quinta-feira, 22 de novembro de 2012

One year and one month

Não há muito segredo. Somos um casal que se respeita, se conhece e se ama. 

Esses são os ingredientes necessários para que uma relação dê certo; na qual os dois querem que prossiga infinitamente. 

Hoje completamos um ano e um mês. Todo dia 22 é uma celebração. Poucos minutos - até segundos - após a meia-noite, o telefone toca. É ela. Tão bom isso.

Faço de tudo para agradá-la. Sinto que ela faz o mesmo. Nos dividimos e nos unimos quando necessário. 

Sou amigo dela e ela é minha amiga; sou namorado dela e ela é minha namorada; somos felizes.

Feliz 365 dias + 30. Te amo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Não posso aceitar tais condições

Complicado escrever algo sobre a morte de um colega do curso de jornalismo. É estranho lembrar que na última quarta-feira, 14, ele chegou a brincar comigo sobre um texto que fiz juntamente com a minha namorada. O que aconteceu é inexplicável e incompreensível.

Juliano Castro, um cara alegre e fanático pelo Grêmio FBPA, ficava no fundo da sala de aula. Com ele, os seus amigos mais próximos. Estavam sempre rindo e "groselhando", como diziam. Quando chegava à sala de aula, Juliano me cumprimentava com o "E aí, Pedro!" habitual. Um grande companheiro de jornada. Também recordo com alegria das vezes que compartilhamos uma quadra de futebol e da vibração a cada gol feito, como se fosse uma final de campeonato.

É estranho pensar que, em algumas horas, tudo iria mudar. 

A Jéssica Barz abraçou-me enquanto chorava. A lágrima dela ficou e escorregou em meu rosto, como se fosse minha também. Depois precisei amparar os meus outros camaradas. O sofrimento dos meus colegas é o que tortura a minha mente. Não posso aceitar tais condições.

Quando o rever, Juliano, perguntarei sobre o que achastes deste texto. E provavelmente dirás, com aquele bom humor de sempre, o seguinte:

- Ficou uma groselha do caralho, seu filho da puta.

Vá em paz, cara.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Conclusões

Caminho durante o dia. Vejo vitrines de lojas de jogos, compro um jornal e me sento em um banco da praça para lê-lo. Após folhear as páginas do informativo diário, avalio a minha vida e constato: não tenho do que reclamar. As dores que tive, até agora, são situações inevitáveis a qualquer ser humano. Não sou, portanto, beneficiado ou prejudicado.

Anos se passaram. Encontrei, enfim, a guria que soube valorizar o que dei. Ela foi a única que colocou água naquelas rosas que roubei do jardim do vizinho. Mais: ela deixou claro que esperava mais de mim. No entanto, nunca imaginei que ao conhecê-la iria ter motivos para reclamar da vida. Não falo queixar-me de mim ou dela, mas da vida. 

É difícil explicar em poucas palavras. 

De alguma forma choro o choro dela. As lágrimas que escorrem em meu rosto são resultado de uma dor que não é minha; mas que me atinge de forma direta. É a dor de não ter a encontrado antes, ou ainda de não ter percebido antes a sua presença ao meu redor. 

Às vezes imagino o que eu poderia ter feito para cobri-la. O meu abraço ou o meu sorriso talvez fossem bons antídotos ao seu mal. Sinto muito por não ter estado com ela naquelas noites; eu estaria ao seu lado, ambos sentados na calçada fria observando o nada. 

No entanto, eu a faria olhar para o céu e a indicaria uma estrela – a maior e mais brilhante. Diria que, daqui a alguns anos, aquela estrela iria cair em seu olhar. Talvez a cegasse no início, mas que faria uma revolução em sua vida. Uma revolução estampada no meu rosto, enquanto a encaro com um olhar tenro e sincero. 

O que posso dizer é que a amo. E que a tua dor também é minha. 

Não posso garantir que sou a solução dos problemas – seria, inclusive, muita prepotência de minha parte. No entanto, te prometo toda a verdade do mundo. Ou seja, diz respeito ao que sinto por ti. Também não posso afirmar que será eterno, mas durará uma vida ou duas. 

Não chore em vão. Não estás mais sozinha. Vim para ficar. Te amo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Vinte anos por vinte reais

Eu poderia desejar viver mais vezes o tipo de dia que vivi na tarde de ontem. No entanto, se fosse assim, eu não saberia valorizar o acontecido como merece. Foi um dia cheio, mas produtivo e totalmente surpreendente. 

É impressionante o que poucas notas na carteira e uma companhia boa e sincera ao teu lado podem fazer. Com cerca de R$ 20, sacados pela primeira vez de um banco, consegui trazer para casa dois dos primeiros livros que li.

O título "Na Barreira do Inferno", da Coleção Vagalume, foi o primeiro que li em minha vida. Eu possuía - estudante universitário que sou - poucas moedas em minha carteira. Provavelmente iriam ser utilizadas em xerox. Não foram, felizmente. Pois ao passearmos pelas bancas da 40ª Feira do Livro de Pelotas, na tarde da última quarta-feira, encontrei o livro que mencionei acima. Foi algo inesperado, visto que o procurava há muito tempo nos sebos locais e nunca encontrava. Apesar de estar custando míseros três reais, eu não tinha moedas o suficiente para cobrir o valor. No entanto, entrou em cena a minha namorada. Contando moedinhas, comprei o livro.

Minutos mais tarde resolvi ver se havia alguma forma de sacar dinheiro da minha conta bancária, que há poucas semanas foi aberta. Para a nossa surpresa, em frente ao caixa eletrônico, vimos a nota amarela de R$ 20 sair. Voltamos rapidamente à feira e procuramos o segundo livro que eu buscava. "Quem manda já morreu" é o título, também da Coleção Vagalume. Após uma vasta procura, encontramos. O valor era o mesmo: três dilmas

A felicidade estava estampada em meu rosto. Afinal, esses dois livros marcaram a minha vida. Foram eles os responsáveis pela formação do gosto pela leitura. Sem eles, talvez, eu não teria me apegado ao fantástico mundo literário. 

Para coroar um dia marcante e repleto de sorrisos, levei a minha guria à sorveteria. Parada obrigatória. Compartilhamos risadas, beijos e até o próprio sorvete - sendo que era do mesmo sabor. Foi, de fato, um daqueles dias que valem por mil.

Tudo isso com R$ 20.

Não é loucura pensar que cada real gasto representou um ano de minha vida. Vinte anos vividos em um dia no valor de apenas vinte reais.

A volta do que não foi

Tchê, é impressionante.

Pensei conseguir me afastar deste blog, deste GURI, mas não dá. Para alguém eu sou fora do padrão, tenho certeza disso. Ao ler os meus textos antigos, lembrar de algumas atitudes, assumo que errei ao questionar a mim mesmo o que eu era, na verdade. Eu sou o mesmo guri de sempre. Talvez errando menos do que antes, mas ainda assim o mesmo PH. Não sairei daqui. Porque, de fato, nunca saí. É o retorno de uma fuga que nunca fiz. 

O meu "adeus" nunca existiu.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

À beira do abismo, enxergo o fim

Foi lá, sentado ao teu lado, que percebi o quão poderoso era aquele momento. Eu sabia que tudo seria registrado nos mínimos detalhes em minha memória. E realmente foi. Tenho em minha escrivaninha um envelope, no qual há folhas e cheiros, além de uma corrente que se tornou, desde que ganhei, em um amuleto. Nas letras rabiscadas no papel colorido há palavras que... que dificultam esta escrita. Elas enchem os olhos d'água, apesar das inúmeras tentativas de evitar isso.

Já estivemos à beira do abismo. 

Estive perto de entregar-lhe esse mesmo envelope, que é o item mais valioso que possuo. Que não se compra, não se vende e, normalmente, não se entrega nem devolve a ninguém.

O receio de perder algo que não queremos é infernal. O mundo parece girar muito mais rápido do que o normal, enquanto torcemos fervorosamente para acordarmos e percebermos que é um fatídico pesadelo. No entanto, nada muda enquanto ouço o fecho da tua mochila se fechar. O tempo vai passando e aquele silêncio barulhento surge. Não há palavras nem olhares.

Não confio em quase ninguém, principalmente naqueles que te rodeiam. Naqueles que te conhecem há mais tempo do que eu. Não sinto segurança, nem sentirei. No entanto, o que fazer?

Folhas de caderno transformadas em papel de carta. Olho as fotografias e o álbum bonito. Sinto-me paralisado ao ler frases como "para sempre", "os melhores meses", ou ainda "teu beijo me acalma". Minha vontade é pegar o telefone e dizer alguma coisa. Qualquer coisa.

Como dormir se há o receio de acordar e perceber que tudo mudou?

Não sei, mas acho que não estou sendo o que devo ser. Ontem à noite questionei o quão fora dos padrões eu sou. Às vezes tenho a sensação de que já perdi o que realmente fazia a diferença. Talvez eu não seja quem eu realmente sou. Talvez perder quem me acompanha na travessia da ponte seja só o princípio da queda inevitável.

Por não acreditar mais que sou um guri fora dos padrões, publico o meu último post por aqui. A partir de agora, sou o guri. Sempre serei. Obrigado por todos que leram e acreditaram em minhas palavras. Foram verdadeiras, algumas passageiras e outras erradas. É da vida. Talvez escreva em algum outro blog, mas nunca mais será a mesma coisa.

Agora vou-me. Esta ponte já foi atravessada. Aguardo pelas próximas travessias.

Adeus. E perdoe-me.

sábado, 27 de outubro de 2012

Viajar em ônibus (ou em qualquer lugar)

Toda vez que preciso deslocar-me de casa até a algum destino longe o suficiente para obrigar-me a não ir a pé, preciso tomar o ônibus.

Estou esperando o veículo passar. Na mesma situação estão as pessoas ao meu redor que, de vez em quando, esticam o pescoço tentando ver se há algum ônibus se aproximando. Após alguns (longos) minutos, o transporte chega. Todos se preparam para subir. Subo, pago a passagem e giro a catraca. Olho a frente à procura de um assento vago. Com sorte, encontro um. Ao lado da janela.

Finalmente abro a mochila e pego o último livro que estou lendo. Ora de ficção, ora sobre comunicação. Agora, sim, posso dizer que estou viajando. O título do post pode dar uma ideia errada sobre a viagem em questão. Não é o ônibus que me conduz, mas o livro.

São centenas de páginas que, semelhante a um tapete persa voador, levantam voo. E te conduz numa viagem sem volta. Depois que a leitura conquista um novo viajante, este nunca mais deixa de viajar. Sempre há novos títulos, ou melhor, destinos. É o melhor turismo existente neste e em outros planetas. Sem dúvida alguma.

O ônibus chega ao meu destino. Preciso descer. Fecho o livro e o guardo em minha mochila. A viagem no transporte coletivo terminou, mas a que faço com o livro apenas começou. Sabe, percorro esse caminho há muito tempo...


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O que é bom deve ser compartilhado

No início do século passado, o escritor pelotense João Simões Lopes Neto dava ao mundo honrosas e belas produções literárias. O seu pioneirismo e talento, no entanto, só foi reconhecido após a sua morte, em 1916. Os seus livros, até hoje lidos e admirados, são peças fundamentais à estante de um apreciador de boa literatura. 

Atualmente - cem anos após o lançamento do livro Contos Gauchescos -, há pessoas que trabalham na preservação e divulgação desse rico material. Gente apaixonada pela literatura de João Simões Lopes Neto. Homens e mulheres decididos a não deixar esquecida a obra do escritor pelotense. 

Há, também, algumas ideias sendo colocadas em prática. Que tal homenagear e gerar ainda mais conteúdo a essas pessoas que há anos trabalham em prol do trabalho de J. Simões Lopes Neto? E mais: produzir algo que atraia também novos leitores e admiradores, atitude tão importante quanto preservar. Parece um sonho.

No entanto, sempre há a possibilidade de acordarmos do sonho e colocá-lo em prática. Realizá-lo com todas as nossas forças. E é isso que está acontecendo há alguns meses.

Em menos de trinta dias, sob as Três-Marias, essa novidade será revelada a todos. Aguarde.


Patrício, escuta-o!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Na coletiva de imprensa, o coletivo da esperança

Hoje, no pequeno auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), houve uma coletiva de imprensa com o reitor eleito Mauro Del Pino. Mais do que uma coletiva para apresentações, perguntas e respostas, ali estava o coletivo da esperança. Homens e mulheres que irão administrar até 2016 a Universidade Federal de Pelotas. Ao todo, além do reitor e vice-reitor, são sete pessoas que irão guiar a faculdade pelo caminho do progresso. 

Eleito com mais de cinco mil votos (5.376, mais precisamente), incluindo alunos, docentes e técnico-administrativos, o reitor Mauro Del Pino é a esperança de uma comunidade acadêmica inteira. Hoje, naquele auditório, enquanto todos observavam atentamente às respostas do novo reitor às questões da imprensa, eu pensava na importância daquela coletiva. Por tal razão, talvez, fui incapaz de questioná-lo quando tive chance. 


Aquelas pessoas nomeadas para compor a reitoria da UFPel, como disse, são o coletivo da esperança.

Que a UFPel seja maior, melhor, mais democrática e eficiente. 

É a minha esperança.

A noite traz a saudade

No escuro do meu quarto a única fonte de luz é o monitor. Não espanta a escuridão, muito menos a saudade que sinto a esta hora. Já é rotina sentir um aperto no peito quando o relógio marca que um novo dia já chegou. No entanto, para mim, um novo dia só chega quando a vejo. 

Como há na música de Nando Reis, ela tem a mão que aquece e espanta o frio. Ou mesmo a escuridão de meu quarto. 

Ah, que saudade.

sábado, 20 de outubro de 2012

365 dias, uma vida inteira (One year)

365 dias e mais um pouco. Este pouco pode ser representado de diversas formas: mais está por vir; o número "trezentos e sessenta e cinco" é apenas um número, pois o real valor é muito maior; representa um ano e mais uma vida, duas, três vividas juntas; "mais um pouco" significa que viveremos lado a lado por um tempo mais, tipo mais 365 ou 730 dias.

O que sei é que 365 dias já configuram uma vida inteira. Conviver um ano inteiro ao lado de alguém que te respeita e te ama é um privilégio. É bom ser retribuído. Às vezes não sei quem dá mais e acho que há uma batalha para saber quem ama mais. Uma batalha disputada de mãos dadas.

Há muitas coisas que eu gostaria de dizer, mas não consigo sem embassar a visão. No entanto, não tenho vergonha de sentir lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Acredito que alcancei o mais elevado dos sentimentos, mesmo sendo ainda relativamente novo. Com vinte anos, tenho a vontade de crescer sem parar, sede de conhecimentos, vontade de mudar alguma coisa - já estarei satisfeito de mudar o mundo daquela que me ama. Para melhor, é claro. Como já disse, eu sou o sol que traz as boas novas.

Há cada dia vejo mais evidências de que deveríamos nos conhecer. De um jeito ou de outro esse dia chegaria. Hoje enxergo com muito mais clareza essas provas de que realmente somos muito parecidos e, ao mesmo tempo, diferentes. É um complemento. Gostamos das mesmas coisas, tipo eu dela e ela de mim. E gostamos, também, de nós mesmos. Viu? Somos iguais.

No último sábado descobri que amarramos o tênis da mesma forma. (Quase) Todo mundo faz aquele laço estilizado. Não sei como explicar, mas é aquela "técnica" de enforcar o lanço e amarrar, por fim, o calçado. Nós, não. Já estou pensando em intitulá-la de "guria fora dos padrões". No entanto, ela está dentro do meu padrão. Ah! se todo mundo fosse assim...

Completamos um ano, mas aparentemente já estamos há mais tempo. Não sei bem explicar. Já há um entrosamento natural, sem frescuras e verossímil. Somos felizardos.

De Itaqui ao meu coração, numa viagem sem volta. É ela quem me esperava na estação. Agora eu sei.

365 dias, uma vida inteira. Porque eu sei que não termina aqui. É engraçado, mas não vai haver fim.

Te amo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vazio

Enfrento uma guerra particular. Como já escrevi em outro post, luto numa batalha na qual nunca sairei vencedor. Talvez, com sorte, eu receba alguma medalha ou reconhecimento pelo esforço, mas nunca chegarei à glória. Infelizmente.

Há muitas coisas que são insubstituíveis.

The Beatles, por exemplo, nunca será substituído por nenhuma banda, por mais fantástica que seja; segundo a fabricante Tigre, seus canos e produtos são os melhores - com eles o cliente não paga mico; eu prefiro café sem açúcar, mas o adoçante nunca o substituirá; o chocolate Sem Parar nunca será um Bis, por mais que tente ser; e Maradona não substituiu Pelé - aqui, uma ressalva: Messi pode ser a exceção.

Eu tenho certeza que o vazio que ela sente todos os dias é impossível de ser preenchido. É um sentimento insubstituível. Por mais que eu tente preenchê-lo com todo o meu afeto sincero, a quantidade de areia nunca é a suficiente para tapar o buraco. Tento todos os dias, mas não consigo. Às vezes parece que estou chegando à vitória e ao preenchimento total do vazio, mas num piscar de olhos tudo desmorona. Não posso substituir um sentimento por outro, apesar do meu ser bem mais presente do que o faltante; este, no entanto, é mais forte.

É uma droga saber que nunca poderei completá-la por inteiro. O que tortura o peito é ler que a moça em questão não lembra mais a sensação de estar completa. É uma dor que vem da alma, passa por cada veia e termina num soco direcionado ao objeto mais próximo. 

É uma droga lutar numa guerra perdida. 

No entanto, continuo lutando. Se há alguém que deve cair, este sou eu.

Como escrever o livro?


Como escrever o livro?, questionou o rapaz que tentava colocar em palavras aquilo que não conseguia explicar.

Tenho tudo: o teclado e uma boa alfabetização (obrigado, professores!), além de um ambiente calmo e silencioso - na verdade ouço, neste momento, no volume máximo!, Deep Purple. No entanto, ainda não mencionei os mais importantes ingredientes para escrever um livro: inspiração, vontade e lembranças. Ah! e é aí que mora o muro que impede o meu avanço: lembranças.

Escrevo uma, duas linhas. Paro e começo a recordar, a sorrir, a sentir saudade. Pego o celular e envio uma mensagem. Coloco naqueles poucos caracteres palavras-chave que só nós dois entendemos. Poucos minutos depois, recebo a resposta. A leio e sorrio novamente. Volto ao teclado, ao rock and roll e ao livro. Escrevo um parágrafo e paro novamente. Lembro-me daquela música, daquela tarde de sol, daquela conversa.

Bate a saudade. Inevitável. Encontro no meio da bagunça do meu quarto o único objeto que não contém poeira: o porta-retrato. O pego, o analiso por um longo tempo e o coloco no lugar como se fosse o maior troféu de todos - e é.

Volto ao teclado, à música e ao projeto de livro. Penso nas próximas linhas. Planejo o que escreverei, tomando o cuidado de não colocar cedo demais algum fato. Devemos esmiuçar, num livro, todas as vivências. Regressamos, então, ao interior de nossa mente. No entanto, para o meu desespero, quando "acordamos" já se passou um longo tempo e não escrevi nada! Apenas (re) vivi minhas memórias.

Por Deus, como escrevo o livro?! Quando tento escrevê-lo começo a vivê-lo. Talvez o livro já esteja escrito. Não no papel, mas na minha, na tua, em nossa memória.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Até quando?


Precisei parar tudo o que estava fazendo, pois a minha menina está sofrendo há alguns quilômetros de distância de mim. Vítima de diversos eventos impossíveis de serem previstos. Uma sequência avassaladora de decisões e atitudes advindas daqueles que, em tese, não deveriam tomá-las. Enquanto estou na escuridão de meu quarto, olho a parede vazia e questiono-me: até quando?

Até quando receberei mensagens e ligações com notícias que ferem todas as minhas posições sobre o caráter, o respeito e o comportamento humano?

Até quando precisarei tentar tranquilizá-la pelo celular mesmo sabendo que isso é impossível?

Até quando sofrerei com o sofrimento dela, sem poder fazer nada?

Até quando serei obrigado a ficar calado frente a tantas barbaridades?

Até quando existirão inimigos na trincheira?

Até quando?!

Espero que ela resista por mais algum tempo. A tempestade passará. Eu trarei o sol e as boas novas. Apenas preciso de tempo. Usarei de toda a minha competência e seriedade para crescer. Farei uso de todo o meu amor para envolvê-la, protegendo-a de todos os males. Estes que ora vem da rua, ora vem de casa.

Provarei que estas palavras não são apenas palavras. São ações. Em breve, vencerei. Venceremos. Juntos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Te procuro


Quando eu sinto a tua falta, meu bem, busco-te em fotos, em músicas, em lembranças, em pensamento.

Teu perfume é estonteante e o procuro em todo lugar. Escuto a voz de Eddie Vedder para ouvir a tua. Procuro-te em tudo: em meu peito, em minh’alma, em minhas memórias. Leio e releio as tuas cartas, as cheiro e sinto uma lágrima escorrer pelo rosto, deixando uma trilha de saudade e sentimento. Coloco a cabeça no travesseiro tentando imaginar que estás ali também, olhando-me com aquele teu sorriso tão delicado e forte, ao mesmo tempo. Sinto falta das tuas mordidas no ombro, da tua risada gostosa ou da tua boca percorrendo o meu pescoço. Incluo-te em todos os meus planos e metas, porque és o caminho e o objetivo. Meu desejo é vê-la sempre forte, feliz e sorrindo. Quero estar sempre do teu lado para afastar aquela mecha de cabelo e beijar o teu nariz. Sentir tuas lágrimas em meu rosto chocando-se contra as minhas. Sintonizar naquela frequência que criamos e que, por ela, escutamos o ritmo do nosso coração. E sempre, Jéssica, sempre é um dia perdido quando não vejo o teu olhar.

A hipótese de perder-te é catastrófica. Porque quando te encontrei, encontrei-me.

A amo e lutarei por ti. Por nós.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Luz: tua ausência é um incômodo

Por favor, luz, retorne!

Regresse aos cabos elétricos. Faça o transformador do poste da esquina trabalhar. Ilumine as ruas, movimente a hélice do ventilador, aqueça a água do chuveiro.

Eu suplico! Luz, retorne à minha casa. Teu retorno acarretará em diversas consequências, como o apagamento imediato das velas espalhadas pelos cômodos ou o início daquele barulho da geladeira quando ela está congelando o seu interior. Teu regresso também fará a televisão ligar, a luz acender e a minha rotina recomeçar.

Por favor, luz, volte! Eu preciso acessar o meu Facebook.

Discutam sobre a política


Não é preciso ter Ph.D. em ciência política para poder analisá-la. Ignore àqueles que criticam a opinião das pessoas que, normalmente, não manifestam opiniões sobre as eleições ou debates na televisão. Política exige, sim, certo conhecimento, mas este é conquistado quando há o envolvimento das pessoas. Portanto, envolva-se.

Duvide da boa intenção de quem critica tais manifestações.

Todos sabem que o Brasil não é muito maior do que é em razão do escasso conhecimento da população sobre o tema. Caso houvesse um maior envolvimento, uma maior discussão nas redes sociais ou nas rodas de conversa e uma atenção especial aos noticiários e às atitudes dos governantes, o maior país da América do Sul estaria muito mais desenvolvido.

Repito: duvide da boa intenção de quem critica a manifestação das pessoas acerca de tudo o que envolve a política, como os debates na rádio e TV, no processo eleitoral ou na reputação e propostas dos candidatos. Envolva-se. Pense. Vote.

Não estamos falando apenas do futuro, mas do presente. As mudanças devem começar o quanto antes.

Por fim, é engraçado ver os usuários que antes questionaram e criticaram os comentários sobre um debate eleitoral na TV, comentarem, com todo o entusiasmo, os novos capítulos da novela das oito.

Tu riste da Carminha. No entanto, são os dinossauros da política que riem de ti.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Feliz aniversário, John Lennon


Desde pequeno admirei o teu jeito “maluco” e as capas dos teus discos. Conforme fui crescendo passei a valorizar, também, as tuas músicas.

Há um ano colocava tua foto em meu perfil do Facebook como forma de homenageá-lo.

Todo ano milhares de fãs o parabenizam pelo aniversário quando, na verdade, nós somos os presenteados. Eu sou um felizardo e ganhador de teus presentes. Tuas músicas são os agrados que recebemos.

Porém, há exatamente um ano, ganhei mais um e importante presente. Conheci a guria que anda ao meu lado até hoje.

Obrigado, John Lennon, pelas músicas, pela coragem, pelo teu amor ao amor, pela luta pela paz, pela bandeira levantada ao favor de um mundo mais unido e por ter dado a mim o maior dos presentes, que é a minha incrível namorada.

Love, para nós, é um hino.

Lennon, o aniversariante. Nós, os presenteados.