segunda-feira, 5 de abril de 2010

Momentos inesquecíveis do futebol que vivi.

Era 2004. Campeonato Citadino de Pelotas. Todos os jogos foram no estádio da Boca do Lobo, do EC Pelotas, rival do meu time, Brasil. Fui em dois dos três jogos que o Brasil disputou. O primeiro, contra o Farroupilha, o resultado foi 1 a 1.
Já o primeiro Bra-Pel eu não fui. O Brasil venceu por 3 a 1, e se classificou para a final, assim como o Pelotas. A final seria um Bra-Pel, que beleza!
Eu, com 12 anos, junto com meu pai e meu tio, fui ao jogo. O Brasil teve dois homens expulsos antes dos 30 min. do primeiro tempo. Mesmo assim, o Xavante saiu ganhando, 1 a 0. Depois, o Pelotas empatou e virou. Naquele momento, sem perceber, eu iria aprender uma grande lição, pois quase chorando, pedi para voltar para casa. E o pai me disse: - O jogo ainda não terminou. Acredita, Pedro Henrique.
Segui os conselhos do meu pai e continuamos. O Brasil mesmo com dois homens a menos, jogava parelho e a torcida do Pelotas já vaiava a má atuação do time. A torcida do Brasil começou a explodir. Lembro bem de como tremia aquela arquibancada. O grito de "Rubro-Negro" começou a ecoar na av. Bento Gonçalves. Até que aos 42 minutos do 2º tempo, o Brasil empata o jogo. A festa não podia ser maior. A bandeira áureo-cerúlea que estava num prédio, em frente ao estádio, foi retirada. O dono sabia que algo daria errado, talvez.
O jogo então foi para a prorrogação. E no primeiro tempo da prorrogação, o Brasil faz 3 a 2 e o último gol de ouro da história do futebol. O Brasil foi o campeão, mesmo com dois homens a menos e na casa do adversário. O pai me olhou e disse: - Eu não te falei?
Até hoje levo comigo aquele dia. Aprendi que devemos acreditar sempre, ainda mais com o Brasil, e que nada é impossível. Depois foi só festa... no nosso salão de festas.
Melhor? Impossível. Como é bom ser Xavante!

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