Tchê! O que levamos daqui? Dizem que nosso maior patrimônio é a nossa mente. Partindo desse princípio, não levaremos o nosso dinheiro, nosso status nem nossa roupa de cama (?) para lugar algum. Então, o que levaremos? Respondo: nossas experiências e memórias.
Digo isso porque, desde a última segunda-feira (16) até ontem (20), participei da I Semana Acadêmica de Ciência e Engenharia de Materiais, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Evento realizado por uma gurizada ensandecida por cerâmica - ouvi muito essa palavra durante os cinco dias. Muitas palestras foram realizadas envolvendo pessoas importantes do ramo, além da quantidade absurda de café consumido pelos presentes durante o coffe break. Sensacional! Para melhorar, ganhei uma camiseta da semana acadêmica dos caras, ingresso para a festa da engenharia e muitas, muitas rodadas de capuccino. Aliás, já sinto saudades dos trinta minutos de intervalo para tomar aquele cafezinho esperto.
![]() |
| Quem não foi, perdeu. |
E sei que muitos devem estar pensando que porra é essa? o que um estudante de jornalismo faria numa semana acadêmica de engenharia. Simples: comunicar. Explicando melhor, há algumas semanas chegou um e-mail da Engenharia de Materiais; nele havia o convite para algum interessado do curso de jornalismo da UFPel para participar da semana acadêmica. Logicamente curti a ideia, respondi ao "chamado", fui procurado e fiz parte da turma deles durante cinco dias. Foi demais, gurizada.
Agora faz sentido a introdução que fiz, não? Pois, com a semana acadêmica deles, aprendi muito. O certificado que receberei é muito pouco se comparado às experiências que obtive durante esse tempo. Conheci gente legal, ouvi palestras sensacionais - apesar de não entender muita coisa do que foi dito - e bebi (muito) café. Preciso de mais?
Tenho certeza de que não esquecerei dos dias que passei na turma de engenharia. Como futuro jornalista, preciso aprender um pouco de tudo. Com isso, fica fácil perceber a importância de participar de eventos como esse. Além disso, a organização da gurizada foi algo surpreendente. Teve banners, flyers (com a programação completa), camisetas e crachás personalizados. Também houve a contratação do pessoal do Café da Fazenda - o que é bom tem que ser dito -, além da quantidade incrível de palestras de alto nível, incluindo engenheiros, professores de alto calibre e pesquisadores das mais diversas áreas - todas com alguma relação com a Engenharia de Materiais.
Para verem como aprendi, agora sei um pouco sobre nanotecnologia, revestimentos dos mais diversos tipos, além de tipos de cimento e outras tantas tecnologias. Realmente foi uma aula com duração de cinco dias. Eu, na verdade, não fiz nada. Apenas fui um convidado vip, vestindo a camiseta e o crachá do evento, enquanto me divertia.
São coisas como essa que levarei para a vida toda - e quiçá para depois dela. Não esquecerei dessa experiência e espero, sinceramente, encontrar essa gurizada daqui a algum tempo: eu, como jornalista, entrevistando o mais novo brilhante engenheiro de materiais do Brasil e reportando as novas tecnologias vindas dessa área. Quem sabe?
Obrigado, rapaziada. Agradeço a vocês pela oportunidade. Sucesso nessa caminhada engenhosa - rá, trocadilho! - e continuem a trabalhar, a crescer e a construir o nosso país.
Um grande abraço,
Pedro Henrique Costa Krüger.

Woooowww!
ResponderExcluirParabéns pelo texto! Nós é que acima de tudo agradecemos você, pelos textos introdutórios, pelos chamados entre as palestras, pelos avisos no coffe-break, pelas palavras de agradecimento no encerramento. Muito obrigada mesmo! Por tudo. Ser interdisciplinas é mais do que currículo, é vivência, é amizade nova, é conhecimento! Parabéns e continue conosco e com os cerâmicos! :D