quinta-feira, 25 de outubro de 2012

O que é bom deve ser compartilhado

No início do século passado, o escritor pelotense João Simões Lopes Neto dava ao mundo honrosas e belas produções literárias. O seu pioneirismo e talento, no entanto, só foi reconhecido após a sua morte, em 1916. Os seus livros, até hoje lidos e admirados, são peças fundamentais à estante de um apreciador de boa literatura. 

Atualmente - cem anos após o lançamento do livro Contos Gauchescos -, há pessoas que trabalham na preservação e divulgação desse rico material. Gente apaixonada pela literatura de João Simões Lopes Neto. Homens e mulheres decididos a não deixar esquecida a obra do escritor pelotense. 

Há, também, algumas ideias sendo colocadas em prática. Que tal homenagear e gerar ainda mais conteúdo a essas pessoas que há anos trabalham em prol do trabalho de J. Simões Lopes Neto? E mais: produzir algo que atraia também novos leitores e admiradores, atitude tão importante quanto preservar. Parece um sonho.

No entanto, sempre há a possibilidade de acordarmos do sonho e colocá-lo em prática. Realizá-lo com todas as nossas forças. E é isso que está acontecendo há alguns meses.

Em menos de trinta dias, sob as Três-Marias, essa novidade será revelada a todos. Aguarde.


Patrício, escuta-o!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Na coletiva de imprensa, o coletivo da esperança

Hoje, no pequeno auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), houve uma coletiva de imprensa com o reitor eleito Mauro Del Pino. Mais do que uma coletiva para apresentações, perguntas e respostas, ali estava o coletivo da esperança. Homens e mulheres que irão administrar até 2016 a Universidade Federal de Pelotas. Ao todo, além do reitor e vice-reitor, são sete pessoas que irão guiar a faculdade pelo caminho do progresso. 

Eleito com mais de cinco mil votos (5.376, mais precisamente), incluindo alunos, docentes e técnico-administrativos, o reitor Mauro Del Pino é a esperança de uma comunidade acadêmica inteira. Hoje, naquele auditório, enquanto todos observavam atentamente às respostas do novo reitor às questões da imprensa, eu pensava na importância daquela coletiva. Por tal razão, talvez, fui incapaz de questioná-lo quando tive chance. 


Aquelas pessoas nomeadas para compor a reitoria da UFPel, como disse, são o coletivo da esperança.

Que a UFPel seja maior, melhor, mais democrática e eficiente. 

É a minha esperança.

A noite traz a saudade

No escuro do meu quarto a única fonte de luz é o monitor. Não espanta a escuridão, muito menos a saudade que sinto a esta hora. Já é rotina sentir um aperto no peito quando o relógio marca que um novo dia já chegou. No entanto, para mim, um novo dia só chega quando a vejo. 

Como há na música de Nando Reis, ela tem a mão que aquece e espanta o frio. Ou mesmo a escuridão de meu quarto. 

Ah, que saudade.

sábado, 20 de outubro de 2012

365 dias, uma vida inteira (One year)

365 dias e mais um pouco. Este pouco pode ser representado de diversas formas: mais está por vir; o número "trezentos e sessenta e cinco" é apenas um número, pois o real valor é muito maior; representa um ano e mais uma vida, duas, três vividas juntas; "mais um pouco" significa que viveremos lado a lado por um tempo mais, tipo mais 365 ou 730 dias.

O que sei é que 365 dias já configuram uma vida inteira. Conviver um ano inteiro ao lado de alguém que te respeita e te ama é um privilégio. É bom ser retribuído. Às vezes não sei quem dá mais e acho que há uma batalha para saber quem ama mais. Uma batalha disputada de mãos dadas.

Há muitas coisas que eu gostaria de dizer, mas não consigo sem embassar a visão. No entanto, não tenho vergonha de sentir lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Acredito que alcancei o mais elevado dos sentimentos, mesmo sendo ainda relativamente novo. Com vinte anos, tenho a vontade de crescer sem parar, sede de conhecimentos, vontade de mudar alguma coisa - já estarei satisfeito de mudar o mundo daquela que me ama. Para melhor, é claro. Como já disse, eu sou o sol que traz as boas novas.

Há cada dia vejo mais evidências de que deveríamos nos conhecer. De um jeito ou de outro esse dia chegaria. Hoje enxergo com muito mais clareza essas provas de que realmente somos muito parecidos e, ao mesmo tempo, diferentes. É um complemento. Gostamos das mesmas coisas, tipo eu dela e ela de mim. E gostamos, também, de nós mesmos. Viu? Somos iguais.

No último sábado descobri que amarramos o tênis da mesma forma. (Quase) Todo mundo faz aquele laço estilizado. Não sei como explicar, mas é aquela "técnica" de enforcar o lanço e amarrar, por fim, o calçado. Nós, não. Já estou pensando em intitulá-la de "guria fora dos padrões". No entanto, ela está dentro do meu padrão. Ah! se todo mundo fosse assim...

Completamos um ano, mas aparentemente já estamos há mais tempo. Não sei bem explicar. Já há um entrosamento natural, sem frescuras e verossímil. Somos felizardos.

De Itaqui ao meu coração, numa viagem sem volta. É ela quem me esperava na estação. Agora eu sei.

365 dias, uma vida inteira. Porque eu sei que não termina aqui. É engraçado, mas não vai haver fim.

Te amo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vazio

Enfrento uma guerra particular. Como já escrevi em outro post, luto numa batalha na qual nunca sairei vencedor. Talvez, com sorte, eu receba alguma medalha ou reconhecimento pelo esforço, mas nunca chegarei à glória. Infelizmente.

Há muitas coisas que são insubstituíveis.

The Beatles, por exemplo, nunca será substituído por nenhuma banda, por mais fantástica que seja; segundo a fabricante Tigre, seus canos e produtos são os melhores - com eles o cliente não paga mico; eu prefiro café sem açúcar, mas o adoçante nunca o substituirá; o chocolate Sem Parar nunca será um Bis, por mais que tente ser; e Maradona não substituiu Pelé - aqui, uma ressalva: Messi pode ser a exceção.

Eu tenho certeza que o vazio que ela sente todos os dias é impossível de ser preenchido. É um sentimento insubstituível. Por mais que eu tente preenchê-lo com todo o meu afeto sincero, a quantidade de areia nunca é a suficiente para tapar o buraco. Tento todos os dias, mas não consigo. Às vezes parece que estou chegando à vitória e ao preenchimento total do vazio, mas num piscar de olhos tudo desmorona. Não posso substituir um sentimento por outro, apesar do meu ser bem mais presente do que o faltante; este, no entanto, é mais forte.

É uma droga saber que nunca poderei completá-la por inteiro. O que tortura o peito é ler que a moça em questão não lembra mais a sensação de estar completa. É uma dor que vem da alma, passa por cada veia e termina num soco direcionado ao objeto mais próximo. 

É uma droga lutar numa guerra perdida. 

No entanto, continuo lutando. Se há alguém que deve cair, este sou eu.

Como escrever o livro?


Como escrever o livro?, questionou o rapaz que tentava colocar em palavras aquilo que não conseguia explicar.

Tenho tudo: o teclado e uma boa alfabetização (obrigado, professores!), além de um ambiente calmo e silencioso - na verdade ouço, neste momento, no volume máximo!, Deep Purple. No entanto, ainda não mencionei os mais importantes ingredientes para escrever um livro: inspiração, vontade e lembranças. Ah! e é aí que mora o muro que impede o meu avanço: lembranças.

Escrevo uma, duas linhas. Paro e começo a recordar, a sorrir, a sentir saudade. Pego o celular e envio uma mensagem. Coloco naqueles poucos caracteres palavras-chave que só nós dois entendemos. Poucos minutos depois, recebo a resposta. A leio e sorrio novamente. Volto ao teclado, ao rock and roll e ao livro. Escrevo um parágrafo e paro novamente. Lembro-me daquela música, daquela tarde de sol, daquela conversa.

Bate a saudade. Inevitável. Encontro no meio da bagunça do meu quarto o único objeto que não contém poeira: o porta-retrato. O pego, o analiso por um longo tempo e o coloco no lugar como se fosse o maior troféu de todos - e é.

Volto ao teclado, à música e ao projeto de livro. Penso nas próximas linhas. Planejo o que escreverei, tomando o cuidado de não colocar cedo demais algum fato. Devemos esmiuçar, num livro, todas as vivências. Regressamos, então, ao interior de nossa mente. No entanto, para o meu desespero, quando "acordamos" já se passou um longo tempo e não escrevi nada! Apenas (re) vivi minhas memórias.

Por Deus, como escrevo o livro?! Quando tento escrevê-lo começo a vivê-lo. Talvez o livro já esteja escrito. Não no papel, mas na minha, na tua, em nossa memória.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Até quando?


Precisei parar tudo o que estava fazendo, pois a minha menina está sofrendo há alguns quilômetros de distância de mim. Vítima de diversos eventos impossíveis de serem previstos. Uma sequência avassaladora de decisões e atitudes advindas daqueles que, em tese, não deveriam tomá-las. Enquanto estou na escuridão de meu quarto, olho a parede vazia e questiono-me: até quando?

Até quando receberei mensagens e ligações com notícias que ferem todas as minhas posições sobre o caráter, o respeito e o comportamento humano?

Até quando precisarei tentar tranquilizá-la pelo celular mesmo sabendo que isso é impossível?

Até quando sofrerei com o sofrimento dela, sem poder fazer nada?

Até quando serei obrigado a ficar calado frente a tantas barbaridades?

Até quando existirão inimigos na trincheira?

Até quando?!

Espero que ela resista por mais algum tempo. A tempestade passará. Eu trarei o sol e as boas novas. Apenas preciso de tempo. Usarei de toda a minha competência e seriedade para crescer. Farei uso de todo o meu amor para envolvê-la, protegendo-a de todos os males. Estes que ora vem da rua, ora vem de casa.

Provarei que estas palavras não são apenas palavras. São ações. Em breve, vencerei. Venceremos. Juntos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Te procuro


Quando eu sinto a tua falta, meu bem, busco-te em fotos, em músicas, em lembranças, em pensamento.

Teu perfume é estonteante e o procuro em todo lugar. Escuto a voz de Eddie Vedder para ouvir a tua. Procuro-te em tudo: em meu peito, em minh’alma, em minhas memórias. Leio e releio as tuas cartas, as cheiro e sinto uma lágrima escorrer pelo rosto, deixando uma trilha de saudade e sentimento. Coloco a cabeça no travesseiro tentando imaginar que estás ali também, olhando-me com aquele teu sorriso tão delicado e forte, ao mesmo tempo. Sinto falta das tuas mordidas no ombro, da tua risada gostosa ou da tua boca percorrendo o meu pescoço. Incluo-te em todos os meus planos e metas, porque és o caminho e o objetivo. Meu desejo é vê-la sempre forte, feliz e sorrindo. Quero estar sempre do teu lado para afastar aquela mecha de cabelo e beijar o teu nariz. Sentir tuas lágrimas em meu rosto chocando-se contra as minhas. Sintonizar naquela frequência que criamos e que, por ela, escutamos o ritmo do nosso coração. E sempre, Jéssica, sempre é um dia perdido quando não vejo o teu olhar.

A hipótese de perder-te é catastrófica. Porque quando te encontrei, encontrei-me.

A amo e lutarei por ti. Por nós.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Luz: tua ausência é um incômodo

Por favor, luz, retorne!

Regresse aos cabos elétricos. Faça o transformador do poste da esquina trabalhar. Ilumine as ruas, movimente a hélice do ventilador, aqueça a água do chuveiro.

Eu suplico! Luz, retorne à minha casa. Teu retorno acarretará em diversas consequências, como o apagamento imediato das velas espalhadas pelos cômodos ou o início daquele barulho da geladeira quando ela está congelando o seu interior. Teu regresso também fará a televisão ligar, a luz acender e a minha rotina recomeçar.

Por favor, luz, volte! Eu preciso acessar o meu Facebook.

Discutam sobre a política


Não é preciso ter Ph.D. em ciência política para poder analisá-la. Ignore àqueles que criticam a opinião das pessoas que, normalmente, não manifestam opiniões sobre as eleições ou debates na televisão. Política exige, sim, certo conhecimento, mas este é conquistado quando há o envolvimento das pessoas. Portanto, envolva-se.

Duvide da boa intenção de quem critica tais manifestações.

Todos sabem que o Brasil não é muito maior do que é em razão do escasso conhecimento da população sobre o tema. Caso houvesse um maior envolvimento, uma maior discussão nas redes sociais ou nas rodas de conversa e uma atenção especial aos noticiários e às atitudes dos governantes, o maior país da América do Sul estaria muito mais desenvolvido.

Repito: duvide da boa intenção de quem critica a manifestação das pessoas acerca de tudo o que envolve a política, como os debates na rádio e TV, no processo eleitoral ou na reputação e propostas dos candidatos. Envolva-se. Pense. Vote.

Não estamos falando apenas do futuro, mas do presente. As mudanças devem começar o quanto antes.

Por fim, é engraçado ver os usuários que antes questionaram e criticaram os comentários sobre um debate eleitoral na TV, comentarem, com todo o entusiasmo, os novos capítulos da novela das oito.

Tu riste da Carminha. No entanto, são os dinossauros da política que riem de ti.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Feliz aniversário, John Lennon


Desde pequeno admirei o teu jeito “maluco” e as capas dos teus discos. Conforme fui crescendo passei a valorizar, também, as tuas músicas.

Há um ano colocava tua foto em meu perfil do Facebook como forma de homenageá-lo.

Todo ano milhares de fãs o parabenizam pelo aniversário quando, na verdade, nós somos os presenteados. Eu sou um felizardo e ganhador de teus presentes. Tuas músicas são os agrados que recebemos.

Porém, há exatamente um ano, ganhei mais um e importante presente. Conheci a guria que anda ao meu lado até hoje.

Obrigado, John Lennon, pelas músicas, pela coragem, pelo teu amor ao amor, pela luta pela paz, pela bandeira levantada ao favor de um mundo mais unido e por ter dado a mim o maior dos presentes, que é a minha incrível namorada.

Love, para nós, é um hino.

Lennon, o aniversariante. Nós, os presenteados.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Quando a gente crescer

Texto de uma lembrança que poderia ter existido.

- Não sabia que guria joga videogame.
- Claro que joga. Eu tô jogando, ué.
- Esse daí é o Zelda?
- Nããããão! É o Link, gurizinho... Quer jogar comigo?
- Quero!
- Qual o teu nome?
- Pedro Henrique, mas todo mundo me chama de Pepê. E o teu?
- Jéssica.

[...]

- Foi legal jogar contigo, Pepê. Se eu te ver amanhã a gente joga de novo. Tchau!
- Jéssica! Espera aí! Posso te perguntar uma coisa?
- Pode.
- Posso namorar contigo?
- Não!
- Por quê? :'(
- Só quando a gente crescer. Aí tu pergunta de novo.
- Tá.
- Então, tchau.
- Tchau.

  

- Tô louco pra crescer!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Auxílio

Escalo com dificuldades uma grande montanha. 
Subo uma enorme escada com três mil degraus.
Remo contra a maré, pedalo contra o vento.
Enfrento sozinho um exército. Enfrento um tanque de guerra.
Tento ouvir o silêncio, enxergar na escuridão e caminhar no ar.
Luto contra seis num cabo-de-guerra.
Escrevo com a mão errada, chuto com a perna esquerda.

São muitas dificuldades. 

Cheguei ao alto da montanha, ao fim da escada; parei de nadar ao chegar à margem e desci da bicicleta ao terminar a travessia; venci as tropas e o tanque; escutei o silêncio, enxerguei na completa escuridão e voei; lutei e venci ao levar ao chão seis no cabo-de-guerra; escrevi certo com a mão errada e marquei um gol com a perna trocada.

São muitas vitórias.

Após chegar aos destinos, completar as travessias e superar os obstáculos, olho ao alto e agradeço pelo auxílio. Porém, ciente estou que conquistei o que tenho por causa de minha força de vontade. O que veio lá de cima foi apenas o empurrãozinho necessário para chegar ao copo d'água.

- Obrigado.

Nada a perder

Confesso que fico entristecido quando conheço alguém que age sem pensar porque não tem nada a perder. Geralmente tento interpretar tais atitudes como simples vontade própria, mas ao longo do tempo percebo que estou tentando enganar a mim mesmo. A verdade está diante de mim: ela, na verdade, age sem pensar porque não tem nada a perder. O problema aumenta quando a criatura, de alguma forma ou de outra, "contagia" as outras pessoas que a rodeiam. Daí nasce um problemão. 

Pelo que observo esse ser tenta se encontrar em tudo - ou em todos - numa busca infinita e insana. E o pior: acredita estar vivendo intensamente. Engana-se. No entanto, isso não me tira o sono. Se ela vai dormir com um, dois, três ou vinte (!) ou se vai fumar alguma coisa, pouco me importa. Cada um com as suas visões de mundo.

Porém, gurizada, isso não pode, em hipótese alguma, atingir outras pessoas. Atingir quem eu amo, sendo mais claro. É intolerável. Por que levar ao próximo a tua irresponsabilidade?

Sempre percebo alguns recados. Compartilha nas redes sociais imagens que ironizam os ditos namoros sérios - para mim todo namoro, por essência, deve ser sério. Lança algumas mensagens que indiretamente tentam chegar a alguém - ou a mim. Oferece isso e aquilo quando tem chance. Canta vantagem, "pega" tudo e todos. "Poderosa" e "irresistível". Por favor! 

Busca nas drogas (incluindo as legalizadas), no sexo, na esculhambação do corpo e no modo de agir algo que preencha o vazio que possui. 

Faça o que quiser com a tua vida, mas não interfira na minha. Simples.

Para finalizar, afirmo que gosto daquela loucura que vem de dentro para fora. Uma loucura boa, sem vícios. Aquele riso sincero, companheiro e reconfortante. Nada de gargalhadas (quase) diabólicas com um copo na mão. Não, não e não! Não é preciso muita coisa. A melhor loucura é aquela silenciosa, com fones no ouvido e baquetas imaginárias na mão.

Não tens nada a perder. Nem a ganhar.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Sabe o que é bonito? (eleven months)

Bonito é sentir-se amado.

Bonito é ver os olhos verdes daquela guria abrir os teus próprios olhos para o mundo.

Bonito é sentir o teu rosto quente encostar no meu enquanto o vento gelado bagunça os teus cabelos.

Bonito é pegar na tua mão e senti-la apertar a minha para nunca mais perdê-la.

Bonito é querer e escrever, de fato, um livro para homenagear àquela que amamos.

Bonito é ter sorte no jogo... e no amor.

Bonito é passar mês a mês ao teu lado e parecer que estamos juntos há apenas uma semana, mas com a sensação de que nos conhecemos há décadas.

Bonito é o teu rosto que, por si só, ilumina a minha vida.

Bonito é escrever um texto como este ao som de John Lennon.

Aliás, bonito foi te conhecer no aniversário do mesmo Lennon.

Mais bonito ainda é saber que estás comigo e não irás embora.

Ainda mais belo é saber que irás voltar sempre quando puderes.

Mas o que há de mais belo neste mundo é o que sinto por ti. E o que sentes por mim. Sabe... isso que é bonito.


Feliz onze meses, meu bem.

PH