domingo, 27 de maio de 2018

Alguém está por aí?


toc toc toc

Opa... Estás aí, guri? 

Estás aí, meu amigo? Cara, me responde. Abre a porta, vamos conversar. Trouxe vinho tinto suave Jota Pe. Eu também tenho aqui comigo um LP do Uriah Heep. Bora ouvir? O que me diz?

toc toc toc

Pedro! Eu sei que estás aí, cara. Pelo amor de Deus...

TOC TOC TOC

Ah, quer saber... Tudo bem, cara. Tudo bem não conseguir abrir agora. Não vou desistir de ti, velho. Volto amanhã, beleza? Força aí. A gente tá junto. Estamos vivos!

Falou.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Oye como va

Meu pai me deu de presente seus gostos musicais. Absorvi a maioria deles e com o tempo acrescentei outros mais. Carlos Santana é um deles. Um dos maiores guitarristas da história.

Oye como va é uma música que mexe comigo. Tem apenas três frases, mas o ritmo é único. Recordo-me dessa canção quando estou muito feliz, leve e tranquilo. Através dela convido a vida para dançar. Porque quando estou nesse estado de espírito quem segue o meu ritmo é a própria vida, o próprio mundo, as pessoas nas ruas, todos.

Quando estou assim o ritmo sou eu quem fornece. Observe-me.

Oye como va mi ritmo
Bueno pa' gozar, mulata
Oye como va mi ritmo

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

não há cortina na tua janela

o apartamento grande concede espaço, e isso é bom, mas com tanto disponível cabe também a solidão. não fosse a existência dos gatos brincalhões, a sala mais pareceria um campo aberto, sem sombra, numa tarde quente de verão.

um dos grandes trunfos, no entanto, é a janela, que recebe a luz do sol e a companhia da lua; sente o calor do dia e o frescor da chuva; os ventos, os insetos e o céu estrelado; talvez por tudo isso não há cortina na tua janela.

por que tapar a vida que invade o teu espaço? ou melhor, se há espaço como impedir a vida?

tudo é vida. até mesmo para a cortina que inexiste. ela apenas ali não foi colocada para que o vento entre sem precisar de permissão. ou para que a janela seja uma obra de arte em constante transformação. não há limites para a arte no céu.

talvez por isso dizem que há lá um paraíso. e se estiverem certos, não faz sentido tapar com um pedaço de pano o plano paradisíaco.

que a cortina esteja na janela de quem não percebe que não existem janelas! pois elas são sempre oportunidades. são presentes. na verdade são portas.

toc, toc, posso entrar?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O guri está vivo

😎

O guri ainda respira, sonha, escreve, caminha, sorri, dorme, gargalha, produz teorias, conta piadas ruins, pedala, penteia o cabelo, amarra o tênis, confere a barriga (encolheu?), beija o futuro, beija a mãe e o pai, bebe com os amigos e desconhecidos, folheia revistas, conversa sobre tudo, "aliens", corre, vai à praia, vai à moça do desenho, vai à vida, vai à luta, ele não desiste porque a vida vale a pena, vale o risco, vale "os corre", a vida vale. Vale tudo. Eu valho alguma coisa.

O guri está vivo.

GURI FORA DOS PADRõES

Seja bem-vindo de volta, PH.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

nunca esqueça o próprio coração

não faça como eu, caro jovem corajoso. não esqueça o mundo, pois ele não vai esquecer de ti. o mundo vai preparar muitas lições para a tua existência e boa parte delas não são bonitas. esquecer que o mundo existe é um erro comum que muitos cometem. eu cometi.

não faça o mesmo. quem avisa amigo é.

o mundo é um moinho, como cantou um dia o mestre Cartola.

eu não valho o esforço alheio. apenas eu posso mover as minhas pernas para frente. ninguém mais pode me ajudar. sou eu... e eu. será assim.

tentar me dar auxílio durante uma subida íngreme, exatamente igual a que eu trilho hoje, é um erro primário. pois para me ajudar (quem quer que seja, seja famoso ou anônimo incrível) vai ter de esquecer o próprio coração. e mesmo assim talvez seja em vão.

como o meu um dia foi. desperdiçado e jogado aos cães - em vão. por uma promessa vazia em outra residência. por uma promessa covarde, que se esconde por entre arbustos. por uma promessa do tamanho de quem troca um coração pujante por nada - a lição nunca é aprendida apenas por um aluno.

não existem turmas pequenas na escola da vida. ou somos todos aprovados. ou vamos todos repetir mais um ano.

a grande palhaçada desse tipo de lição é que os efeitos colaterais demoram a passar. por mais que o teu coração esteja se recuperando, por mais que a tua cabeça volte aos poucos a pensar criticamente, por mais que os teus projetos sejam retomados, os efeitos demoram a passar.

o mundo é um moinho, não é, Cartola? tens razão.

sinto na pele.

o que eu tenho para oferecer hoje são restos mortais do que um dia fui. é uma versão reembalada. recolocada na prateleira porque a roda segue girando. às vezes dá vontade de gritar PAREM AS MÁQUINAS - uma frase conhecida dentro da profissão escolhi. e parar com tudo. que pensamento pequeno, não é mesmo?

essas ideias bizarras só nos rodeiam ainda porque eu esqueci o meu próprio coração. que erro, jovem medroso.

Renato Russo, finalize, por favor...

Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo.
Quem roubou nossa coragem?

Renato Russo ainda pode acrescentar...

Este é o nosso mundo: o que é demais nunca é o bastante. 
E a primeira vez é sempre a última chance. 
Ninguém vê onde chegamos...
Os assassinos estão livres, nós não estamos!


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Toques

Os teus gestos mais bonitos estão nos detalhes.

A maioria foca no que é visível, no aparente "mais popular", no macro, na propaganda, mas tuas atitudes, não; são tomadas baseadas em detalhes oriundos de conversas a princípio despretensiosas.

Os teus gestos são toques. 

É o tocar a mão, o cabelo; é pegar o lápis e traduzir algo abstrato em desenho; é o sair de casa e voltar com um pacote de amanteigadas. E, nessa hora, como manteiga o céu se derrete. Em dez cores. Amarelo, vermelho e laranja; branco, azul e cinza. Pássaros. Aquarela. Uma pintura natural.

Aliás, os teus gestos acontecem sem cessar. Não há recusa possível.

O gato pula em meu colo e deixa um rastro de pelos. Meu nariz reclama, mas em seguida sossega. O toque exige contrapartida, oras. 

De pés descalços passeio por teu território. Piso no parquê. Com as mãos desinibidas passeio por outro - mas ainda teu - território. Com menos amarras e medos do que antes, liberto-me aos poucos. A liberdade vem através de gestos. O teu toque traz independência.

Que a bandeira tremule, de uma vez por todas, em meu peito. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

eu sempre sei o final da história

a gente é punido e pune também por dizer a verdade.

em muitos momentos é difícil ser sincero. tive de tomar uma decisão com base no achismo, mas fundamentada na verdade. no que há de mais "certo" no momento.

foi estilhaço pra todo lado, inclusive em mim.

mas tenho a consciência tranquila de que não menti - a sua está tranquila?

é sinal de respeito mesmo em dias desleais. ser verdadeiro causa consequências, mas muito menores do que as causadas pela falsidade. 

fui fiel aos meus princípios, mais uma vez. 

estou mudando, mas a essência permanece lá e ainda respira.

Hey, quem sabe um dia? Não me espere porque isso não é justo, mas quem sabe? Talvez tenha sido muito cedo. Foi tudo muito rápido. Quem sabe um dia... O que é construído na (e de) verdade permanece.

interpretações

- eu não sou um cara ruim e tive boa intenção
- estou fechado para a vida, para o mundo, para tudo
- algo mudou

é, é verdade. até as decisões editoriais deste blog (tinha isso?!) mudaram. letra maiúscula não tem mais. parágrafo é piada. texto justificado só na revista caras.

a única certeza é que eu mudei. a minha boca que um dia distribuiu sorrisos hoje produz frases como "seria massa se a veia da minha testa estourasse e assim terminasse tudo". mártir de merda.

são interpretações que a gente passa a ter.

estou melhor, mas estou mudado. não sou um cara ruim, não sei se fui ou ainda sou bom, mas tenho boa intenção.

a boa intenção às vezes é paga de outras maneiras não tão belas.

aí a gente se fecha por proteção. mas ao fechar a porta a gente impede a entrada de novas boas notícias, novas boas pessoas, uma nova boa vida.

algo mudou.

domingo, 15 de janeiro de 2017

big eyes

Os olhos são a janela da alma, dizem. Mas em algumas pessoas os olhos são igual a um portão aberto numa tarde quente de verão. 

É impressionante a quantidade de informação que se pode extrair deles. Ou ainda o número inacreditável de perguntas "o que você está pensando agora?". 

Em mim?

Às vezes paro e observo os grandes olhos. "Como vim parar aqui?", questiono. "Por que eu não vim antes?", replico. 

Coloco para tocar Svefn-G-Englar da ótima banda Sigur Rós. O nome traduzido da música em questão é "anjos e sonâmbulos". Parece conosco. Sonâmbulos durante a madrugada. 

Aliás, dividir a madrugada é sempre um grande prazer. Ora, quem vai em busca de milho às duas e meia da manhã?

Rimos muito.

Ainda estou descobrindo o que há dentro do salão e portanto aproveito que o portão está aberto -- por isso eu gosto do verão: é preciso abrir as coisas para o vento aliviar o calor (e ainda mudar um pouco as coisas de lugar).

De repente sinto uma vontade enorme de morar em teus olhos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Apenas as luzes da cidade me acompanham


Não há ninguém por perto. Mergulhado em pensamentos, calmamente aguardo o transporte coletivo que não chega. A rua está escura. Não há música nos meus fones de ouvido. Não há novas mensagens no smartphone. Não há esperança. 

Apenas as luzes da cidade me acompanham. Depois de uma jornada de trabalho, no qual sou mal remunerado (como quase todo mundo), eu apenas quero o meu apartamento, cujo também está vazio, escuro e sem vida.

Já faz algum tempo que convivo com essa solidão. Esta ao menos é verdadeira. Há tanta gente rodeada de gente e sozinha ao mesmo tempo, não é verdade? 

Às vezes estar sozinho não é tão ruim. A diferença é que nunca vai se tornar em algo bom. A solidão quase sempre é um mal necessário - ela é fundamental para a nossa autocrítica, autoavaliação, autoajuda, autoqualquer coisa. 

E quase sempre estou sozinho. Espero que não apaguem as luzes. 

Lixo

.



Lixo. É a palavra que resume tudo. Depois de dias insossos, a gente tenta se reencontrar. Por alguns momentos consegue, mas a verdade sempre vem à tona. Em frente ao espelho vejo o meu rosto. Na pele as marcas de uma vida que há pouco atingiu 1/4 de século. A memória guarda bons e maus momentos - mas é impressionante como apenas uma lembrança ruim aniquila centenas de outras boas. É tudo um grande saco de lixo. A gente caminha mais um pouco, alguns dias passam, e novas pessoas se aproximam. Conversam, riem e bebem conosco. Finalmente os meus olhos enxergam uma nova vida. Um recomeço. E a gente começa sem planejamento, sem freio e sem escrúpulos para depois descobrir que cativou um outro coração alheio. A realidade entra em cena, nos tapeia o rosto e grita em nossos ouvidos: és lixo, magrão, és mais um lixo contaminando uma vida, seja ela qual for. Volto ao espelho, novamente fito o meu rosto e concordo: me transformei em lixo. O que um dia achei que fosse uma qualidade, hoje vejo que na verdade não passa de lixo. Lixo, lixo, lixo! Não há mais o que fazer. Parte de mim morreu. Talvez a melhor. O que restou é apenas lixo. Hoje espalho lixo por aí. O guri que escreveu por noites a fio neste blog não existe mais. Este texto porcamente editado é o último resquício, o último suspiro, o último batimento de um coração que um dia lutou por amor -- e hoje sua tarefa é executada automaticamente: bombear o lixo que resta.



.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O soneto que não é meu, mas poderia ter sido


Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Ainda sou eu

É FESTA.
É PAPARICO.
É TRISTEZA AFOGADA EM CERVEJA. Mas ainda sou eu.

A Long Way Down, 2014

terça-feira, 8 de novembro de 2016

No que vi o título parei de respirar

Eu estava prestes a dormir. Não consegui mais. No que vi o título de um livro que não existe parei de respirar.

Como se tornar tudo o que você disse que nunca se tornaria?

É a pergunta que me faço há mais de um mês, honey. A minha mente elabora, teoriza, reescreve e terceiriza outras possibilidades para tentar encontrar uma resposta que atenda minimamente o que eu chamo de lógica. Não há. Não a encontro.
 
E essa ingrata questão também me persegue. Como estou me tornando naquilo que nunca defendi? Como pude tragar um cigarro qualquer? Como pude escrever um projeto para não colocá-lo à prova de uma banca de mestrado? Como curto dezenas de fotografias de outras pessoas mesmo não tendo a mínima motivação para tal?
  
Como nos tornamos no que somos hoje? Frios, distantes, quase desconhecidos, que trocam tiros a distância, que trocam letras de músicas de bandas que nunca ouvimos antes. Eu com Fresno, tu com Engenheiros. Aonde essa loucura vai parar? Vai parar?

Eu não acredito no teu sorriso. Tampouco tento fingir que o meu é verdadeiro. O meu olhar se tornou naquilo que eu disse que nunca se tornaria. Os meus sonhos estão mortos. Foram soterrados pelos projetos que não existem mais.

domingo, 6 de novembro de 2016

Afundar para emergir

Em uma dessas noites vagas, perambulamos de um barzinho a outro. Pedi sempre "pale ale" porque é um estilo de cerveja mais forte, mais encorpada. Fundamental para os dias atuais.

Fomos para um bar mais distante. O dono, dizem, se chama Zé. Lá, encontrei todos os tipos de pessoas e definitivamente não é o meu lugar. Sentindo-me um peixe fora d'água, e não tão desconfortável por conta da presença de alguns amigos, observei tudo e todos.

Um pouco bêbado, debati sobre política, futebol e religião com desconhecidos. São temas polêmicos, é verdade, e todos dizem sempre "não debatam sobre isso". Comigo, porém, o diálogo existe de qualquer forma e apesar de discordar de quase todo mundo, a conversa foi cercada de sorrisos. Eu gero empatia e não sei qual a vantagem disso até hoje.

O problema é que estou afundando para emergir.

Pedi mais um litro de cerveja. Desta vez a "comum". O dinheiro é finito. Minutos mais tarde, me peguei com um cigarro entre os dedos. Traguei sem qualquer tipo de experiência anterior. "Ouvi" a minha rinite alérgica gritar, de tal modo que o horror ecoou nos pulmões. "Foda-se", pensei.

Depois, surgiu outro. Desta vez, mentolado. "Manda". O vício não virá e a pior morte é aquela que conhecemos e não morremos, de fato. O mundo, meu caro, é um grande boato. As verdades são escondidas. Os amores verdadeiros são colocados de lado. As boas intenções são motivo de piada.

O que vale neste mundo doentio é a mentira, é o relógio de seiscentos paus no pulso, é a camisa com o crocodilo boquiaberto, é a cerveja "pale ale". A tristeza e a decepção com as pessoas nos corrompem e nos fazem fumar a morte em sã consciência.

Eu vou emergir, mas para isso eu preciso querer nadar. Deixe-me aqui embaixo com os tubarões, por enquanto, por favor.

sábado, 5 de novembro de 2016

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Arquibancada da vida

Tuas decisões nunca foram respeitadas, minha cara. Portanto, ignore as avaliações de quem passa a vida avaliando sem sair do lugar. Parece óbvio (e é) mas a tua vida a ti pertence.

A arquibancada de um estádio de futebol representa muito bem a nossa vida: é na hora do aperto que a gente reconhece os de fé.

Eu, modéstia à parte, muitas vezes regi a charanga, sacudi a bandeira, mandei aquele "vai tomar no ##" após o escanteio curto e ainda comprei o famigerado amendoim sem casca. E, naturalmente, caso fosse necessário, eu repetiria tais ações.

E, assim como na vida, a partida sempre termina. Às vezes a gente (leia-se "eu") torce para dez minutos de acréscimo. Eles nem sempre vêm. Porém, os torcedores de fé, mesmo quando estão longe, mesmo quando não há mais jogos a disputar, mesmo quando o clube fracassa e é rebaixado, os verdadeiros sempre vão estar com o ouvido colado no rádio à espera de notícias. 

Na arquibancada da tua vida - e parafraseando a torcida Xavante - eu vou ser sempre o teu maior e mais fiel.

sábado, 22 de outubro de 2016

22: o dia que foi, não é mais e poderia ter sido

Não é fácil aceitar as mudanças, ainda mais aquelas que não fazem muito sentido.

Olhar para trás e enxergar uma realidade que não mais existe hoje é um tremendo desafio. 

O 22 perdeu sentido, apesar do enorme significado. Vai ser eternamente marcado como o dia que foi, não é mais e poderia ter sido. 

Mesmo assim, Lennon sempre esteve certo: love is real. Real is love.

domingo, 16 de outubro de 2016

Tua comunicação é fotográfica

Em tempos de silêncio e incerteza, a melhor forma de estudá-la é através da tua comunicação fotográfica. Ao deslizar pela página, num descer infinito, observo todas as imagens favoritadas. Elas dizem mais do que as palavras, hoje, silenciadas. O teu coração manifesta-se de diversas formas - e a fotografia é a mais forte. 

Por isso, meu bem, estou atento. Ainda não a compreendo como antes, mas vislumbro um caminho. E nesse caminho há uma parada de ônibus. Estarei por ali. 

Os de verdade não vão embora.