Não há ninguém por perto. Mergulhado em pensamentos, calmamente aguardo o transporte coletivo que não chega. A rua está escura. Não há música nos meus fones de ouvido. Não há novas mensagens no smartphone. Não há esperança.
Apenas as luzes da cidade me acompanham. Depois de uma jornada de trabalho, no qual sou mal remunerado (como quase todo mundo), eu apenas quero o meu apartamento, cujo também está vazio, escuro e sem vida.
Já faz algum tempo que convivo com essa solidão. Esta ao menos é verdadeira. Há tanta gente rodeada de gente e sozinha ao mesmo tempo, não é verdade?
Às vezes estar sozinho não é tão ruim. A diferença é que nunca vai se tornar em algo bom. A solidão quase sempre é um mal necessário - ela é fundamental para a nossa autocrítica, autoavaliação, autoajuda, autoqualquer coisa.
E quase sempre estou sozinho. Espero que não apaguem as luzes.

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