Dia 10 de março de 2011.
Um dia normal para muita gente. Para mim, não. Era o primeiro dia da faculdade.
Desço do carro, um pouco nervoso, e sigo rumo ao portão de entrada. Um vento gelado bate em meu rosto enquanto caminho. Olho para trás, e aceno para meus pais.
Ainda um pouco perdido, ando mais alguns metros, e vejo uma aglomeração de pessoas ao longe. "É a entrada", penso. Já mais confiante, caminho mais rápido. Olho no relógio e vi que faltavam cerca de 15 minutos para o início da aula.
Chego, enfim, à entrada. Enquanto vou entrando, sinto que muitos olhos me acompanham. Vejo a cantina - que mudaria de lugar semanas depois - e as mesas da mesma. Dobro à direita, num grande corredor. Percebo que há uma fila de estudantes ao lado de uma porta. "Buscam informações", penso. Dirijo-me ao final da fila e espero, pacientemente, descobrir a localização da minha sala. Chega a minha vez. "Onde fica a sala do curso de jornalismo?", pergunto. "É esta daqui, em frente", responde o atendente. Agradeço, olho para a minha direita, e vejo que já há alunos. Fitei a plaquinha com o número da sala. Sala 13. "É sorte ou azar?", brinquei comigo mesmo.
Enfim, entro na sala de aula. Uma sala longa, bem iluminada. Naturalmente, alguns olhos dirigem-se a mim. Percebo que há alguns que conheci pela internet. Aceno com a cabeça. Escolho uma classe no meio da aula, nem tão perto do quadro nem tão ao fundo.
Sento-me.
Olho no relógio. Ainda restavam alguns minutos antes da aula começar. Penso se conseguirei ser um bom jornalista. O professor entra. "Boa noite", diz. Ajeito-me rapidamente e respondo a mim mesmo: Só depende de ti.
OBS: O nº da minha sala é 12. A sala 13 é onde buscam informações. Ao escrever, não percebi a troca.
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