quinta-feira, 20 de junho de 2013

O prêmio pelo nada

A vida é injusta desde que mundo é mundo e não vejo meios para mudar esse movimento cíclico.

Complicado visualizar pessoas incrivelmente esforçadas e focadas em seu progresso (seja ele pessoal, moral, financeiro, entre outros) perderem espaço por outros que, pelos mais diversos fatores, exceto o mérito, ocupam lugares incompatíveis do ponto de vista meritocrático. A vida, no entanto, e preciso reafirmar, é injusta e sempre será.

O que me tranquiliza como ser humano e jovem como sou, atualmente com 21 anos, é a observação que faço todos os dias. Vejo que, apesar de injusta as formas de seleção, premiação (em seus mais diversos sentidos) e reconhecimento, os mais esforçados conseguem atingir a maioria de seus objetivos, visto que a escalada ao sucesso não é fácil e o sobrenome pomposo nem sempre segura as pontas na "hora da onça beber água".

O sucesso também não vê mordomia como aliado. 

Só que o triunfo dos inocentes numa guerra injusta pode levar anos para acontecer. Até lá há muito sofrimento, esforço e, acima de tudo, paciência enquanto a escada leva ao alto o menos convicto do que fez, faz ou fará.

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