Tropecei, mas não caí. Tudo faz muito sentido, mas não entendo nada. O sol está forte e brilhante, em meio a nuvens, enquanto pássaros cortam o azulado céu infinito. De repente, encontro um trevo de quatro folhas. O arranco com todo o cuidado e o coloco - como minha avó me disse, anos atrás - dentro do livro. "Para dar sorte nos estudos". Talvez dê tudo certo a partir de agora.
Continuo. Há muito calor e poucas sombras. As poucas árvores que existem no caminho nos convidam a parar e dormir sob a refrescante proteção natural; mas não posso dar fim aos meus passos que, por ora, estão acelerados. Preciso chegar no fim desta estrada porque há uma árvore com uma sombra muito, mas muito maior. Gigantesca. Incomparável.
Lembram-se do trevo de quatro folhas? Ele continua dentro do livro. Está me proporcionando sorte nos estudos. Assim posso aproveitar melhor as oportunidades e seguir em frente com tranquilidade. Sereno e convicto do que quero piso forte na empoeirada via de acesso ao sucesso.
Espero que o trevo de quatro folhas resista ao calor. Ainda falta muito.
Belo e profundo o tema desse pequeno texto. Confirma a lenda: nos pequenos frascos estão os melhores perfumes.
ResponderExcluirO entusiasmo pela vida que se lê nas entrelinhas, é o trevo q todo ser humano deveria ter dentro de si. Como narra o ditado chinês, a maioria dos humanos procura a felicidade e a realização no exterior, qdo a única maneira de encontrá-la é dentro de si!
Amei o texto. Já li neste blog vários bons textos, plenos de vida. Sugiro, a compilação num livro. Abraço fraterno, prof.ª Loiva Hartmann
Obrigado, professora! :)
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