quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vazio

Enfrento uma guerra particular. Como já escrevi em outro post, luto numa batalha na qual nunca sairei vencedor. Talvez, com sorte, eu receba alguma medalha ou reconhecimento pelo esforço, mas nunca chegarei à glória. Infelizmente.

Há muitas coisas que são insubstituíveis.

The Beatles, por exemplo, nunca será substituído por nenhuma banda, por mais fantástica que seja; segundo a fabricante Tigre, seus canos e produtos são os melhores - com eles o cliente não paga mico; eu prefiro café sem açúcar, mas o adoçante nunca o substituirá; o chocolate Sem Parar nunca será um Bis, por mais que tente ser; e Maradona não substituiu Pelé - aqui, uma ressalva: Messi pode ser a exceção.

Eu tenho certeza que o vazio que ela sente todos os dias é impossível de ser preenchido. É um sentimento insubstituível. Por mais que eu tente preenchê-lo com todo o meu afeto sincero, a quantidade de areia nunca é a suficiente para tapar o buraco. Tento todos os dias, mas não consigo. Às vezes parece que estou chegando à vitória e ao preenchimento total do vazio, mas num piscar de olhos tudo desmorona. Não posso substituir um sentimento por outro, apesar do meu ser bem mais presente do que o faltante; este, no entanto, é mais forte.

É uma droga saber que nunca poderei completá-la por inteiro. O que tortura o peito é ler que a moça em questão não lembra mais a sensação de estar completa. É uma dor que vem da alma, passa por cada veia e termina num soco direcionado ao objeto mais próximo. 

É uma droga lutar numa guerra perdida. 

No entanto, continuo lutando. Se há alguém que deve cair, este sou eu.

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