quarta-feira, maio 01, 2013

Olhar

Há sempre um outro olhar. Outra opinião. Não há somente dois lados. Há três, quatro, seis mil diferentes visões. 

Minha ideia acerca deste post é uma. As outras cabem a vocês.

quarta-feira, abril 24, 2013

Reflexão

É sobre a minha avó materna, Marilda, ou para seus netos apenas vó Iaiá. Ela deixou este planeta em 2003. Eu estava na quinta série.

Se foi, mas ainda está aqui, dentro de mim. Além de avó, era minha madrinha. Dizia a mim que se eu não a beijasse eu não cresceria. Meus beijos ela sempre teve, portanto - e teria independente de qualquer coisa. Acredito que ela estava certa, pois depois não cresci como deveria. Os beijos fizeram falta.

Nunca esqueço. Meu pai, na madrugada em que ela estava na U.T.I., me disse: "se tua avó se for vai ser uma 'bomba arrasa quarteirão', Pedro Henrique". Verdade. E foi, infelizmente. Ninguém acreditou. Muito menos eu. Como minha avó, aquela que me beijava como se fosse a última vez ou como se disso dependesse meu crescimento, poderia ter ido tão nova, tão cedo?

A resposta nunca terei.

No entanto, no último texto publicado neste blog, "Fazia tempo que não via", escrito no último dia 19, dia do índio e dia do aniversário de minha avó, conta muita coisa. Percebi isso há um dia.

O texto conta, de modo direto, sem rodeios, o que presenciei numa manhã fria de Pelotas, enquanto me dirigia ao estágio. No entanto percebi que não era só isso. Lembrei da flor rosa que o menino segurava com tanto esmero. A flor era idêntica às flores que nasciam de uma árvore que minha avó plantou e cuidou com tanto carinho. Árvore que foi resgatada após um temporal que a arrancou do solo. 

A flor do menino era igual.

Pode ter sido coincidência. Pode. As cores eram iguais, a flor era igual, tudo igual, mas tudo pode ter sido "obra do acaso". Mas pensando melhor, e acreditando em algo maior do que apenas o que conseguimos enxergar, talvez aquela flor simbolizasse que a minha vó Iaiá não está apenas dentro de mim, mas em todo o lugar em que eu for.

Fico contente. Aliviado. Me sinto amado e beijado por ela. Voltarei a crescer.

Fazia tempo que não via...

Postado originalmente no dia 19 de abril de 2013, no Facebook. Recebeu 42 "likes". As pessoas ainda respiram esperança.

Fazia tempo que não via uma cena tão motivadora.

Hoje de manhã, por volta das oito horas, eu caminhava calmamente pela XV de Novembro. À minha frente pai e filho caminhavam juntos. O pequeno não devia ter mais do que cinco anos e ia à escola enquanto puxava uma mochila de rodinhas dos Cavaleiros do Zodíaco. Por si só isso já chama a atenção, visto que vivemos a era Ben 10. No entanto, foi outra coisa que realmente fez a diferença.

O guri arrancou uma flor. A única num raio de dois quilômetros. Para alguns pode representar uma violência à natureza, mas não. Apesar dos fones de ouvido escutei que a flor seria entregue à professora. Poxa, há muito tempo não via algo parecido. Já no meu tempo de ensino fundamental, quando ainda chutava garrafas pet para jogar futebol no recreio, era difícil ver algo do tipo. Tal atitude era restrita ao dia do professor - e quando havia alguma flor na jogada. Muitas vezes a data passava em branco.

Ele podia estar com sono, sem vontade de ir ao colégio ou ansioso para jogar videogame novamente. Poderia, mas não esqueceu da professora ao ver aquela flor rosa numa rua tão cinzenta e fria.

Às vezes parece que não, mas ainda existem atitudes bonitas e, geralmente, elas vêm dos pequenos. Que bom! Que bom. Valeu o dia.

segunda-feira, abril 22, 2013

One year and six months

Mais um mês. Totalizando 18 meses de namoro.

É, mas parece que foi ontem que recebi uma solicitação de amizade na rede social azul de uma guria da minha turma de Jornalismo. Diferente das outras vezes, além de aceitá-la, mandei uma mensagem de boas-vindas. Não era do meu feitio, mas era diferente apesar de eu não saber ainda disso. Fui mais além e a incluí na minha rede de contatos no messenger. Pronto! Depois disso passamos a nos falar todos os dias, indo, inclusive, até às cinco da manhã. A conversa era muito boa, muito engraçada, muito dinâmica. Parecia que nos conhecíamos há muito tempo. Tipo aquelas histórias de crianças que estudaram juntas e que se encontraram dez, quinze anos depois. Mágico.

Nos encontramos apenas em 2011. Eu com 19, ela também. Poderia ter sido bem antes, mas se foi assim era para ser. O importante é que nossa conversa e nosso entendimento supera o tempo com grande facilidade. Tempo, aliás, que nunca é suficiente. Quero vê-la sempre mais. E os dias em que estamos juntos parecem minutos.

Enfim, hoje é mais um dia 22. O 18º. O mais bonito disso tudo é que em nosso peito e em nossa alma queremos mais. Porque juntos somos mais fortes.

Te amo, Jess. Obrigado pelos maravilhosos 18 meses. O guri, ao teu lado, cresceu e agora toca o céu com a ponta dos dedos.

quarta-feira, abril 03, 2013

Não posso me calar

Por favor. Por favor! Pare e pense. Pense com a tua cabeça.

Por favor. Por favor! Não seja tola. Viva a vida. Acorda! (literalmente)

Por favor. Por favor! A vida tá passando ao lado. George já cantava para todo mundo ouvir que o sol estava chegando. Aproveite! Não troque o dia pela noite.

Por favor. Por favor! Fale frente a frente. Covardes, aqui, não são bem-vindos.

Por favor. Por favor! Pare com isso. Parabéns pelo nível "boxeador de teclado". Que avanço!

Por favor. Por favor! Eu estou bem. No caminho certo. Vou ao estágio, ao outro estágio, conquisto notas altas, boas falas, só bem quisto. Encontrarão defeitos meus, óbvio, mas nunca acomodação - digo apenas por mim.

Por favor. Por favor! Cuidado com as "amizades". Geralmente a maioria é de festa, mas as tuas - pelo que se percebe - nem para festas servem. Parabéns! :D

Por favor. Por favor! Escute John Lennon como sempre escutei. No entanto, não ofenda a ele nem à sua obra. Ele fala de amor. Aja de acordo com isso.

Por fim, por favor!, se não entendeu até agora não entenderás mais.

É isso. Já não posso mais me calar.

sábado, março 30, 2013

Ah, o futebol...

Na minha visão, ao escolher um clube de futebol para torcer, deve-se ter em mente toda a história de fundação da agremiação que defenderás nas arquibancadas. Tomo como exemplo aqueles clubes que no início de sua existência não admitiam negros em seus elencos. Eu nunca torcerei para uma agremiação desse tipo.

No entanto, às vezes as pessoas apenas simpatizam com o clube por causa de seu estádio, sua torcida, seu distintivo, sem levar em conta toda a sua trajetória. Acredito que nesse caso não há maiores problemas, porque apenas gostas da cor da camisa ou da torcida extraordinária, nada mais do que isso. Não é preciso, com isso, conhecer toda história da agremiação e concordar, se for o caso, com ela.

Eu, por exemplo, torço exclusivamente para o clube de minha cidade, o Grêmio Esportivo Brasil, fundado em 1911. Porque sua origem é nobre, pois abrangeu a parcela mais humilde da cidade e combateu de peito aberto os clubes da elite. Nada contra a elite, mas esta não aceitava negros. Quem é de Pelotas entende o que estou dizendo. Além disso, o Xavante, como é conhecido o clube, justamente por ter abraçado a parte humilde da cidade, possui uma torcida imensa e apaixonada. Atualmente possui torcedores de todos os tipos e cores. Nas arquibancadas do estádio Bento Freitas todos são iguais porque todos são Xavantes. Meu clube já disputou as finais do campeonato brasileiro de 1985 e foi o terceiro colocado naquela edição. O Flamengo de Zico sucumbiu ao time dos "Negrinhos da Estação". Foi lindo.


Também nutro simpatia por diversos clubes do futebol mundial. O que mais me atrai é o Fulham Football Club, agremiação fundada em 1879, na gigante Londres (Inglaterra). É um clube simpático e com uma história bonita, distintivo muito interessante e dono de um dos estádios mais bonitos do planeta, o Craven Cottage. Atualmente o clube disputa a English Premier League, a primeira divisão inglesa. Tenho duas camisas desse clube tão grandioso.
Admiro também um clube italiano. Bem mais vitorioso do que o Fulham, a Juventus Football Club, de Turim, acumula títulos e histórias incríveis. É a agremiação que melhor representou seu país pelo mundo e possui a maior torcida da Itália. Fundada em 1897, La Vecchia Signora disputa a primeira divisão italiana e avança a passos largos rumo a mais uma conquista na competição.

Portugal também detém um clube que me chamou atenção ainda quando criança. O Sporting Clube de Portugal foi fundado em 1906 na capital Lisboa. O motivo pelo qual comecei a gostar do Sporting foi a camisa branca com listras verdes na horizontal. Atualmente disputa a primeira divisão portuguesa e possui 18 taças dessa competição.
Na Espanha minha atenção é direcionada ao Valencia Club de Fútbol, da cidade de Valência. Sempre achei lindo o distintivo do clube apesar de conhecer pouco dessa agremiação. Outro clube que me chama a atenção, desta vez pela sua história, é o Club Atlético de Madrid, o Atlético de Madrid, que historicamente faz frente a um dos maiores clubes do planeta, o Real Madrid. Gosto do Atlético por enfrentar o rival que, décadas passadas, foi ajudado por um ditador espanhol que não merece ter seu nome citado.


Por fim, nutro especial apreço por outro clube inglês. No entanto, este joga a terceira divisão inglesa, a League One. O Cheltenham Town Football Club, fundado em 1887, joga no charmoso estádio Whaddon Road. Torço para que o clube continue a desempenhar as suas atividades e, assim, orgulhar o seu torcedor conhecido como The Robins.
"Cada palavra que digo são só palavras, e palavras são tudo que tenho." (Words - Bee Gees)