quarta-feira, agosto 13, 2014

A febre

Eu não sei explicar a sensação, mas meu pai, sem querer, a explicou quando pegou mais uma das edições de Tex que eu comprara há poucos minutos.

- Outra Tex? Bah, que febre!

É verdade, pai. Foi a melhor definição. Febre é o que sinto agora. 

Eu já conhecia Tex há alguns bons anos. A primeira que comprei foi em 2009, mais precisamente no dia 3 de outubro. Linda e ótima: Tex Almanaque número 38 - "O Matador de Índios". História completa, com roteiro de Nizzi e desenhos de Venturi. Inesquecível. Passou-se um tempo, comprei outra, mas ainda perdido no novo mundo, peguei uma edição que faz parte de uma coleção que ultrapassa as 500 edições e a história daquela revista terminava em outra. Nunca a encontrei pelas bancas. Mesmo assim prossegui. Certa vez visitei o sebo mais bagunçado e com poeira da cidade - portanto, o melhor - e encontrei várias edições. Comprei quase todas!

Porém, o tempo passou e deixei Tex de lado após ter lido todas que eu tinha. Só fui comprar uma nova Tex na cidade de Uruguiana, em 2012. Edição colorida. Relançamento da primeira história de Tex publicada. Lindona. Era a última da banca.

O tempo passou e só agora em 2014 que comprei novamente uma Tex. Edição gigante, especial, capa dura e colorida. Preço salgado: R$ 60. O investimento, porém, se fez necessário pela qualidade e beleza quase pujante da edição. Não pude resistir.

Foi aí que peguei a febre que agora me assola. Nas duas últimas semanas comprei várias outras. Quase todas oriundas de sebos espalhados pelo país através da internet. Edições marcantes. Edição número 200, 300, ou ainda as melhores histórias. Assisti ao filme da década de 80 dedicado ao herói. Até música escutei sobre o tema!

Enfim, estou enfermo, mas por chifres de bisonte, não me tragam medicamentos nem chamem os médicos. Essa doença eu quero ter - até os meus bolsos e bom senso (?) permitirem.

Até lá, pards!

Da esquerda à direita: Kit, Tex Willer, Tigre e Carson. Família.

quarta-feira, julho 23, 2014

A nossa média é de 85 likes

Eita, mas que parada é essa?

Todos nós já vimos uma pessoa defender as suas visões com números. Matérias jornalísticas também se utilizam da prática. 

"Brasileiro consome mais. É o que indica a pesquisa, que registrou um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado". 

É natural. Faz parte.

Agora medir aceitação ou rejeição através de "like"? "Like", para quem não sabe, é um dos recursos que existem na rede social mais utilizada hoje no mundo, ultrapassando a marca de 1 bilhão de usuários: o Facebook. 

É que quando a gente tenta por vias normais demonstrar o que já é escancarado aos olhos menos atentos e não consegue, ficamos sem saída e então buscamos alternativas e elas nem sempre nos agradam. Porém, o Facebook ainda assim serve como veículo para reforçar o quanto a gente é bem quisto pelas pessoas - e o número de "likes" deixados em nossas fotografias é o nosso mais forte argumento nesse contexto.

Na verdade, a gente luta nessa eterna guerra de - parafraseando Renato Russo - provar pra "todo mundo" que a gente não precisa provar nada a ninguém.

Nós nos amamos. Amém.

#22day

sexta-feira, julho 18, 2014

Não é muito difícil de entender

As músicas trazem à luz muitas verdades, também nos inspiram e entretêm. Assim funciona, basicamente, com a maioria das pessoas. Desta vez, nesta postagem, Queen é quem ministra a aula com a música Under Pressure

Por que não podemos dar ao amor mais uma chance?
Por que não podemos dar amor? 
Dar amor, dar amor, dar amor
Dar amor, dar amor, dar amor
Dar amor, dar amor... 
Porque o amor é uma palavra tão fora de moda...
E o amor te desafia a se importar com as pessoas no limite da noite 
E o amor desafia você a mudar o nosso modo de nos preocupar com nós mesmos.
"Cada palavra que digo são só palavras, e palavras são tudo o que tenho." (Words - Bee Gees)