirar a paciência e o tempo de vocês. 

Até logo mais...

domingo, 26 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quantas saudades eu senti

Senti saudades da Honda XLX 250 R, ano 1985. Sim, a moto do meu pai. Desde que adquirimos a Suzuki Intruder 150cc - a minha Janis Joplin - a moto da déc. de 80 ficou um pouco parada. Rotineiramente, eu e meu pai andamos por aí, de moto (ainda estou aprendendo a pilotá-las, mas nestas férias termino o 'treinamento'. haha). Além disso, sou levado à universidade de moto. E sempre com a J.J.

Ontem, por alguma razão, meu pai buscou-me com a XLX. E foi incrível! Do caminho da faculdade até a nossa casa fui sorrindo. Parecia que era a primeira vez que andava naquela moto. E tenho todo esse carinho por ela porque muitos dos momentos que meu pai viveu foram com ela, e alguns meus também. Quanta chuva na saída de um jogo na Baixada pegamos... perdi as contas de quantas vezes fizemos isso. E como não lembrar do som característico dessa moto? É impossível. Reconheço de longe que o pai está chegando. E a força do motor, então? Várias vezes quiseram comprá-la para disputar corridas por aí. Tudo isso porque ela é muito bem cuidada. É quase um membro da família. São mais de 25 anos. É muita coisa.

Como disse uma professora para mim, uma vez, quando ela viu o pai sair com a moto: "Essa é do tempo das motos de verdade". De fato. E a cada ano que passa se valoriza cada vez mais, mesmo envelhecendo. 

Foi ótimo vir na XLX. Estava com saudade...

Muitos momentos compartilhei

domingo, 19 de junho de 2011

Passos anônimos

Cheguei mais cedo à sala de aula, a qual está localizada no fim de um corredor que possui diversas salas - todas vazias. Abro a porta e entro. Escolho uma classe perto da janela, por onde eu assistia o São Gonçalo e a ponte que liga Pelotas e Rio Grande.
Tiro minha jaqueta e a coloco no encosto da cadeira. Sento-me e procuro uma posição mais confortável. E permaneço ali, esperando pacientemente o início das atividades. E o silêncio que encontrara era incrível. Poderia ouvir o bater das asas de um beija-flor, caso aparecesse algum. 
O silêncio então é quebrado pelo som de sapatos que se aproximavam a cada instante. Seus passos eram curtos e firmes. A sonoridade que exalava era comparável a uma canção, em razão do ritmo forte e sincronizado.

Tlac, tlac, tlac...

Mesmo sem enxergar quem vinha, pude imaginar e criar em minha mente a imagem da mulher que se aproximava. Sim, eu sabia que era uma mulher. Seu caminhar era feminino, pois eram passadas curtas e firmes - como antes revelara -, da mesma forma como elas levam a vida: andam com cautela, mas determinadas.
Percebo, então, que a caminhante seria conhecida a qualquer momento. Eis que surge à porta uma mulher, como presumira anteriormente. "Boa noite", educadamente cumprimenta-me. E entra.

Os passos, finalmente, foram revelados.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

UFPel - Estudantes protestam!

Diversos estudantes da UFPel protestaram e reivindicaram melhorias na infraestrutura da universidade. Na quinta-feira (26), mais de 250 alunos foram em direção à reitoria, localizada no campus do Porto (Anglo). Tentaram conversar com o reitor Cesar Borges, mas em vão. Com a negativa, os estudantes invadiram a reitoria e permaneceram até sexta-feira (27), e afirmaram só sair com o agendamente de uma assembleia para discutir e apresentar ideias para as melhorias dos cursos da UFPel, os quais carecem de qualidade.
Estudantes ocupam reitoria
Nesta mesma tarde, a juíza Federal substituta, Marta Siqueira da Cunha, determinou a retirada dos estudantes da reitoria. Por volta das 18:30h, a Brigada Militar e a Polícia Federal chegam ao campus. Às 19:00h, os alunos saem da reitoria, de mãos dadas, entoando cantos de movimentos estudantis. 

Brigada Militar no Campus
Após deixarem o campus, os estudantes foram em direção ao ICH. No caminho, continuaram a cantar músicas de movimentos estudantis.

Estudantes protestaram nas ruas



VÍDEOS


Fontes: Diário Popular

domingo, 22 de maio de 2011

Em meio ao caos, a calmaria

Enquanto contemplava o Sol e a paisagem, senti a paz que transbordava da natureza. Paz que recebia enquanto centenas de pessoas mexiam-se dentro daquelas salas que mais lembravam túneis de gigantescos formigueiros. Nós éramos formigas agitadas buscando seu espaço em meio àquele caos e movimentação frenética.

Movimentação que era interrompida àqueles que tinham o privilégio de acompanhar esse belo cenário, o qual estava em constantes modificações. A janela era como a moldura de uma obra de arte que continuava a ser pintada. Enquanto o Sol partia em retirada para dar lugar à Lua, cores como vermelho, amarelo e laranja transformavam o céu azul num mar de tintas misturadas.

Tal esplendor paralisava qualquer um, qualquer formiga, qualquer formigueiro - humano ou não. E levava ao caos o que ele mais precisava: um pouco de calma.

"Baby, compra o jornal e vem ver o Sol. Ele continua a brilhar, apesar de tanta barbaridade" Barão Vermelho

Gatas, janelas, cafezinho e avó.

Após ler o texto da minha colega de jornalismo, Camila Costa (@camicostaf), em seu blog, passei a andar na rua tentando observar mais detalhadamente o movimento. E percebi as diferentes situações que ocorrem todos os dias e que, na maioria das vezes, passam despercebidas.

Num dia desses, ao chegar ao Campus do Porto (Anglo), deparei-me com um diálogo inusitado e engraçado. Duas amigas iam juntas em direção à saída do campus. Mais atrás, outra amiga caminhava depressa para alcançá-las. Nisso, chamou-as a atenção: "Ei, gatas. Gatas!", e as gurias a ignoram propositalmente. "Poxa, chamo vocês de gatas e ainda me ignoram". E uma delas rebate: "É que não estamos acostumadas", e risos são arrancados - inclusive o meu.

Já em outro dia, enquanto espero o ônibus, noto a movimentação de diferentes pessoas em seus apartamentos. Através das janelas, vejo, de vez em quando, o vai-e-vem dos moradores. Em uma dessas janelas, uma senhora observa, calmamente, a movimentação da rua. Em outra, uma moça chega à janela, olha um pouco para fora e sai. No apartamento ao lado, muitas pessoas passam em frente à janela - era um lar, pelo visto, muito movimentado.

Um pouco mais tarde, um casal caminha conversando de uma forma apaixonada. No momento exato em que passam por mim, a moça diz o seguinte: "Ah, mas eu te ofereci um cafezinho. Tu que não quis." Tal frase fez-me tentar adivinhar o que ele tinha dito antes. Mas nem tentar adivinhar eu consegui, pois uma senhora muito simpática - que também esperava o ônibus - veio puxar papo. E foi muito legal. O modo como ela falava comigo me fez lembrar de minha avó. Foi uma conversa muito prazerosa.

Enfim, há muita vida lá fora. Inúmeras situações ocorrem neste momento, por exemplo. Enquanto você lê, há alguém que dorme, sorri, chora, come, sente fome, nasce, morre, ama, odeia, tira a carteira de habilitação, bebe Coca-Cola, beija, abraça, corre, brinca, entre tantas outras possibilidades. Além disso, cheguei à outra conclusão: como o ônibus demorou...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Seres Humanos.

                           - Você não gosta muito deles, não é?
                           - De quem?
                           - Humanos.
                           - Conheci centenas desde que cheguei aqui, e confio apenas em... três.

Trecho do filme Planeta dos Macacos 3


sábado, 7 de maio de 2011

Sorrindo para a morte

Ontem, ao "pegar" o ônibus para casa, depois da faculdade, deparei-me com uma cena triste, com a qual refleti muito.

22h30min, aproximadamente. Subo no ônibus, passo a carteirinha da passagem, e sento-me mais ao fundo. Enquanto ajeitava-me e guardava minha carteira, um homem chamou-me a atenção: - Isso aqui é teu? Indagou-me. Olhei para o seu pé, o qual estava sobre um maço de cigarros e respondi que não. Depois de minha negativa, ele virou-se para outro rapaz e repetiu a pergunta, e ouviu a mesma resposta. Imediatamente, pegou o maço caído e comemorou: - Bah, rapaz, "tá" quase cheio. E sorriu, satisfeito.

Virei-me para a janela e passei a observar os veículos passarem, enquanto lamentava a cena que há poucos segundos presenciara. Sabe, é triste ver alguém comemorar ao encontrar um maço de cigarros. Certamente, o homem avaliou o achado como uma economia para o bolso, mas não percebeu que a única economia feita é a de sua vida.

Pedro Henrique Costa Krüger

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Saudade de um Bra-Pel

Brasil versus Pelotas. Xavantes versus Lobos. Uma das maiores rivalidades do Brasil. Um clássico (quase) centenário que mexe com as emoções das duas maiores torcidas do interior do RS. O Bra-Pel é muito mais que um jogo de futebol. É o nosso clássico, da nossa cidade. Duelo que movimenta a Princesa do Sul de uma forma inconfundível. A cidade para. Os pelotenses respiram um ar diferente, o ar da rivalidade em jogo.

Infelizmente, não respiramos isso desde 2006, ano do último confronto. Ah! Que saudade. Todo torcedor, Xavante ou Áureo-cerúleo, sente falta desse clima. É tão diferente. Um domingo de clássico, as torcidas estão mobilizadas, é feito aquele churrasco na companhia do rádio, ouvindo todas as informações a respeito daquele jogo e o tempo parece não passar. O nervosismo e a ansiedade são grandes, as quais aumentam ao adentrar ao estádio Bento Freitas ou da Boca do Lobo.

E o que falar, então, do primeiro clássico Bra-Pel da vida de um torcedor? É como o primeiro beijo, o qual nunca esquecemos. É bem verdade que se o resultado for positivo, fica um gostinho ainda mais especial. Mas o coração sempre bate mais forte ao relembrar aqueles lances, ou os cânticos entoados do fundo do peito e da alma no decorrer da partida. Camisas vermelhas e amarelas entrelaçam-se num ritmo frenético, digladiando-se em campo, brigando pela bola, acompanhando a loucura das arquibancadas em festa.

Momentos como esse são inesquecíveis. E muitos não tiveram a oportunidade de contemplar esse confronto, infelizmente. Um clássico dessa importância para milhares de torcedores deve ser disputado todo ano. Por isso, torço para que o meu Xavante alcance o acesso à elite do Gauchão, para termos de volta o clássico da nossa cidade enriquecendo o Campeonato Estadual.

Pedro Henrique Costa Krüger


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Esse texto foi publicado no jornal "Diário Popular", dia 4 de maio. Veja no site oficial do DP clicando aqui.
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Vídeo que conta um pouco da história do clássico, além de mencionar o último Bra-Pel disputado, que foi em 2006.
http://youtu.be/BrSMzDArFCY
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Bra-Pel citado na revista Trivela como o 22º maior clássico do Brasil. Na revista, 50 clássicos foram abordados. Foto: Colecionador Xavante.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um ano de Guri!

É. Nem parece! No dia 4 de abril de 2010 foi feita a primeira postagem aqui no blog. Um ano depois, há mais de 100 postagens, cerca de 50 comentários, quase 16 mil visualizações e pouco mais de 20 seguidores. Para alguns, esses números podem parecer pouco (ou quase nada), mas para mim valem muito. Cada postagem foi importante para o blog, assim como cada comentário foi um incentivo. E todo seguidor, seja ele um leitor fiel ou não, contribui para a divulgação do "Guri fora dos padrões".

Gostaria de agradecer a cada um que leu, comentou, seguiu e/ou divulgou o blog pela rede. Ele é fulcral para mim em inúmeros sentidos e por muitos motivos. E espero que o blog também seja importante, de alguma forma, àquele que o visita e, por consequência, me visita.

Muito obrigado!

PS: Sim, estou fazendo este post com um mês de atraso. :P
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Mudanças e novidades
  • E para celebrar o primeiro ano do "Guri fora dos padrões", modifiquei o layout, deixando-o mais sério, fácil e limpo.
  • Removi o excesso de gifs da página, diminuindo o tempo de carregamento. Facilitando àqueles que não possuem uma boa conexão.
  • Vou revisar todos os textos publicados até hoje, na tentativa de consertar erros de digitação ou gramaticais que passaram despercebidos.
  • Os textos terão uma formatação padrão, de agora em diante.
  • Mesmo com a rotina bem mais cheia, se comparado com a do ano passado, pretendo publicar mais textos em menos tempo, deixando o blog em constante movimentação, atraindo novos leitores.
  • Peço a todos que gostam do blog que divulguem-o pelas redes sociais. Além disso, peço a todos aqueles que leem o blog mas não o seguem, que sigam. Isso aumenta o número de seguidores, e ainda proporciona a mim conhecer quem lê.
Enfim, espero que o blog esteja em constante mudança e crescimento.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Feliz Páscoa!

A Páscoa, assim como o Natal, traz uma magia diferente ao dia. Mesmo que você não seja mais criança e já ache que a Páscoa perdeu a graça que tinha, para os pequenos o momento é inédito e muito esperado. E toda vez que vejo alguns agarrados aos ovos de chocolate, lembro-me da sensação de acordar mais cedo que o normal, ir à sala e ver aquelas embalagens coloridas e brilhantes recheando minha cesta.

Por isso, meus amigos, desejo-lhes muita paz neste domingo de Páscoa. Aproveitem com suas famílias e amigos essa data. Feliz Páscoa! :D


Páscoa para todos?

Todos os anos, 40 dias após o carnaval, é comemorada a Páscoa. Apesar de ser uma data religiosa, para a maioria das crianças é o período onde se ganha chocolate.  Mas será que todas compartilham desse doce momento?
Infelizmente, não. Obviamente, em toda Páscoa, muitos meninos e meninas não ganham nada, ou perto disso. E isso, na minha visão, tende a piorar. O preço do doce está cada vez mais salgado. Além disso, o peso líquido dos produtos vem sofrendo uma diminuição, sendo que essa redução serve para evitar um custo ainda mais elevado ao consumidor, ou seja, menos chocolate na cesta dos pequenos. E mesmo que haja produtos com valores mais acessíveis, são, geralmente, de baixa qualidade, limitando a experiência de saborear um bom chocolate.
Acredito que muitos nunca pararam para pensar nisso. Outros, inclusive, podem me achar um tanto dramático. No entanto, uma coisa é certa: é a dura realidade. Portanto, ao ver seu filho com os olhos brilhando em frente à cesta de Páscoa, valorize. Nem todos compartilham dessa mesma experiência. E espero que, no futuro, o mundo esteja mais igualitário, possibilitando às crianças, todas elas, uma Páscoa inesquecível e saborosa.


sexta-feira, 22 de abril de 2011

BRASIL!



  
És nossa religião.
O Bento Freitas, nosso templo.
Nossos gritos, uma oração.
Nossos tambores, o ritual.
Na arquibancada, a adoração.



 "No nosso peito, carregamos teu escudo; nas ruas, vestimos tuas cores; e pelo país, levamos teu nome!"

 
Avante, Xavante! Avante com todo o esquadrão, torcida do nosso campeão... 


Pedro Henrique Costa Krüger
Sócio do G.E. Brasil desde 2004.

Bárbara, minha prima.

Já compartilhamos tantas coisas nessas (quase) duas décadas de existência, bah! Para ela, sou o Pepê; para mim, ela é a Babá. E assim fomos. Os primos que brincavam, brigavam, riam, choravam, jogavam Super Nintendo e Banco Imobiliário, nadavam na piscina, viajavam, estudavam e que compartilharam tantas experiências, cresceram. Agora, ela caminha rumo à enfermagem, enquanto caminho ao jornalismo. Crescemos, é verdade. Mas mesmo assim, sempre a verei como a minha prima Babá, do tempo de criança, prima que amo tanto.


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Pelotas

Minha cidade.

Foto: Carlos Queiroz
Na Universidade Federal de Pelotas há muitos estudantes de outros lugares. Na minha turma de jornalismo, por exemplo, há alunos de São Lourenço, Rio Grande, Porto Alegre, Curitiba, Bauru, Piracicaba, São Paulo capital, entre outros.
Em conversas, costumo ouvir as opiniões deles sobre nossa cidade. Ouço elogios e críticas, obviamente. Porém, conheço gente que iria ficar ofendido por ouvir críticas sobre a Princesa do Sul.
Eu não fico. Sabe por quê? Simples. Nossa cidade precisa melhorar em muitos aspectos, e isso é claro para todos, inclusive aos que não são pelotenses. E não me dou ao luxo de "fechar os olhos" para os problemas e tentar mostrar apenas o lado bom para eles. Pois sendo "cego", estarei contribuindo para a manutenção dos problemas.
Nossa praia do Laranjal, por exemplo, é linda. Água calma, árvores e calçamento por toda a orla da praia, propiciando sombra e a oportunidade de fazer uma caminhada. Entretanto, o esgoto não é tratado e parte dele é despejado na Laguna dos Patos. Outro problema envolvendo o esgoto: a poucos metros do Campus do Porto (Anglo), da UFPel, existe um cheiro insuportável.
Além disso, há o problema da educação das pessoas em relação ao lixo (ver Lixo é no lixo?), pois há muito espalhado pelas ruas e avenidas, principalmente nos pontos de ônibus do centro, próximos ao calçadão. Que imagem estamos passando para eles? Uma cidade suja, cheirando a esgoto! E não fico feliz com isso. Mas enquanto as eleições foram decididas por (má) pavimentação das ruas, nada vai mudar, infelizmente.*
Nossa cidade tem muito a oferecer, sem dúvidas. Ela é rica historicamente e culturalmente. Porém, esses e outros problemas ofuscam a beleza de Satolep.

*Não estou defendendo partido A ou B, mas o voto sério e pensado, analisando as propostas. Ao invés do famoso "melzinho na boca do povo".

19 de abril

Aniversário de minha avó, madrinha e segunda mãe.

Meus parabéns, Iaiá. Sentimos tua falta, ainda mais nestes dias onde há tão poucos confiáveis. Saiba que teus conselhos guiam-me até hoje, e que ainda sinto o calor do teu abraço.

Dedico minhas conquistas a ti.

 


Com amor, seu neto Pedro Henrique.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

A casa de Simões Lopes Neto

No dia 6 de abril, a segunda turma de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas realizou uma visita ao Instituto João Simões Lopes Neto. Naquela oportunidade, vimos um curto filme sobre a história e as obras do maior escritor regionalista do RS. Ouvimos o atual presidente do Instituto, Henrique Pires, e conversamos com o fotógrafo da Zero Hora, Nauro Jr. Além disso, fotografei, fiz anotações e produzi um texto, logo abaixo, o qual está sendo avaliado pelo professor de Estudos Literários da UFPel, João Luis.
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A casa de Simões Lopes Neto

A casa, localizada na Rua D. Pedro II, nº 810 – adquirida através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura – foi totalmente reformada. Bem iluminada, com algumas portas de vidro (contendo trechos de obras do autor), estantes, também de vidro, expondo livros e premiações, além do moderno auditório Carlos Reverbel, munido de confortáveis assentos e um telão para a reprodução de filmes, poderiam fazê-la “perder” o estilo de uma casa típica do séc. XX. Felizmente, uma das moradas de João Simões Lopes Neto, continua proporcionando aos seus visitantes a sensação de estar voltando no tempo. Com suas grandes portas e janelas, as quais iluminam muito bem as peças durante o dia, a presença da Escaiola revestindo as paredes, os bancos e cadeiras de madeira maciça ricamente detalhadas e um enorme poço subterrâneo, o qual é possível vê-lo através de um vidro, criam um ambiente aconchegante e bonito, fazendo-nos viajar no tempo enquanto contemplamos a rica história de uma das casas do maior escritor regionalista do Rio Grande do Sul.

domingo, 17 de abril de 2011

CALMA

Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior.

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante. 

Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.

 Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo. 

Se contrariedades aparecem, o fato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo. 

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores. 

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar. 

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Ideal Espírita" - Ed. CEC

domingo, 3 de abril de 2011

Só depende de ti

Dia 10 de março de 2011.
Um dia normal para muita gente. Para mim, não. Era o primeiro dia da faculdade.
Desço do carro, um pouco nervoso, e sigo rumo ao portão de entrada. Um vento gelado bate em meu rosto enquanto caminho. Olho para trás, e aceno para meus pais.
Ainda um pouco perdido, ando mais alguns metros, e vejo uma aglomeração de pessoas ao longe. "É a entrada", penso. Já mais confiante, caminho mais rápido. Olho no relógio e vi que faltavam cerca de 15 minutos para o início da aula.
Chego, enfim, à entrada. Enquanto vou entrando, sinto que muitos olhos me acompanham. Vejo a cantina - que mudaria de lugar semanas depois - e as mesas da mesma. Dobro à direita, num grande corredor. Percebo que há uma fila de estudantes ao lado de uma porta. "Buscam informações", penso. Dirijo-me ao final da fila e espero, pacientemente, descobrir a localização da minha sala. Chega a minha vez. "Onde fica a sala do curso de jornalismo?", pergunto. "É esta daqui, em frente", responde o atendente. Agradeço, olho para a minha direita, e vejo que já há alunos. Fitei a plaquinha com o número da sala. Sala 13. "É sorte ou azar?", brinquei comigo mesmo.
Enfim, entro na sala de aula. Uma sala longa, bem iluminada. Naturalmente, alguns olhos dirigem-se a mim. Percebo que há alguns que conheci pela internet. Aceno com a cabeça. Escolho uma classe no meio da aula, nem tão perto do quadro nem tão ao fundo.
Sento-me.
Olho no relógio. Ainda restavam alguns minutos antes da aula começar. Penso se conseguirei ser um bom jornalista. O professor entra. "Boa noite", diz. Ajeito-me rapidamente e respondo a mim mesmo: Só depende de ti.

OBS: O nº da minha sala é 12. A sala 13 é onde buscam informações. Ao escrever, não percebi a troca.