terça-feira, 8 de novembro de 2016

No que vi o título parei de respirar

Eu estava prestes a dormir. Não consegui mais. No que vi o título de um livro que não existe parei de respirar.

Como se tornar tudo o que você disse que nunca se tornaria?

É a pergunta que me faço há mais de um mês, honey. A minha mente elabora, teoriza, reescreve e terceiriza outras possibilidades para tentar encontrar uma resposta que atenda minimamente o que eu chamo de lógica. Não há. Não a encontro.
 
E essa ingrata questão também me persegue. Como estou me tornando naquilo que nunca defendi? Como pude tragar um cigarro qualquer? Como pude escrever um projeto para não colocá-lo à prova de uma banca de mestrado? Como curto dezenas de fotografias de outras pessoas mesmo não tendo a mínima motivação para tal?
  
Como nos tornamos no que somos hoje? Frios, distantes, quase desconhecidos, que trocam tiros a distância, que trocam letras de músicas de bandas que nunca ouvimos antes. Eu com Fresno, tu com Engenheiros. Aonde essa loucura vai parar? Vai parar?

Eu não acredito no teu sorriso. Tampouco tento fingir que o meu é verdadeiro. O meu olhar se tornou naquilo que eu disse que nunca se tornaria. Os meus sonhos estão mortos. Foram soterrados pelos projetos que não existem mais.

0 comentários:

Postar um comentário