As farmácias estão abertas, mas busco remédio nas músicas. Uma por uma, escolhidas a dedo, vou tentando curar o mal que está me envolvendo.
Geralmente, consulto grandes especialistas. Os doutores John Lennon e George Harrison estão no topo da lista. Jack Johnson também auxilia, e uma equipe médica inteira está sempre me socorrendo quando preciso. Obrigado, Pink Floyd. A galera do Supertramp fica de plantão. E os heróis da banda Uriah Heep estão sempre à disposição.
Num país onde a saúde não é a maior maravilha – muito pelo contrário -, posso dizer que meu plano de saúde é de primeiro mundo. E os resultados são garantidos. Não há propaganda enganosa, apenas música boa. Remédio da melhor qualidade.
Neste momento, estou sendo medicado. Estou respirando com a ajuda de aparelhos: fones de ouvido, é claro. E realmente estou me sentindo bem melhor.
Outra vantagem é a de que não há problema com a automedicação. Pelo contrário, é muito aconselhável esse tipo de tratamento. Também não é preciso ler a bula, mas leio porque as letras são realmente lindas.
Em caso de emergência, meu bom amigo, um conselho: aperte o play e sinta-se melhor. Melhor cura não há. Acredite.
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