O despertador toca e reclamo. Com os olhos fechados estendo o braço e te procuro, mas o lado direito está frio e vazio. Me levanto e encontro uma carta escrita à mão num papel qualquer. Abro rapidamente e leio lentamente aquelas linhas tortas, palavras escritas com caneta vermelha, cor que simbolizava o sangue que coagulava em meu peito como se alguém tivesse feito um corte profundo.
Te perdi.
Sumistes.
Corri até a porta, olhei para fora, gritei teu nome. Em vão.
Corri à parada do ônibus, mas não havia mais ninguém. Perguntei aos vizinhos, aos desconhecidos, aos Céus, mas nada nem ninguém a viu partir.
Sair, assim, da minha cama, da minha casa, da minha vida... Por quê? O que fiz? Estou te perdendo? Te perdi?
Me perdi.
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