domingo, 25 de dezembro de 2011

Processando ideias e as transmitindo

Digo mais com a expressão facial do que apenas com a boca. Meus olhos, em conjunto com gestos das sombrancelhas, por exemplo, traduzem o que estou sentindo. São como janelas pelas quais é possível visualizar os locais mais difíceis de alcançar. Meu pensamento voa a qualquer palavra suspeita dita, a cada frase que contenha (ou pareça ter) algo por trás. Tento interpretar por diversos ângulos, raciocinando e recolocando ideias. É como se eu fosse viciado em quebra-cabeças, onde busco diversas peças para montar a imagem final. Tudo é, por mim, contextualizado de alguma forma.

Auxiliando no processo, minha boa memória consegue resgatar lembranças relevantes. Com elas, organizo de uma forma linear e rápida. Preciso ser assim. É através disso que busco conhecer melhor as pessoas - e com elas aprender. Aprender a defender-me ou auxiliá-las. Aprender que nem todo sorriso ou tapa nas costas são verdadeiros. Defender-me de quem diz ser aliado na minha frente, mas que fala de mim de uma maneira covarde quando não estou presente. 

É por isso que analiso tudo o que ouço. Toda interpretação é armazenada em meu cérebro. Aqui há muitas "gravações". Assim posso defender-me quando precisar. Terei argumentos fortes e com base em fatos.

E enquanto a oportunidade não chega, vou planejando e estruturando tudo. Ouvindo absurdos, sabendo por outros de mais alguma coisa e assim vou-me. Porém, como disse anteriormente, meu rosto transmite de uma forma clara e objetiva. Meus olhos parecem dois telões LCD com a frase em letras garrafais: EU SEI O QUE ESTÁS DIZENDO POR AÍ.

Não se engane com o meu silêncio. Preocupe-se com ele.

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