quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Feliz aniversário, mãe.


Feliz aniversário, mãe. Não sei se essa data é mais especial para ti ou se é para mim, afinal estamos completando mais um ano de convivência entre mãe e filho. Obrigado por sempre me amar incondicionalmente durante meus 18 anos de vida. O que tu faz por mim em um dia, muitos filhos não recebem durante uma vida inteira. Eu convivi e convivo com pessoas que sempre reclamam das suas respectivas mães e outros que nem possuem uma, ou até que possuem, mas não as têm como verdadeiras mães. Eu nunca me queixei de ti para ninguém, mãe, pois nem tenho do que reclamar.
Além disso, mãe, quase perdesse a vida por mim, e isso não seria justo. Eu me culparia eternamente se algo desse errado naquele 24 de dezembro de 1991. Graças a Deus saímos com vida de lá, e espero que eu esteja recompensando a ti, como filho. Desculpe-me por tudo que já lhe fiz, principalmente na época a qual eu dizia que era filho adotivo... Eu não imaginava quanta bobagem estava dizendo. Desculpe-me também por ter saído da Pompéia sem avisar e ter ido aos brinquedos. hehe
Grandes momentos tenho gravados na memória e pretendo ter mais ainda, mas algumas coisas que julguei importantes ainda tenho guardado, pois valem muito mais do que qualquer palavra possa descrever. Talvez tu nem lembre, mas ainda tenho um papelzinho guardado que tu colocou na mesa da cozinha, como um bilhete, avisando que tinha saído com o pai, onde, no final, assinasse como “mãe”. Para mim não é apenas um bilhete, é um documento, o qual guardo com todo meu coração.
Outra coisa que lembro muito é de quando íamos ao centro, principalmente na Pompéia, e de quando chegávamos em casa com as roupas embrulhadas naqueles papéis laranja de lá. Sempre foi tão bom...
Outra coisa que sentirei falta um dia são dos teus beijos, principalmente daqueles que tu dá antes de ir ao Maria Adelaide. É um momento único, indescritível, inconfundível...
Obrigado por sempre me falar a verdade. Desculpe-me se algumas vezes retruco, mas entenda-me que busco formar minha opinião, meu caráter. Estou em constantes mudanças de ideias, pensamentos, paradigmas, mas fale sempre, mãe. És muito importante nesse processo.
Obrigado por todos os cuidados que tu te submeteu para me ter com saúde. E obrigado por sempre dizer que faria tudo de novo. Não dá para explicar o que sinto todas as vezes que tu diz isso.
Obrigado pelos abraços que tu me dá; não há melhor lugar para estar, senão teus braços. Obrigado por todos os cuidados dedicados a mim quando precisei. Obrigado por tudo, até pelas coisas mais simples, até pelo bolo que tu sempre faz para mim, que eu gosto tanto.
Enfim, obrigado por tudo! Por tudo mesmo. Simples acontecimentos para mim valem muito. Sei que não manifesto tão facilmente tudo isso, mas eu sinto, eu vivo, eu te amo! Te amarei eternamente e farei qualquer coisa para te ver feliz. Te amo mais do que qualquer palavra possa escrever, te amo com o coração, com o espírito, com todo o meu ser. Amo estar ao teu lado e sei o significado de ser amado por uma mãe, de saber o que é ter uma mãe de verdade.
Prometo sempre melhorar como filho, prometo te orgulhar cada vez mais. Mãe, eu te amo.

Do seu sempre filho, Pedro Henrique Costa Krüger.
Pelotas, 02 de setembro de 2010.

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 Te amo, mãe.

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